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APRESENTAÇÃO E...DESPEDIDA ? (SPOCK)

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1 APRESENTAÇÃO E...DESPEDIDA ? (SPOCK) em Dom Abr 25, 2010 1:51 pm

Relembrando a primeira mensagem :

Ora vamos lá animar um pouco, com alguma conversa… Smile
Aqui fica a minha apresentação, que procurei fosse a minha mais completa e actualizada visão pessoal destas coisas do audio.
Porque no fim disto não terei certamente muito mais para dizer, arrisco falar também em despedida.

Verdade que já ando por “aqui” há algum tempo e no entanto nunca me apresentei. Isso essencialmente por 2 motivos: 1º porque “no início” não era hábito os foristas apresentarem-se, exporem o seu sistema. Não havia nem o espaço próprio para o efeito nem havia “nexessidade”. Em 2º lugar porque desde há muito (desde sempre No ???) que vinha sentindo o meu sistema como “provisório”, aguardando o momento oportuno, até em termos económicos, para fazer o up grade “definitivo” Question Julgava eu porque afinal, a ironia trocista deste hobby parece estar em mais longe ficar quanto mais nos aproximamos do objectivo, mas isso fica para depois.
Perdido o momento apropriado para falar de mim ou do meu modesto sistema, qualquer momento serviria é um facto, não fosse o desencanto progressivo com os fóruns e o crescente alheamento dos mesmos. Só um momento novo e desempoeirado (por enquanto) como aqui se vive, me faria voltar a uma participação mais activa, de renovado interesse, capaz até de pela 1ª vez me fazer falar sobre o meu sistema. Admito desde já, não estou ainda satisfeito com o seu desempenho, pese embora tenha vindo paulatinamente a melhorar a cada up grade feito. E se o desempenho tem francamente melhorado mas a insatisfação continua, penso que tal se deve provavelmente ao facto do grau de exigência ir acompanhando a evolução e travando o passo a uma satisfação mais forte e permanente. Confesso que procuro tudo. Não me basta o equilíbrio morno que já tive em tempos. O sistema tem de “tocar” com propriedade nos extremos de frequência. Mas sem ser agressivo, nem sequer cansativo. Com bom nível de detalhe e resolução, mantendo sempre uma boa separação entre instrumentos entre si e entre instrumentos e vozes, estas últimas fundamentais para mim. Sem cercear a dinâmica, condição vital para sentir a musica. A macro mas igualmente a micro, por forma a que as nuances sejam bem perceptíveis e sejamos capazes de sentir o ritmo como certo. E isto numa escala convincente, até porque tem de tocar alto. Tocar bem “baixinho” não serve para mim. E como se não bastasse, ultimamente procuro talvez o mais difícil: o respeito pelo que está gravado nos discos Suspect . Profundidade de palco, ecos, ambiência, tudo contribui para percebermos melhor o que está gravado. E quando assim acontece verificamos que afinal a gravação nem é assim tão má quanto julgávamos. Quando um sistema deixa perceber a intenção do técnico de som, então está lá, no ponto. Isto pode parecer algo de estranho para muita gente, mas é algo que já experimentei ouvir em outros sistemas e muito ao de leve no meu. E será que vou conseguir isto tudo com as SFaber Question Laughing já estão vocês a perguntar. Pois, a ver vamos. Falarei delas mais á frente.
Mas como vêem estou longe de resumir tudo à questão timbrica. A minha abordagem em matéria de reprodução electrónica de música, a emoção que lá procuro, é mais do que honestidade timbrica. Isso é para mim uma visão redutora da alta fidelidade, pelo que prefiro falar em high end, não por snobismo, mas porque high end encerra em si o conceito do culminar de uma determinada abordagem na técnica de reprodução sonora, o que abre caminho para diferentes formas de fidelidade. São poucas as pessoas a intuírem este conceito, mas folgo muito vê-lo reflectido no pensamento de um Senhor que assina num outro espaço como TD124. Um conhecedor, um projectista de áudio que se atreve a dizer que a finalidade da alta fidelidade não é reproduzir o real mas sim criar outras realidades, sonoras obviamente tongue . Respondem-lhe com um silêncio cortante e eu pergunto: mas não é óbvio? Ou não será até o objectivo ultimo da dita alta fidelidade, superar a própria realidade ? Superar sim. Não o faz já aliás nalguns aspectos?
Claro que este conceito abre lugar a um sem numero de possibilidades, deixa campo aberto para a proliferação da subjectividade, esse medonho espantalho que tantos agitam, mas que não assusta esse outro grande Senhor, do conhecimento, do pensamento e da escrita, que dá pelo nome de Holbein Menezes. Tal como eu, ele procura a alta fidelidade á emoção. A expressão é minha, por isso aqui o laivo de presunção do ele tal como eu e não eu como ele. Quem anda nisto pela musica percebe claramente. Como o percebem os técnicos de som (os bons, dos outros não reza a história) que nos deixaram/deixam gravadas para sempre algumas obras primas para todos poderem usufruir da magia da musica, enquanto forma de arte maior. Será por isso que hoje eu continuo a gostar do desempenho em crescendo das minhas SF, mas não desdenho do outro requinte que umas Amati Aniversario podem naturalmente aportar, não renegando nem escondendo o prazer de ouvir o equilíbrio tonal de umas ATC, ou o gozo de ouvir umas Proac D38 no seu melhor; ou a tremenda dinâmica e abertura de umas Focal 1025, ou mesmo o poder telúrico e o fascínio que as dificílimas B&W 802D podem igualmente fazer-nos sentir, isto para falar de sistemas de amigos, sistemas com diferentes sonoridades, que muito prazer me dá ouvir. Quando o sistema está equilibrado e “afinado” e a música fica “certaI love you , para usar a expressão de alguém, ficamos sempre mais próximos dela mesmo quando as abordagens dos diferentes sistemas significam igualmente diferentes visões (intencionais ou não pouco interessa) dos seus criadores.
Não me revejo pois numa abordagem final e única para a qual todos os equipamentos deveriam tender, e reconheço que me fazem alguma comichão as tentativas, ainda que inconscientes de imposição de um certo pensamento único. Fruto também ou até sobretudo de grupos de opinião fechada que se criam e que não deixam lugar a outras formas de ver e pensar, sobretudo ouvir Question o audio.

Ao contrário de tantos e tantos sistemas acabados que todos os dias nos são apresentados na net e que são o alimento das opiniões mais definitivas e das certezas absolutas sobre áudio por parte dos seus detentores, o meu sistema, confesso, é cada vez mais ?? um sistema imperfeito e inacabado. Não escondo obviamente a minha perplexidade perante essas opiniões e esses sistemas acabados, pois constato com surpresa que há quem tenha dedicado uma vida inteira a estas coisas da musica reproduzida em casa e continue cheio de duvidas, enquanto outros, acabados de chegar por vezes, já têm todas as respostas Shocked . A meu ver há aqui qualquer coisa que não joga bem. Parece-me, assim à distância, que tal resulta de graus de exigência menor, de algum deslumbramento naif, de alguma superficialidade de análise. Mas…
Confesso que não alinho muito no discurso técnico, por um lado porque “burro velho não aprende línguas”, por outro porque me parece claramente que se entra por um labirinto de onde vejo outros a quererem sair. Mas sobretudo porque ando nisto por causa da música. Pode parecer um paradoxo, na medida em que também eu já relatei alguns estranhos fenómenos com que me fui deparando no decorrer da demanda pela melhor reprodução sonora possível, mas a verdade é que só a musica me preocupa. Para mim o áudio é apenas o meio e não o fim.
Já o disse em tempos, a razão porque alinhei nestas conversas sobre áudio foi / é porque soube e ainda sabe bem encontrar “aqui” tantos e tantos outros a partilharem esta mesma paixão pela música e pela sua reprodução caseira.

até já Exclamation

Cont. …

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26 Re: APRESENTAÇÃO E...DESPEDIDA ? (SPOCK) em Sab Nov 24, 2012 7:25 pm

A ultima fronteira - II

Olá!
Cá estou de novo...
Já estava a falhar comigo proprio porque prometi que acabava a historia e nunca mais o fazia. Por dois motivos: primeiro porque isto do audio é mesmo uma “never ending story”, e segundo porque só consigo escrever quando efectivamente acredito no que estou a dizer. Nem que seja só naquele momento e mais tarde tenha de dar o dito por não dito. E, sinceramente, esta experiencia com os cabos de corrente estava a revelar-se quase um beco sem saída, tendo-me baralhado o suficiente para me obrigar a ficar calado até poder ter mais certezas sobre o assunto.
Vamos então ao que interessa. Retomando o fio à meada, era então preciso substituir de novo o cabo da instalação electrica pelo normal “solid core” de cobre de 4 mm. Feito. Ah, que diferença! Voltou a separação instrumental, sem aquele “jitter” incomodativo na zona de transição entre as médias e altas frequencias, razão de um som confuso e irritante, obrigando a desligar o sistema. Mas qualquer coisa estava diferente. Não, nao era impressao. Havia mais detalhe e uma ainda melhor separação instrumental. Ah, pois claro, este cabo que agora tinha colocado era em tudo idêntico ao que estava antes com uma diferença: havia sido criogenado! Ah pois é! Só para crentes! E para quem tem amigos! Twisted Evil
Continuando. Apesar de tudo não me dei por (con)vencido. Então afinal o multifilar tinha dado tão boa conta quando usado apenas no ultimo metro, metro e meio, e destroi tudo quando usado em 12 metros! Isto é até o contrario do que algumas marcas defendem (como a Nordost que muito respeito), as quais apontam para incrementos de qualidade pelo uso de comprimentos maiores...
Da experiencia feita e desfeita, sobravam agora 12 metros de despojos, aos quais não sabia muito bem o que lhes fazer. Vai daí, encomendei umas fichas elecaudio do site da Audiophonics e toca a fazer 2 cabos de alimentação de 1,20 m para ver no que dava. Engraçado. Lá estavam de volta as melhorias no som que me impeliram a comprar os 12 metros para usar na ligação desde o quadro electrico. Foram ficando e foram tocando, mas, como diz o Rui Nicola no teste das SF Guarneri Evolution na Audio & Cinema em Casa, um pequeno defeito, depois de detectado, pode em pouco tempo assumir as proporções de um elefante e tornar-se insuportavel. E assim foi, com o paradoxo do grave estar agora presente em demasia! Seria do isolamento nestes cabos não ter sido feito exactamente da mesma maneira dos que anteriormente tinha experimentado? Seria do uso de outro condutor diferente para a “terra”? Bom, para tirar as duvidas havia que experimentar. Afinal de contas para que queria eu tantos metros de cabo? Ao menos que servisse para fazer experiencias. E porque nao ir mais longe e desmanchar o cabo para experimentar apenas os condutores em outras topologias de construção, outros tipos de isolamento? Assim fiz. Não acertei propriamente à primeira, mas acertei. Arrow

(cont)

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27 Re: APRESENTAÇÃO E...DESPEDIDA ? (SPOCK) em Ter Jan 01, 2013 11:38 am

Breaking NewsSmile

Nao sei se isso transparecia evidente para quem me lê, mas estava longe dos meus planos fazer qualquer alteraçao aos componentes activos do meu sistema. Pelo menos para ja. Pelo menos nesta altura. Pelo menos em 2012. Culpa do (des)governo – deste e dos anteriores diga-se –, mas tambem de alguma racionalidade que tem de imperar por força de todos os outros compromissos primordiais. Alem do mais convivia razoavelmente satisfeito com o nivel atingido, e, se porfiava (e provavelmente vou continuar a porfiar) no acerto fino das questoes relacionadas com vibraçoes e electricidade, tal resultava do facto do sistema continuar a responder positivamente as experiencias realizadas nessas areas, pese embora serem trabalhosas e desgastantes, pelo que nem sempre ha paciencia, nem sempre ha disposiçao, nem sempre ha inspiraçao. Mas sao experiencias para dar continuidade, quiça com mais empenho ainda depois de ter lido aqui ( http://www.hifilive.es/2012/10/08/magia-pura-a-baterias/ )

Aunque el verdadero notario de la verdad de esta afirmación, es como no podía ser de otra manera el propietario del equipo, que no puede estar más satisfecho de su rendimiento y que asegura que hubo un antes y un después en la calidad del sonido disfrutado, con la inclusión de este sistema de alimentación en su casa.
Verdaderamente esta ha sido una, sino la mejor audición que he disfrutado en muchos años y no me queda más que felicitar a los afortunados poseedores de este maravilloso sistema de sonido, y a Cliff Orman en lo que le corresponde como artífice de esta instalación. Sin duda ésta visita ha marcado la próxima mejora a alcanzar en mi equipo, irrenunciable.”


Para os incrédulos acerca da importancia da corrente eléctrica, deixo à reflexão todo o relato da visita (clicar no link). Por mim, na impossibilidade de avançar para um sistema de alimentaçao idêntico, vou pelo menos continuar a apostar na optimizaçao da qualidade da seiva: a alimentação eléctrica! Curioso tambem constatar que neste tópico aquí http://www.htforum.com/vb/showthread.php/113729-Qual-cabo-faz-a-maior-diferença-no-seu-sistema , embora a votação esteja equilibrada e nao seja conclusiva, a maior parte dos foristas que interviram apontam para os “cabos de força” como os que mais alterações produzem. Nesta fase sou tentado a concordar. Na alimentação joga-se a maior ou menor descompressao do sistema, a coerência de fase e consequentemente a focagem e estabilidade da imagem estereofónica e do palco sonoro. Lá voltaremos. Acrescento no entanto que estou de tal maneira seguro em relação a esta questão, que deixaram de me interessar, de todo, as opinioes de quem diz não vislumbrar diferenças e como tal nao tem a alimentação eléctrica em linha de conta. Seja de um anónimo forista seja de um construtor reputado. Claro que neste último caso é mais grave. Se nao esbarrou no fenómeno sou obrigado a questionar a qualidade do que produz. Provavelmente segue à risca algumas regras de construção básicas que lhe permitem chegar a um determinado patamar de qualidade, no entanto dificilmente logrará alcançar a excelência.
No entretanto, e voltando às novidades, estava eu longe de pensar em alterar componentes activos do sistema, muito menos… as… as... colunas Shocked ! Mas ha oportunidades que so acontecem uma vez e nao se podem perder. Como ja disse anteriormente, a substituiçao das Sonus Faber, ainda que distante ou pelo menos sem data prevista, nunca seria fácil. No mesmo escalão de preços nao seria de certeza, o que dificultava imeeeeenso a escolha. Evoluir na marca? A serie Cremona M é deveras interessante, sendo talvez as de chão uma das SF que mais apreciei ouvir até hoje. Mas são colunas para perto de 8.000 €, pelo que mesmo usadas estão longe de ser acessiveis. A opção poderia então recair sobre algum modelo de topo (ou próximo), ja com alguns anos, e que pudesse aparecer no mercado de usados a um preço convidativo? Mas “alguns anos” poderia significar o quê, de modo a ser acessível à minha bolsa? Vintage? Nah! Suspect E prescindía daquele refinamento que vislumbro em projectos mais actuais, traduzido na reprodução sedosa das cordas de uma guitarra ou na capacidade de discernimento perfeito dos diversos pratos de uma batería e da força empregue ao percuti-los? Prescindia da capacidade (pre)sentida em criações recentes de decompor e expor o medio grave ao microscópio auditivo, evidenciando assim perfeitamente as diferentes sonoridades que, por exemplo, um violoncelo pode produzir, não enjeitando contudo a descida abrupta às catacumbas onde vivem o grave profundo de um bombo ou de um contrabaixo? Claro que nem todos os projectos actuais são capazes de subir aos ceus e descer aos infernos sem mácula, daí tanta critica justa a alguns deles. Mas tambem existem projectos bem conseguidos que são o exemplo do progresso claro da tecnología. Revejo-me inteiramente (em abstracto e não no que respeita ao modelo concreto em análise que nunca ouvi), nas afirmações do Eng. Jorge Gonçalves na Audio nº 233, Janeiro / Fevereiro 2012 – teste das Monitor Audio Gold GX 50, e que a seguir reproduzo: “Mais uma vez se prova que a evolução tecnológica quando bem implementada permite obter unidades activas que são melhores de dia para dia, e ainda que os tweeters serão talvez o tipo de altifalantes que mais evoluiu nos últimos anos. Será, com todo o gosto, uma negação das afirmações de alguns cepticos que param no tempo e dizem por tudo e por nada que «nao há nada de novo à face da terra», logo qualquer coluna construída há 20… 30 anos pode fácilmente ser colocada ao lado de um exemplar único como este, onde os refinamentos tecnológicos foram postos ao seviço da música”.

Por estas e por outras é que nunca seria fácil a substituição das SF. Talvez devido ao convívio prolongado com as ditas, a verdade é que algumas sonoridades não me satisfazem de todo. Lembro-me a propósito de ter lido em tempos num fórum espanhol, um proprietario de Sonus Faber dizer que depois de convivermos com o som da marca, fácilmente detectamos defeitos em todas as outras colunas. Talvez esteja aquí o problema. Como exemplo maior talvez possa realçar a reproduçao de vozes humanas. Resquicios de nasalidade, colorações, ecos, brilhos metalicos, enfim tudo que nao respeite a naturalidade de uma voz e “cheire” a reproduçao electrónica eu hoje detecto e categóricamente rejeito em inúmeras colunas. E nao creio haver muitas marcas que respeitem a voz humana como as Sonus Faber de facto. E não, não é produto da mera habituação. Há de facto qualquer coisa de especial na reprodução de vozes das SF que facilmente se intuí pela tal ausencia de “sabor electrónico”. Por essa, mas também por outras qualidades, a evoluçao teria pois forçosamente de ser na continuidade, sem rupturas que rápidamente me causassem saudades e consequente arrependimento.

continua

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28 Re: APRESENTAÇÃO E...DESPEDIDA ? (SPOCK) em Qui Jan 10, 2013 2:01 pm

Seria pois possível manter a naturalidade das vozes, quiçá melhorando ainda a dicção e a percepção das letras das canções? Seria possível partir à descoberta de outro grau de verosimilhança com o “som ao vivo” pela expansão dos extremos de frequência sem que daí resultasse qualquer intromissao poluidora da gama média, mantendo o “toque” aveludado tão do meu agrado, mas acrescentando fluidez e precisão tímbrica, de modo a evidenciar de forma fácil e natural a luxúria de tons de um violoncelo ou de um piano, por exemplo? E apesar de estarmos habituados a associar o som de um violino às altas frequências, seria possível melhorar os “meios tons” que o arco consegue extrair das cordas do instrumento, aqueles tons que lhe dão o timbre que identifica claramente a “madeira” de que é feito? Aí não mais poderia haver 2 violinos iguais, certo? Question

Seria possível aumentar a infomação e o detalhe, sobretudo ao nível das altas frequências, sendo que este é/era precisamente o aspecto que continuamente vinha melhorando nos últimos tempos, precisamente através dos cabos de alimentação e fichas de contacto como vos vinha relatando? Seria no entanto possível dar um salto mais rápido e para mais longe, para um nível onde as SF nunca chegariam, pese embora hoje nao duvide que estavam já num bom patamar de desempenho e fique sem saber até onde poderiam chegar com o acerto fino que vinha conseguindo com estes acessorios tão polemicos? Poderia mesmo ter de me acautelar com o impacto dos pratos de uma orquestra num momento de tutti orquestral, ou deliciar-me com as diferenças subtis do leve afagar dos diversos pratos de uma batería?

Seria possível obter aquela extensao extra de grave que definitivamente tornasse obsoleto o uso de qualquer subwoofer? E seria isso compatível com um grave mais tonal, tornando absolutamente perceptível a diferença entre um violoncelo e um contrabaixo? Seria possível que a vibração do ar pela força da percussão de um adufe passasse de impactante a verdadeiramente assustadora? Susto Contribuiria essa melhoria dos alicerces, para uma muito maior projecção dos sons, quase nos dando os instrumentos a uma escala de um para um? Mas para isso necessitaria provavelmente de umas colunas maiores, com mais caixa visível mas menos “audível”, certo?

Seria possível acrescentar resolução de modo a “completar” cada vez mais as orquestras? Poderia isso ser feito através de umas colunas mais faceis de amplificar ainda que apresentando os mesmos 90 db de sensibilidade? Uma maior facilidade na condução das colunas certamente traria uma maior rapidez, acrescentaria micro dinámica, melhoraria a articulação e consequentemente facilitaria a percepção do ritmo e do tempo da música. As necessidades de corrente das SF não eram dispiciendas, sendo obvio o aquecimento do amplificador semi digital (Lyngdorf) ao fim de uma horita de trabalho. Nao seria mais “normal” este amplificador não demonstrar qualquer esforço, mesmo que bem puxadinho? Poderia finalmente ouvir clara e distinta uma tuba no meio dos demais instrumentos de uma orquestra? Poderia este aumento de resolução tornar mais audiveis algumas das menos conseguidas gravações, permitindo-me inclusivé revisitar alguns albuns de pop rock dos anos 80/90 de audição há algum tempo silenciada em prol da qualidade de outras musicas que beneficiam claramente de edições mais “audiófilas”? Nesse caso, estas últimas inevitavelmente passariam para um patamar superlativo de prazer auditivo, certo?

E poderia obter tudo isto, acrescentando precisao, focagem, melhor imagem estereofonica e consequentemente um mais amplo e definido palco sonoro, apesar do já de si enorme fornecido pelas SF? Mesmo sendo este outro aspecto que tambem vinha incrementando substantivamente com os melhoramentos trazidos pelos acessorios de que tanto vos falo, poderia pela troca obter de forma imediata e inequívoca, um salto qualitativo para outro patamar?

E conseguiria manter incólume o silencio sepulcral, berço de todos os sons? Ou poderia o silencio ser ele proprio melhorado, abandonando um certo carácter espesso, aquí e acoli um pouco turvo até, para dar lugar a um silêncio absolutamente límpido e translucido onde os sons nascem e morrem, dele surgindo depressa mas a ele regressando devagar, derretendo-se em harmónicas que conferem realismo e verosimilhança com o original? Isso implicaría naturalmente mais transparencia, mas a ser assim, seria uma transparencia benévola, uma transparencia assente numa neutralidade absoluta mas nunca cruel, ao contrario do que acontece nalguns projectos, onde o prazer da escuta fica sacrificado no suposto altar da dita neutralidade. Porque só o silencio entre notas, só o espaço entre instrumentos, só a ausencia de “grao electrónico”, permite usufruir com total prazer da música e convida a longos períodos de escuta. I love you

Reunidas estas qualidades, seria assim possível ir ao encontro da alma da música? Seria possível obter a separação das partes sem comprometer o equilibrio do todo, aquilo que tantas vezes apelidamos de musicalidade? Poderia visitar em simultaneo o infinitamente pequeno e o infinitamente grande, mantendo a coerencia quer a volumes diminutos de audição descontraída, quer a volumes de puro gozo, em que toda a sala de 8,5 x 5,5 é insuflada de som, não importando mais o ponto em que se ouve, porque já não existe um lugar critico e muito menos único para poder desfrutar da MUSICA! Cool

Ah, e que dizer da questão estética? Não sendo nunca criterio de escolha, podía no entanto ser de rejeição. Ou seja, eu nunca compraría um equipamento audio pela estética já que o fundamental é o som, mas jamais compraría alguns monos que por aí andam, por muito bem que toquem. rabbit Fiz-me entender?

Pois, enunciados assim, os criterios até parecem faceis de alcançar. Mas olhando para o que procurava, parecía-me obvio haver aqui mais olhos (ouvidos) que barriga pois só no high end provavelmente encontraría tudo o que atrás referi.

Achei piada a este tópico…
http://www.audioaficionado.org/general-speaker-discussion/17754-whats-life-like-after-sonus-faber.html

No fundo esta era tambem a minha grande questão: como seria a vida após as Sonus Faber? Haveria vida para além delas? sunny

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29 Re: APRESENTAÇÃO E...DESPEDIDA ? (SPOCK) em Sab Jan 19, 2013 3:28 pm

Conhecem-nas?






Talvez assim seja mais fácil…

http://www.usheraudio.com/Loudspeaker_Dancer%20Mini-Two%20diamond.html

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30 Re: APRESENTAÇÃO E...DESPEDIDA ? (SPOCK) em Dom Jan 20, 2013 4:18 am

O meu pai, pessoa humilde e de gostos simples, nunca compreendeu muito bem este meu gosto pelo audio, particularmente tendo em conta os valores envolvidos.Para ouvir de vez em quando o seu fadinho, qualquer radio de pilhas lhe serve.
Por isso, depois da surpresa, mais do que nunca eu esperava uma pronta reprovação. Convidei-o a sentar-se e a ouvir. Nao foi preciso muito tempo para o ouvir dizer: “Fizeste uma boa troca. Que diferença!”

Como devem calcular, se alguém indiferente às questões do audio, habituado sobretudo a reprovar, foi tao prodigo a referir que a troca valeu a pena, é porque valeu mesmo!
E de que maneira! Ao fim de cerca de 2 meses de convívio, não há qualquer sombra de duvida.
E natural que num futuro próximo tenha algo mais para vos contar à medida que for optimizando o desempenho destas colunas.


Já agora, um pouco de “historia” para verem a coerência da escolha
A paixao pelas Usher começou em 2006 (entao assinava como “astronauta”)

http://forumhifi.com/forum/showthread.php?15714-Highend-Show-2006-Porto/page8&highlight=hifi+show+porto
http://forumhifi.com/forum/showthread.php?15714-Highend-Show-2006-Porto/page9&highlight=hifi+show+porto

Melhor som, DE CARAS : Usher CP 8871 + electronica Audionet. Passou a ser a minha referência sonora e o meu sonho mudou de direcção.
Aqui ficou provado que para um grande som umas grandes colunas dão um grande jeito, mas que a electrónica não precisa de ser intrusiva em número, nem desproporcionada em dimensão, podendo ainda beneficiar de uma estética sublime. Quanto ao resto : que som !! Que dinâmica, que velocidade de ataque, que limpidez, que SILÊNCIO entre notas, que equilíbrio. Uma gama média/ alta que é autêntico mel e um grave, bem um grave a fazer-me transpirar de emoção ao ouvir sons como nunca ouvi. Já tinha ouvido parecido de umas Avalon, mas a perder depois o interessse devido a uma tonalidade geral muito escura (ainda falam das SF ). Agora com estas Usher!!! Está lá tudo. Confesso que viveria feliz para sempre com este sistema.

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31 Re: APRESENTAÇÃO E...DESPEDIDA ? (SPOCK) em Sex Mar 22, 2013 12:01 pm

Entao e novidades, perguntam vocês? Cool
Passado este tempo de ambientação, confirma-se que a troca valeu a pena?
Ter umas colunas high end (digo eu Cool ) dá passaporte directo para um som high end?

Vamos lá então por partes.
Desde já começo por dizer que, apesar do “brinquedo” novo, por razões que não interessam para aquí, tenho tido muito menos tempo e disposição para o audio. Daí que as alterações vão surgindo a conta gotas e bem espaçadas no tempo. Daí resulta naturalmente que o que aquí vou escrevendo tenha tambem um ritmo lento e aleatorio.
É claro que depois de um período de “nupcias”, em que nos deliciamos com o que esta melhor, começamos aos poucos a perceber o que está menos bem e vamos procurando corrigir. No meu caso foram varias coisas, a saber:
Dado o seu peso e a muito maior dificuldade no seu manuseamento, as colunas estiveram quase 2 meses assentes directamente no chão, sem spikes. A colocação destes foi um up grade, embora não tão obvio, ou pelo menos não tão categorico quanto esperava. E isto obriga-me desde ja a dizer o seguinte: estas colunas são igualmente muito reveladoras mas de uma forma diferente. Ainda me estou a habituar, ainda estou a aprender onde procurar as diferenças. Com as Sonus Faber era mais fácil. Havia sempre uma percepção quantitativa que depois facilitava a percepção qualitativa. Eu explico: com as SF, a troca de um cabo, de uma ficha, de um elemento isolante, traduzia-se (quase) sempre em mais ou menos agudos, mais ou menos grave, mais ou menos gama média. Daí a perceber se estava perante mais e melhor, era fácil. Como não eram colunas “faceis”, acabavam por ser excelentes para avaliar os equipamentos a montante. Eram de facto, para alem do mais, umas excelentes colunas de teste(s). A sua tendencia para uma sonoridade um pouco fechada (tendencia mas não fatalidade, diga-se), permitia detectar imediatamente toda e qualquer luz que se projectasse sobre a cena sonora. Ja anteriormente usei a imagem do teste aos farois de xenón, os quais só na noite podemos aquilatar da sua mais valia. Ora, estas minhas novas colunas inserem-se numa categoría diferente de colunas. Muito mais abertas, são colunas – como já me “ouviram” dizer - para fornecer o “dobro da informação” com “metade do sinal”. Daí que agora as diferenças, porque estranhas, ou dito melhor, porque de outra natureza, são menos imediatas, o que me obriga a escutar de forma diferente. Agora a quantidade de informação raramente sofre grandes transformações, o que faz a busca incidir directamente na qualidade. Agora procuro/detecto o som mais “colado” às colunas ou mais projectado, palco mais ou menos estabilizado, nuances e texturas, maior ou menor rigor tímbrico.
Mas diría, em jeito de síntese, que, até agora, todas as experiencias realizadas e conclusões aportadas pelas SF se mantêm absolutamente validas. Embora agora aconteçam num plano e numa escala diferentes. Talvez seja até por isso que percebi como menos notório o impacto da colocação dos spikes. Mas atenção que ele existiu e foi inequívocamente uma mais valia.
Mais uns tempos e resolvi colocar as bases em pedra que sempre considerei imprescindiveis nas SF. Depois do efeito menor do que esperado com os spikes, as minhas expectativas eram baixas confesso. Mas como nisto do audio, a teoría quase nunca resiste à pratica, quando eu julgava que a colocação das bases em pedra, que sempre considerei fundamentais nas SF, pouco poderiam acrescentar dada a muito maior massa/peso destas colunas, eis que a sua colocação eleva de forma absolutamente notoria o desempenho do sistema. Dito isto, a todos os que têm soalho de madeira, independentemente do tamanho e peso das colunas, eu recomendo vivamente umas bases solidas por baixo (eu uso granito), desacopladas do chao através de borracha. Não é caro e certamente vão ficar surpreendidos.
Mas apesar destas melhorias, o som pendia um pouco para a gama média alta. Ou talvez seja mais correcto dizer que se notava alguma ausencia da gama media/baixa e baixa profunda. Seria do quê? Bom, fosse do que fosse, a verdade é que o prazer de ouvir música estava nesta altura diminuído (os defeitos assumiram proporções de elefante What a Face ) pelo que era preciso uma solução de recurso imediato. E até estava ali mesmo à mão, no banco dos suplentes: o subwoofer! Já nao foi a primeira vez que o usei em stereo, mas não deixou ainda assim de ser grande a surpresa pela sua influencia no som. O impensavel aconteceu: as Usher a precisarem de uma “muleta”! Bom, mas o que interessa é cumprirmos cegamente o dogma audiofilo “não usarás subwoofer em stereo”, ou ouvir música com prazer? Então que se lixe(m) o(s) dogma(s) Rolling Eyes . O sub compensou o déficit de grave existente trazendo literalmente novos sons para o palco sonoro, equilibrou a gama de frequencias audiveis, acertou os timbres e possibilitou outra sensação de dinámica e de descompressao do sistema. Agora já podía ir desfrutando da musica, enquanto paulatinamente procedesse ao acerto fino do sistema.

E agora que falei do sub, lembro-me que nunca aqui o referenciei, tal como ao resto do sistema AV. Trata-se de um Martin Logan Dynamo
Aquí a foto.






Está “provisoriamente” colocado ao centro das colunas. Pelo menos tão provisoriamente quanto a sua utilização se revelar imprescindível. Quando pensei a sala e a disposição dos equipamentos, no que ao sub diz respeito, considerando sobretudo ou apenas exclusivamente a sua utilização em cinema, acabei por colocar o “caixote” lateralmente. Mas como a integração nesta experiencia em stereo não era a melhor, poluindo um pouco a gama média, experimentei outros posicionamentos, tendo finalmente optado pela colocação entre as colunas frontais onde a integração foi claramente a melhor até então conseguida.

Então pasmem-se agora com o up grade que veio trazer outra presença e força à parte de baixo do espectro sonoro, muito mais de acordo com a dimensao e massa corporal das colunas, contribuindo assim para outro equilibrio, outra consistencia sonora global: o aperto dos altifalantes! Tal não seria de esperar de umas colunas quase novas, mas a verdade é que os parafusos deram entre 2 a 3 voltas cada. E tudo foi diferente. Podia andar uma vida inteira á procura deste equilibrio “trabalhando” os factores que considero essenciais a um desempenho de alto nível (quem me lê sabe quais são) e nunca encontrar. Obrigado ao meu amigo Jorge Tavares por ter insistido para que eu verificasse os apertos, ou eu nunca me lembraria disso.
E assim de repente, ainda longe do nível que pressentia/pressinto que estas colunas podiam/podem atingir, já referi 3 factores que elevaram fortemente o seu desempenho desde a sua chegada. Mas não fiquei por aquí. Como os meus cabos de coluna ja eram constituidos por 4 condutores emparelhados 2 a 2 dado as SF só terem 2 terminais de entrada de sinal, resolvi experimentar nas Usher a bi cablagem. Bi cablagem, a bem ser deveria exigir 4 terminais do lado do amplificador, correcto? Ainda assim havia que experimentar a ligação aos 4 terminais disponiveis nas Usher. Faria diferença? E será que percebemos diferenças mais significativas quando as expectativas baixas? Quiçá. A verdade é que as diferenças foram obvias, com melhoria sensivel ao nível da dinámica e abertura evidenciadas pelo sistema.

Antes de avançar mais, já perceberam que a terceira pergunta que fiz no início está respondida. É um claro não. Quem julgar que uma performance de high end se “compra” com equipamentos de topo, desengane-se. A optimização do desempenho é fulcral. Aliás, a partir daqui, o que vos vou relatar serve apenas para reforçar de forma ainda mais categorica as minhas mais profundas convicções de longa data. Digamos que se duvidas eu proprio tinha de que poderiam ser as SF, por força da sua “personalidade” a induzir-me para conclusoes distorcidas, as Usher vieram pôr um ponto final no assunto. Daqui não saio, daqui ninguem me tira. drunken

(continua sempre...quando é que nao sei Smile

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32 Re: APRESENTAÇÃO E...DESPEDIDA ? (SPOCK) em Dom Abr 21, 2013 8:40 am

Bem, ao ler sobre esta nova aquisição, alguém ja deve ter-se questionado: então mas a m%#a das colunas toca ou nao Question A minha resposta é… SIM, e no entanto… depende. Há uma linha que separa um desempenho mediocre de uma performance superlativa. Tal como com as SF. Talvez com uma diferença. O mediocre não chega a ser tão insatisfatorio e o superlativo eleva-se a um patamar incrível. Daí que, sendo as colunas fantásticas é certo, o meu fascínio tende a valorizar os acessórios que as fazem realmente cantar. Porque sem eles não há alta fidelidade a sério. Pelo menos para mim. As diferenças são de tal ordem, que quando leio aqui e ali plasmadas algumas verdades científicas categoricas que negam a importancia dos “acessorios”, o que me vem ao pensamento é tão somente: “têm de ser perdoados porque não sabem o que dizem”. Laughing
Durante muito tempo ainda pensei que a existencia de tantos audio_cepticos era culpa (só) dos sistemas. E de facto, em boa medida tem de ser por 2 motivos: por um lado há de facto muita coisa no audio que nao tem qualidade (eu diría que a proporção entre equipamentos com qualidade e sem ela, nomeadamente colunas, é bem capaz de rondar os 70 / 30 ); e por outro os seus proprietários não exploram o potencial do que têm, provavelmente porque negam logo à partida a importancia dos acessórios e, num mundo de consumo imediato como já diziam os Taxi, julgam que é só comprar e por a tocar… Rolling Eyes
Mas para ser franco, hoje já me questiono igualmente sobre o discernimento auditivo de muitos audiofilos. Não se trata tanto de haver uma minoria com “ouvidos de oiro”, trata-se mais de haver uma vasta maioria “surdos” que nem umas portas Laughing Laughing cherry. Vem isto a propósito de há días ter lido um audio_ceptico que todos conhecem, vangloriar-se de, num convívio de audiófilos, ter sido O PRIMEIRO a identificar um tweeter desligado de uma coluna affraid ! Um tweeter desligado! Não deveriam todos notar simultanea e imediatamente? Bolas, um tweeter desligado é como ficarmos com os ouvidos obliterados após mudança brusca de altitude! Eu há días notei algo bem mais subtil na visita a casa de um amigo. Trata-se de um proprietario de umas B&W 802 D, que esta a “dar em doido” na tentativa de por aquilo a cantar. Sem falsas modestias, volta e meia ele chama-me para lá ir constatar, confirmar e validar um qualquer novo up grade. Só a sala já a modificou totalmente (paredes e tecto) por 3 x ! Desta ultima vez, ao fim de 30 segundos eu disse-lhe que havia um ganho superior na coluna da esquerda. Incredulo foi verificar o botao do “balance”, o qual estava um tudo nada descentrado. Depois da estranheza, confessou que ainda nao tinha notado e que provavelmente já estaría assim há uns tempos. Deveria tê-lo desregulado aquando da ultima limpeza do pó...
Bom, quando supostos audofilos não notam imediatamente um tweeter desligado, como podem notar diferenças em cabos e outros acessorios… lol!
Adiante. Isto tudo apenas para dizer e reforçar, uma vez mais, a importancia dos acessórios numa performance de alto nível. Aliás com estas novas colunas estou mesmo a tornar-me um fundamentalista desta questão. Ocorre-me dizer categóricamente: diz-me quais os acessorios que usas e valorizas no teu sistema e dir-te-ei o que ele vale de facto.
Continuando assim a falar dos acessórios, vou agora relatar-vos a saga dos últimos tempos, para que percebam porque nao foi nem imediato nem eufórico o entusiasmo com as novas colunas. Conforme podem ler algures lá atrás, eu estava agora bastante satisfeito com o desempenho dos meus cabos de coluna. Mas a sua construção, que foi uma das minhas primeiras aventuras no DIY, deixava um pouco a desejar em materia dos acabamentos. Para vos dar uma ideia, o condutor chegava a ser visivel à entrada dos bornes das colunas. Ora com umas colunas deste quilate, não ficava nada bem (para não falar em questoes de oxidação, mas nao quero entrar por aí). Tratei então de desmanchar os cabos e refazê-los com uma construção e um acabamento todo xpto. Pois… só que o resultado em termos sonoros já não foi o mesmo. scratch Bolas. A construção apressada e tosca dava afinal melhor resultado. A propósito lia eu tambem há días, num fórum aquí ao lado, um Senhor que se apresenta com o nick de TD124 abrir um tópico sobre mistérios do audio, citando como primeiro exemplo o facto de um prototipo, com todas as imperfeições que lhe são inerentes, soar sempre melhor que as suas “perfeitas” réplicas construídas em serie. Não posso naturalmente confirmar nem desmentir porque nunca tive essa oportunidade de testemunhar tal facto, mas vindo deste senhor não duvido nem um pouco. Os mais atentos já saberão que se trata de alguem com profundos conhecimentos de electrónica, ligado á concepção de equipamentos de uma marca francesa. E no entanto, apesar da sua escrita transparecer enorme erudição e conhecimento, continuadamente manifesta a sua surpresa e a incapacidade da (sua) ciencia para explicar os tais mistérios com que se tem vindo a deparar sucessivamente ao longo da sua já vasta experiencia na audiofilia. Dentro naturalmente dos meus limitados conhecimentos, a minha sintonía com algumas das opinioes expressas por este senhor é total. Isto do audio chega a ser um quebra cabeças monumental. Não nego inclusivé que estou agora a escrever e a relatar as minhas ultimas peripecias com a alegría contida de quem julga ter encontrado novamente o “caminho”. Mas não escondo a frustração e o cansaço de alguns momentos recentes.
Voltando aos cabos de coluna, a diferença agora notada para pior, prendía-se com uma ligeira nevoa na gama media, que associei e associo às trocas e influencias entre os condutores de sinal, vulgo indutancia?

(http://www.byknirsch.com.br/artigos-04-12-cabos3.shtml )

Tinha naturalmente de reconstruir o cabo. Mas já que tinha de o fazer, poderia eventualmente melhorar o desempenho da sua fase “tosca”? Começo então a idealizar uma nova tipología de construção. Plenamente convicto que só a experiencia pode validar a(s) teoría(s), ou como dizem muitos audiofilos brasileiros num fórum da especialidade, a única via é mesmo a da tentativa e erro. 100% de acordo. Mas, para alem da despesa em materiais não reaproveitaveis, dá cá um trabalho! É que são 3 metros para cada lado. Então pensei: porque não experimentar as novas teorías nos cabos de alimentação e só depois, se os resultados forem positivos, extrapolar para os de coluna? É que eu nos de alimentação, em 2 deles não preciso de mais de 0,5 metros. Se me pareceu boa ideia, avancei de imediato. E mais uma vez as diferenças aconteceram, mas não foram exactamente para melhor. Não é difícil sermos enganados e seguirmos na direcção errada. Mas estou agora mais de sobreaviso do que nunca. De modo que o superior silencio de fundo já não me engana se engolir frequências e harmónicas. Assim aconteceu. Estava pior. É frustrante claro, mas felizmente que o trabalho que se tem em meio metro nao é o mesmo que em 6 metros de cabo, pois nas colunas terá sempre de ser feito em ambos os canais. Toca de reparar novamente o erro, voltar á primeira forma, com mais uma ou duas pequenas nuances. E à segunda fez-se luz. Literalmente o sistema adquiriu outra vida, outra luminosidade, começando agora o tweeter de diamante a fazer juz à sua reputação. Para de alguma forma confirmar a boa performance deste novo cabo, emprestei-o a um amigo para ver da sua opinião. Pese embora as ultimas impressoes tenham sido francamente positivas, as primeiras apontaram para alguma ligeira falta de detalhe. geek Bora lá fazer outro. Lá está, é só meio metro! E nesta altura, para os que já estão fartos de me ler sem que eu dê detalhes do que fui mudando na construção, dir-vos-ei, sem abrir o jogo todo (*), que tudo se prende com a aplicação da blindagem contra interferencias EMI/RFI. Defendo inequívocamente a aplicação da blindagem, mas nunca junto ao condutor. Descobri por mim proprio, pese embora já tenha lido Jorge Knirsch (já deixei acima o link para o site) defender o mesmo. Dito isto, ao fim de varias tentativas, não tenho duvidas que acertei. NUNCA tive timbres tão correctos no meu sistema. Em reproduções individuais de instrumentos, a ilusão da sua presença é agora fantasmagórica. A transparencia que estava em falta, com a percepção dos ambientes acústicos dos locais de audição voltou, produzindo novamente aquele sorriso que define a satisfação produzida pelo sistema. A isto junta-se um recorte e uma precisão como só em poucos sistemas invejei. O agudo de um violino, de um clarinete, de uma armonica (gaita de beiços), pode agora ter a precisao da lamina de um bisturí sem ser mínimamente agressivo. Pura beleza, que seguramente está na base da correcção tímbrica que agora me delicia. A ausencia de qualquer agressividade convida a explorar o volume, pelo que ao fim de uma horita de audição, já o spl deixou marcas nos ouvidos que começam a pedir descanso.

O que falta melhorar? O desempenho em passagens mais complexas, mas isso certamente virá com a adaptação desta nova tipología de construção aos cabos de coluna. Pois, devido aos trabalhos em que me meti com estes, acabei por em boa hora decidir mexer nos de alimentação. Agora há que voltar aos de coluna, mas o desempenho está já num patamar high end, ou seja, já não há nenhum defeito grosseiro a impedir a fruição da musica. Só espero que quando meter mãos à obra nos de coluna os resultados sejam os esperados. Depois conto-vos.

Boas audições a todos.


(*) Revelo sem problemas por pm a quem estiver interessado.

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33 Re: APRESENTAÇÃO E...DESPEDIDA ? (SPOCK) em Sab Maio 25, 2013 3:20 pm

Nao, ainda nao tenho novidades quanto a cabos de coluna. Resolvi mandar vir isto

http://www.audiophonics.fr/gaine-blindage-tressee-100-cuivre-1020mm-p-3625.html

E ainda estou a espera.
Entretanto, não posso deixar de vos dizer que à medida que as coisas vão ficando cada vez mais “certas”, a diferença na apresentação de alguns discos que julgava conhecer bem, é nalguns casos surpreendente, noutros, a palavra que me ocorre como mais adequada para descrever as diferenças é mesmo… desconcertante! What a Face
À medida que o palco vai aumentando em largura e profundidade, os “atropelos” entre instrumentos vão deixando de existir porque cada um começa a ocupar o seu lugar muito proprio, o que para alem da superior percepção da contribuição individual para o todo musical, aumenta substancialmente o rigor tímbrico, provocando o tal efeito desconcertante. Nalguns casos as coisas ficam tão diferentes que chega a ser deveras estranho. Por exemplo, a localização de um coro, perfeitamente por detrás dos instrumentos que ficam à “boca do palco”, cria espaço para aquele cavaquinho, tuba ou oboé que mal se faziam ouvir, ou mesmo para aquela palavra ou simples ruido produzido pelo publico e que contribuem para a sensação do espaço onde supostamente a captação aconteceu. Em termos individuais, e isto parece um paradoxo, os instrumentos maiores como o piano, ao mesmo tempo que ocupam o seu lugar, apesar de “crescerem” para o seu tamanho natural, criando uma sensação de escala fantástica, deixam mais espaço aos outros dando-lhes tambem oportunidade para “brilhar”.
Claro que tudo não passa de uma ilusao criada em estudio, mas negar esta ilusão é perder, quiçá, o melhor que a reprodução electrónica de música nos pode oferecer. Ate há bem pouco tempo atrás a minha demanda passava por extrair o máximo da informação existente no suporte, considerando que não há, nem pode haver, informação em “excesso”. Descolei há muito e definitivamente do chavão da “musicalidade”, o qual, concordo hoje, pode razoavelmente ser conotado com colorações ditas “benignas”, sons “quentes” e outros eufemismos usados para definir reproduções que não se atrevem a ir fundo no detalhe, sob pena de se tornarem agressivas e/ou cansativas.
Mas o mais engraçado é que depois da surpresa continuada da muita informação submersa existente numa gravação, estou numa fase em que fico sobretudo surpreendido com a quantidade de grave “oculto” nessas mesmas gravações. Mas andava eu razoavelmente satisfeito, até que, recentemente tive oportunidade de ouvir o sistema de um forista, de seu nick “Manel1”. O “elo de ligação” para o conhecimento mutuo foram… os cabos audio. Confesso que já conheci muita gente nestas andanças da audiofilia, mas inevitavelmente as maiores afinidades acontecem com quem se partilha pontos de vista. cyclops É mesmo inevitavel. Assim aconteceu um pouco tambem com o “Manel1”. Confesso que o visitei profundamente curioso pela troca recente das suas Proac D38. A aumentar essa curiosidade o facto do Manel1 me dizer que estava a um passo de “fechar” definitivamente o sistema. Para alem de ser a afirmação que eu sonho poder fazer, é uma afirmação muito, muito forte. É preciso de facto estar num patamar altíssimo de qualidade. E, apesar do amplificador principal estar a ser “mexido”, o sistema toca mesmo a sério. Não vou entrar em pormenores, pelo que vou ater-me à questão do grave. Eu acho que nunca ouvi um grave assim presente sem ser intrusivo, tonal, profundo, poderoso. De tal forma que quando cheguei a casa o meu sistema soava “finiiiiiinho”! Sleep
De tal forma que parecía já não haver habituação possivel. Aumentar o volume no subwoofer não constituía solução. Que fazer? Deitar tudo fora? Desistir? Claro que o grave produzido por 4 unidades de 20 / 22 cm cada, eu não iria conseguir ter cá em casa. Mas não podía desistir de me aproximar. E eu sabia (sei) que o grave joga connosco ao jogo do gato e do rato, surgindo à medida que vamos corrigindo os elos mais fracos do sistema e à medida que vamos acertando a “fase”. Foi assim que de impulso avancei de imediato para algo que ja tinha pensado fazer, mas que vinha adiando sucessivamente por uma certa preguiça suportada pela incerteza dos resultados. Para não deixar os segredos todos por contar, estou a referir-me à compartimentação do amplificador, pelo isolamento do transformador em “compartimento” proprio, evitando assim a interferencia com os restantes circuito. Era desta. E foi!
Quanto grave existia por descobrir! O grave que dá densidade à música, que acerta os timbres, que acompanha as transicções dinamicas abruptas e as transforma de assustadoras em maravilhosas. Sim, é engraçado como depois de ter durante bastante tempo procurado melhorar a “rapidez” do sistema, buscando a resposta imediata a uma brusca aceleração dinamica, verifico agora como esse efeito é menos real, porque na realidade essa prestação é conseguida por “ausencia” do grave profundo. Fruto da maior e mais consistente presença desse mesmo grave, em simultaneo com a “limpeza” progressiva do grão electrónico que jazia imperceptívelmente depositado (habituação?) na musica, salienta-se de forma obvia um estranho escurecimento do pano de fundo onde decorre o espectáculo. Digo estranho, porque não é o negro conhecido de outros tempos, a aberração “Voldemort” que tudo cobre com o seu manto, engolindo as harmónicas e toda a beleza dos instrumentos. É um negro que aumenta os contrastes entre as cores desses instrumentos, é um negro que permite uma melhor definição tímbrica e uma apresentação mais relaxada da música, que depois da estranheza inicial, rápidamente reconhecemos como mais verdadeira por oposição ao que havia antes e que classifico agora como um pouco “histérica”. Ok, tentando explicar melhor, vou começar por complicar ainda mais: tempos houve em que perseguí este carácter inerte do silencio. Falta de experiencia, opções erradas, levaram-me ao encontro do tal silencio poluidor e opaco. Ao abrir dos olhos (ouvidos) para o erro do trajecto, progressivamente fui procurando uma sonoridade diferente, cada vez mais aberta, mais rapida, mais agil. Passo a passo, através da comparação com desempenhos de outros sistemas, e praticando uma escuta exigente, lá fui progredindo. Nao deixa por isso de ser engraçado que me tenha agora cruzado, de forma um pouco inesperada confesso, com o tal silencio cristalino que desde o primeiro momento procurei. Claro que havendo mais grave presente, há muito mais ar em movimento, e tudo surge necessariamente um pouco mais “lento”. Mas o aumento drástico da verosimilhança tímbrica e o arejamento entre os instrumentos, mesmo em passagens mais complexas, confirmam que esta é uma apresentação mais verdadeira. Realço que o subwoofer se mantem no sistema e não me parecer ser fácil vir novamente a prescindir dele. Embora a presença dele ao centro das colunas não seja visualmente intrusiva, está a tapar o amplificador e a lembrar-me constantemente que está fora do seu “habitat”. Bolas, hoje faria o movel bem diferente, com espaço aberto ao centro para o dito. É que na ausencia de uns altifalantes de dimensão generosa a reproduzirem mais fácilmente um grave “grande” e “profundo”, o sub ajuda e muito. Mas o segredo de um grave satisfatorio, passa tambem por atacar os problemas das vibrações, das interferencias e conseguir o tal acerto de “fase”. Conseguir ter um grave presente e “acertar” a sua velocidade de resposta com as demais frequencias é a chave! Já o disse antes e estou cada vez mais convencido disso: o grave é o nó gordio da alta fidelidade.
Sim, lamento para muitos dos que não acreditam, mas isto joga-se nestes pormenores. Mas, é justo dize-lo, consegue-se tambem com bons equipamentos. E tenho de reconhecer que com as minhas antigas colunas este patamar não seria possível. É altura de categóricamente afirmar que estas colunas foram uma compra acertada. Não tivesse ouvido o sistema do Manel1 e estaría agora muito mais feliz. Resta-me a convicção de que estas Usher ainda estão longe do máximo e que anda têm muito para dar.

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34 Re: APRESENTAÇÃO E...DESPEDIDA ? (SPOCK) em Dom Jun 02, 2013 2:25 pm

Só para dizer que passado este tempo, já nao estou tao certo do som ter melhorado. Rolling Eyes
Está diferente de facto, mas algo parece ter-se perdido no processo. Estou a falar, claro, das harmonicas. Imperceptível num primeiro momento e ainda não completamente evidente, mas aos poucos, e particularmente em certos discos, parece de facto estar a faltar algo.
Mais silencio implicará sempre perdas? Question
Não sei. Mas recordo-me de ter lido em tempos um artigo na Hifi News (que nao encontro – bolas), onde o autor reflectia sobre a importancia do ruído para, digamos, a manutenção da integridade do sinal. O artigo colocava a questão em termos de duvida, exactamente a duvida que agora me assola.
E é neste ponto que estou. De qualquer forma, apesar de voltar atrás ser relativamente facil, falta-me a pacienca para andar a desligar e ligar tudo novamente.
De modo que vou aguardar pela conclusão dos cabos de coluna, para nessa altura perceber melhor. Até porque podem ser estes neste momento o elo mais fraco e estar aí o problema.
A ver vamos! Isto do audio é um verdadeiro quebra cabeças. What a Face

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35 Re: APRESENTAÇÃO E...DESPEDIDA ? (SPOCK) em Dom Jun 23, 2013 10:30 am

Bem,

Julguei que ia dar o grito do Ipiranga, mas nao.
Nao correu bem. Nada bem.Sad
Ainda estou a tentar perceber mas a tipologia de construção que resultou bem nos cabos de alimentação, não resultou nos de coluna. Mexi nos de alimentação na tentativa de encontrar um tipo de construção optimo par aplicar nos de coluna. Por acaso resultou nos de alimentação mas esqueçam a teoria porque nao resultou afinal nos de coluna.
Será culpa da malha? Nao creio. Foi aplicada como antes aplicava a fita de aluminio, com a maior vantagem da flexibilidade do cabo. Cabos que até ficaram com um aspecto xpto e tudo. Tanto trabalho e algum dinheiro gasto para nada. Vou ter de desfazer tudo e recomeçar de novo. Mas não vou desistir porque tenho a maior confiança neste condutor cujo comportamento varia imenso conforme a construção.
A seu tempo darei notícias.

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36 Re: APRESENTAÇÃO E...DESPEDIDA ? (SPOCK) em Sab Fev 08, 2014 1:44 pm

Bem… o tempo passa mesmo depressa. Agora que vejo a ultima vez que escrevi algo foi já em… Junho  Embarassed 
Mas cá estou de volta. Bom filho à casa torna.
Andei entretido num outro espaço net, onde cedi à conversa fácil, à intervenção rápida, à comunicação com feed back imediato, em tempo real. Talvez esta tentação da conversa on line, em detrimento do soliloquio da escrita, resulte da vã glória da certeza de ser lido, da ilusória necessidade do ”espelho” que nos reflecte a existência. Será que existir “sozinho” é uma forma incompleta de existência? Existir, implica forçosamente o outro? Nesse caso, sentir-se-á Deus sozinho?
Seja como for, a verdade é que me sinto muito mais a vontade agora e aqui, expressando livremente a minha opinião, sem o desgaste do contraditório que a maior parte das vezes não o chega a ser, antes sendo apenas também a forma de muitos verem igualmente reflectida a sua existência.  clown Experimento agora uma sensação de quase alívio por ter decidido não me envolver mais em discussões que considero inúteis porque uma das partes não está no mesmo contexto. Das três uma: ou aproveito um espaço como este para ir expressando as minhas opiniões e relatando as minhas experiencias e que aproveite quem quiser; ou me associo a um grupo de amigos que, no essencial, partilhem a mesma visão do áudio (ideia em gestação); ou regresso ao prazer solitário da audição de música e demanda do Santo Graal sónico. Esta última será talvez a menos provável porque ao longo de todo este tempo (2005/2006?) fiz amizades reais que já de maneira nenhuma se podem dispensar. Não fora as amizades o resto já seria possível. Isto é, hoje já não me “engano” no objectivo a perseguir e já tenho uma ideia clara do que é importante para continuar a progredir. A informação importante está aí, disponível, ainda que muitas vezes submersa em imensa contra e desinformaçao. Mas hoje já consigo “isolar” esse ruído, já consigo peneirar a informação de modo a ficarem apenas as pepitas douradas que são a razão desta corrida desenfreada em busca do ouro sonoro.
Voltando a questão existencial, surpreende-me que alguns (muitos) tenham tamanha necessidade de “existirem”, num contexto que afirmam ser de reduzida importância (tanto lhes serve um sistema dito high end como um mero radio para ouvir musica), nada tendo portanto a acrescentar a não ser “ruído”. E dou por mim a reflectir sobre a importância do dito “ruído”. Edgar Morin disse-nos da sua importância para a crescente complexificação da nossa sociedade. Uma visão mais completa e refinada dos momentos de tese e antítese de Hegel. Atendendo a ambos os autores, podemos pensar que o ruído é sempre necessário para o progresso, para a evolução. No áudio, e no sentido mais literal do termo ruído, não falta também quem defenda a sua capital importância, considerando-o como o limbo de onde emanam as harmónicas do derradeiro prazer auditivo. Por conseguinte, para quem defende este ponto de vista, eliminar o ruído será também castrador do ponto de vista das tais harmónicas. Não é bem esse o meu ponto de vista. Eventualmente, poderá ser assim no domínio analógico onde, talvez aí, ruído e harmónicas se fundam e se confundam. No domínio digital não creio. Na minha opinião o prazer de ouvir música pode ficar, seria ou mesmo irremediavelmente comprometido, dependendo do nível de ruido de fundo. O áudio, na sua vertente pratica, digamos, funciona aqui como excelente exemplo para estabelecer o paralelismo com as conversas on line e a discussão teórica que sobre ele se estabelece. Para mim, o nível de ruído nas conversas on line chegou a um ponto de saturação. Sinto que já nada ganho em estar presente, e sinto também que as minhas opiniões e relatos de experiencias, a interessarem, será talvez a um grupo silencioso de audiófilos, provavelmente os mesmos que aqui virão tranquilamente ler o que escrevo. Porque os outros, esses geram tanta “distorção” à sua volta que tornam improdutivas as conversas, as opiniões, as constatações. Incapaz de suportar tamanho ruído, desliguei-me do “sistema”.
Para já, está a saber-me muito bem respirar de novo a paz que aqui se respira e por cá continuarei a escrever livremente. Não prometo é ser doravante tão politicamente correcto como tenho sido até aqui. Há coisas que têm de ser ditas.

Ate já  pirat 

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37 Re: APRESENTAÇÃO E...DESPEDIDA ? (SPOCK) em Sex Fev 14, 2014 2:29 pm

Uma perspectiva “relativista”, por mim próprio já defendida, facilmente justifica todas as diferenças e controvérsias geradas, pelas naturalmente diferentes percepções do que é afinal um som de qualidade, assim como pelas diversas formas, diversos caminhos de o procurar atingir. A partir daí torna-se entendível que seja mais o que divide os audiófilos do que aquilo que os une. E de facto, com tantos sistemas diferentes, como poderia haver unanimidade ou pelo menos uma certa sintonia maioritária nas opiniões? Partindo destas diferenças básicas, parece impossível poder existir qualquer consenso. Mas uma coisa eu começo a acreditar/constatar: á medida que se atinge um desempenho de nível superlativo, as opiniões tendem a convergir, quer no reconhecimento pronto desse desempenho, quer mesmo nos meios necessários para o atingir. Portanto, por muito estranho que isto possa “soar”, no áudio como na física, parece de facto existir uma fórmula unificadora, da qual todos os caminhos derivam e confluem. É o “tronco” do pinheiro de que nos fala Jorge Knirsch, do qual tantos se afastam em milhentas ramificações possíveis. E o problema de muitos é que se perderam irremediavelmente nos ramos, e, com medo de caírem, não só não se mexem como ainda recomendam a outros o seu ramo como sendo absolutamente firme e seguro. Não conhecem outra(s) realidade(s). Não conhecem a solidez do tronco. São inúmeros os factores que podem conduzir ao isolamento num “ramo do pinheiro”. Más escolhas de equipamentos, maus aconselhamentos, excessiva teorização, mas sobretudo uma mente e uma atitude fechadas à descoberta.  What a Face 

A meu ver vivemos uma época magnífica, pelo que é uma pena não a aproveitarmos em pleno. Os que viveram (muito) antes de nós, por muito que tenham gostado de musica, não chegaram a conhecer a maravilha da sua reprodução em ambiente domestico, muito menos com a qualidade que hoje já é possível. E é naturalmente a pensar naqueles que incessantemente procuram essa qualidade que obviamente escrevo. Dos que dela desdenham não reza nem rezará a história da audiofilia. Eu escrevo para os insatisfeitos por natureza, para aqueles que procuram sempre mais. Ainda que limitados financeiramente (como eu, ou mais ainda  Crying or Very sad ), não deixam de porfiar na sua busca. Perceberam que há algures um desempenho que não tem () que ver com preço e assim sofregamente vão absorvendo toda a informação que lhes possa ser útil na sua demanda por uma performance superlativa que os levará ao nirvana sonoro. Uma utopia que perseguem em vão? Na minha opinião não. Mesmo que a “perfeição” nunca seja alcançada, o facto de se ter e perseguir um objectivo permite manter o foco, tornando-se assim no motor necessário para uma atitude continuada de melhoria, condição inexorável para a desejada progressão do desempenho do sistema. Só “investindo” na busca de algo mais, podemos garantir a evolução. O descrédito e a desistência conduzem à estagnação. Se todos os dias nos esforçarmos por sermos melhores pessoas, vamos com toda a certeza sê-lo, ainda que nunca sejamos perfeitos. No áudio é igual.

Mas para que esse progresso aconteça, considero vital que nos apoiemos em degraus garantidamente sólidos, patamares suficientemente estáveis que evitem o retrocesso e em cima dos quais possamos alicerçar os up grades ao(s) sistema(s). São, digamos, certas certezas que precisamos de ter para poder dar o “passo seguinte”. São, se quiserem, as raízes do tal pinheiro de que nos fala Jorge Knirsch. E são essas pequenas verdades essenciais que vou procurando por toda a parte. Porque sem elas, não se parte nem se chega a lado nenhum. O caminho é porém tortuoso e escorregadio como se pode constatar numa das últimas (novas!) intervenções desse grande audiófilo brasileiro que dá pelo nome de Holbein Meneses (1). Depois de durante muito tempo ter acreditado e ”nos” ter feito acreditar que os cabos funcionavam melhor sem blindagem, eis que ele vem reconhecer que uma certa forma de aplicação da blindagem, que ele não quis revelar, o fez mudar de opinião. Ora, modéstia à parte, eu já tinha dito lá atrás “que tudo se prende com a aplicação da blindagem contra interferencias EMI/RFI. Defendo inequívocamente a aplicação da blindagem, mas nunca junto ao condutor.” Provavelmente foi isto que Holbein Meneses descobriu. Mas o que pretendo verdadeiramente evidenciar com este exemplo é que Holbein Meneses, apesar de ter uma vida inteira dedicada ao áudio, na via profundamente experimentalista, mesmo assim… enganou-se.  Shocked  (2) E se quem experimenta se pode enganar nas conclusões que tira, que dizer daqueles que nem sequer experimentam e se limitam a teorizar sobre o que pode ou não ter impacto no som? Mas são esses os profetas das maiores certezas em áudio. Mas são certezas pela negativa. São a negação de tudo. Logo sofrem desta tremenda contradição: não são certeza de coisa nenhuma. A dúvida tem de ser o motor, nunca o inibidor da acção. Se nos deixamos paralisar pela dúvida, como podemos avançar? Precisamos pois, como disse atrás, de ir construindo algumas bases sólidas de apoio para que possamos ir avançando neste caminho assaz movediço como é o do áudio.

Tudo isto para vos falar da minha ultima grande certeza: fusíveis!  Susto 
Já ouviram falar?  pirat  tongue 
Não acreditam? Então eu já vos conto.  Laughing 


(1) Apesar do distanciamento auto imposto em relação às discussões on line, é natural que possa continuar ainda assim relativamente atento a um ou outro tópico, a uma ou outra opinião, como é o caso desse grande audiófilo Holbein Meneses.
(2) Nada que também já não me tenha acontecido a mim várias vezes, e disso dei imediato testemunho neste tópico, como podem comprovar (re)lendo o que já ficou escrito para trás. Portanto se há conselho que dou, é: experimentem  vocês mesmos e decidam em conformidade com o que os vossos ouvidos vos aconselharem.

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38 Re: APRESENTAÇÃO E...DESPEDIDA ? (SPOCK) em Sab Fev 22, 2014 11:49 am

Fusíveis: o elo encontrado? Parte I

Eu disse: ultima “certeza”?
Disse. E não foi um lapso de linguagem. Foi propositado.
Num outro espaço “on line” usei  a palavra “brutal” para descrever as alterações experienciadas pela troca dos fusíveis, no caso pelos AMR ( http://www.amr-audio.co.uk/html/goldfuse_individual.html )
Se até aí o tópico já vinha sendo polémico, quando, também eu, dei testemunho da minha experiencia e falei da maior rapidez e sentido rítmico, maior arejamento nas altas frequências, graves mais tensos e tonais, maior focagem e estabilidade do palco sonoro, caiu o Carmo e a Trindade.  E o que não teria sido se eu tivesse dito tudo, ou seja, se eu tivesse revelado que as diferenças brutais relatadas se referiam à troca de fusíveis, num único componente, no caso o pré amplificador! Como o pré leva 4 fusíveis, foram 4 os fusíveis trocados. Todos pelos AMR. Bendita troca.

Mas antes de avançar deixem-me voltar um pouco atrás para me e vos relembrar do meu fascínio pelos condutores de sinal, vulgo “cabos”. Este fascínio surgiu naturalmente quando um dia me apercebi das diferenças por estes introduzidas (numa 1ª fase apenas os de interligação e coluna). A partir daí tornei-me um incondicional deste “acessório”. Confesso que nunca aceitei a explicação fácil do fenómeno à luz das questões dos acertos de impedâncias entre equipamentos. Mais ainda quando meti mãos a obra e me dediquei a “inventar” topologias de construção, usando sempre o mesmo condutor. Tantas diferenças óbvias conforme o tipo de construção, deixaram-me ainda mais convencido que há algo mais acerca de cabos do que a visão redutora de tantos, muitos deles com grande evidência no mundo do áudio, como é o caso de Gilad Tiefenbrun (CEO da Linn) na entrevista publicada na Audio nº 241, de Agosto 2013, na qual ele diz: “Por outro lado, permite-nos retirar da equação da performance o cabo, já que um cabo CAT5 ou CAT6 resolve 99% das situações de ligações entre equipamentos”. Deixando definitivamente o “politicamente correcto” de lado e assumindo aquilo que penso, direi que para mim fica explicado porque não me lembro de ouvir nada de jeito da Linn nos últimos tempos. No audioshow de 2012, na sala da Linn, estupefacto perante o elogio dos representantes da marca a uma demonstração de suposta “alta resolução”, não consegui deixar de dizer: “I hope you can do better”. A partir daí a atenção dos demonstradores foi toda para mim, e até por simpatia, acabei por ficar muito mais tempo do que desejaria. Desculparam-se com as condições acústicas da sala e aconselharam-me a visitar um representante Linn onde certamente poderia ficar com uma ideia muito mais correcta do potencial do sistema. Pudera! Aquilo estava tão mau! Mas se o CEO diz que um CAT5 ou CAT6 resolve, fico a pensar se não haverá outros erros de abordagem algures no caminho. Sinceramente é assim que eu penso e é assim que “descarto” certas marcas do meu horizonte (1)
Mais tarde vim a constatar as mesmas ou ainda maiores diferenças no som introduzidas pelos cabos de corrente. Lá atrás falei deles como sendo a “ultima fronteira”. Serão os fusíveis a primeira? Bem, no limite, podemos pensar que o 1º elemento pode muito bem ser uma régua dedicada, ou até o quadro eléctrico construído propositadamente para a aparelhagem de som. Mas quando falamos de cabos de alimentação, réguas ou filtros, estabilizadores e/ou regeneradores de corrente, falamos de “electricidade”. E quando falamos de fusíveis, idem. Ora a electricidade, para muitos, já não tem segredos. Para esses é um fenómeno conhecido e medido e, sendo vital nos sistemas de reprodução domésticos, não percebem nem aceitam que possa influenciar diferentes desempenhos. Pois, também não sou eu que os vou esclarecer. Eu sou um leigo e como sempre digo, eu tenho as perguntas, não as respostas. A única resposta que posso dar é a que resulta da constatação dos factos. Sobre este tema ocorre-me aquele vídeo do clube de audiófilos gregos, em que a dada altura um deles diz num inglês macarrónico “electricity is 50% del sound”. Depois de também a minha ignorância me ter feito rir na altura em que este vídeo surgiu pela primeira vez, progressivamente fui constatando a importância e influência da electricidade. Serão 50%? Serão 30% como atribui Jorge Knirsch? Não é a percentagem em termos absolutos que interessa, obviamente, uma vez que ela resulta de uma quantificação claramente subjectiva. O que interessa realçar das percentagens é a extrema relevância dada por tantos audiófilos à “seiva do sistema”. Efeito placebo? Ilusão psicoacústica? Vão dar banho ao cão. As diferenças são de tal ordem que não há lugar para estas explicações sofisticadas.

Esta referência (mais uma) aos cabos surge apenas para estabelecer comparações e realçar o efeito dos fusíveis. Já o vi escrito na net, e já não vou ser original ao dizer-vos que considero a diferença introduzida pelos fusíveis comparável ao equivalente a uma troca de cabos, com a diferença que nestes, para tamanha diferença de desempenho, é necessário gastar umas dezenas largas, senão centenas de euros. Trocar um cabo de 100 € por um de 200 € não garante sequer um claro passo em frente. E no entanto estamos perante o dobro do investimento. Ora com os fusíveis, por uns meros 15 € por cada um (em média), no caso dos AMR, a diferença na performance do sistema é “brutal”. Brutal e com uma 2ª grande vantagem associada. Quem me ler desde o princípio neste tópico, facilmente repara nas oscilações de desempenho do meu sistema, por diversas vezes referidas. Muitas vezes julguei ter descoberto a que se deviam mas o seu reaparecimento tem sido um factor de desânimo e perplexidade. Essas oscilações têm-me perseguido desde sempre. As vezes a magia acontece, noutras… desaparece! Eu próprio tenho ensaiado respostas que procuram fugir a questão da qualidade do fornecimento de energia eléctrica. Porque não sei o suficiente sobre o assunto e porque muitas vezes fico simplesmente a pensar se o desempenho do dia anterior foi um sonho ou uma ilusão, ficando perplexo demais para poder afirmar categoricamente o que quer que seja. Mas sempre tive as minhas dúvidas, tanto mais que sou o último da linha a ser servido pela EDP e as oscilações de corrente são facilmente constatáveis nos candeeiros de halogéneo, os quais em certos dias parecem ter vida própria quando de repente, ora se iluminam fortemente, ora quase se apagam. Dito isto, um outro efeito nada despiciendo da introdução dos fusíveis da AMR foi terem provocado a estabilização do desempenho do sistema, o qual agora está sempre ao mesmo nível. Os fusíveis parecem além do mais ter “estabilizado” a corrente eléctrica, colocando um fim na irregularidade de prestação do sistema. Olhando para trás e para todas as dúvidas se esta irregularidade era real, dir-vos-ei que, por comparação com o que tenho agora, essa irregularidade era absolutamente real. Agora ligo o sistema sem o receio que a magia do desempenho do dia anterior tenha desaparecido. Os fusíveis AMR  colocaram a fasquia do desempenho definitivamente em terreno high end.

(1) Sabe bem de vez em quando deixar os eufemismos e as achegas ponderadas e educadas e simplesmente dizer os que nos vai na alma...

...Tanto ainda por dizer sobre fusíveis... Suspect

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39 Re: APRESENTAÇÃO E...DESPEDIDA ? (SPOCK) em Sab Mar 01, 2014 4:56 am

Fusíveis - Parte II

O efeito surpreendente da troca de fusíveis, levou-me a reflectir sobre o que pensam os projectistas e construtores de áudio quando descobrem um novo componente que faz uma diferença clara no som (para melhor obviamente) do equipamento que projectaram / construíram? Um condensador de uma outra marca, um novo chip, whatever? Correm a introduzi-lo no produto? Mas se for mais caro vai encarecer o projecto, certo? Nesse caso tanto podem lançar a versão “MKx” do mesmo modelo, naturalmente um pouco mais cara, como podem mesmo criar uma nova serie, superior, com uma nova designação. Eu pelo menos admito, em teoria, que possam acontecer ambas as situações. Estou intencionalmente a excluir a questão relativa a novos conceitos, novos desenhos de circuitos, amiúde apregoados aquando do lançamento de um novo modelo ou sobretudo de uma nova série de equipamentos. Atendamos apenas à questão dos componentes. E vamos pensar no fusível como um componente. Se um fusível faz diferença no som, e considerando o relativamente reduzido custo dos fantásticos fusíveis da AMR, porque não vêm já os equipamentos, mesmo de entrada de gama, com fusíveis xpto em vez dos miseráveis fusíveis de vidro de uns quantos cêntimos? Se um conjunto de 3 fusíveis iguais pode sair a menos de 15 € cada para o consumidor final, a quanto não ficarão para uma marca que compre enormíssimas quantidades? Dispararia assim tanto o preço do equipamento? Então, se o fusível pode constituir até uma vantagem competitiva, porque olhamos para o interior dos equipamentos e não vemos fusíveis AMR, Furutech, Isoclean; Hifi-Tuning ou Synergistic Research? Pelo menos nos equipamentos de gama baixa ou média/baixa. Nos ditos high end não sei e também não me dei ao trabalho de pesquisar. Mas quando ainda há projectistas que não reconhecem a importância dos condutores de sinal, parece-me natural que os haja igualmente muito cépticos em relação à questão dos fusíveis.

Mas independentemente das marcas “acordarem” ou não para a realidade dos fusíveis, o importante é que os audiófilos já parecem estar a despertar para este assunto. Parece mesmo ser a “actual” e grande novidade audiófila. Ou seja, um pouco por todo o mundo, os audiófilos parecem estar a descobrir este, mais um, “acessório”. Nas minhas buscas pela net encontrei tópicos muito recentes sobre o tema. Encontrei mesmo um blog com uma tentativa de comparação entre diversas marcas de fusíveis, o qual ainda está inacabado e que se iniciou em Janeiro deste ano.

http://singaporehifi.blogspot.pt/search/label/Fuses

Continuando: o meu entusiasmo com as diferenças constatadas no pré, impeliu-me obrigatoriamente para a necessidade de mudar também os fusíveis nos Lyngdorf. Iniciou-se uma nova saga. Comecei pelo leitor de CD´s, substituindo o 1º fusível na zona de alimentação. Uau! O som amaciou, tornando-se aveludado, bonito. Não vejam nestes termos conotações nem colorações negativas. Vejam macio como contraposição a um pouco rude, um pouco frio, um pouco cru. Natural, limpo, cristalino, são outros adjectivos que poderia usar em vez de macio. E isto com a troca de um único fusível. Fiquei sôfrego para trocar todos os fusíveis, mas uma observação atenta dos demais, levou-me a descobrir uma incoerência entre a designação impressa na placa de circuitos e o próprio fusível usado. Por outro lado, no amplificador, surgiam também 2 questões: o fusível de entrada é de 4 amperes, que a AMR não dispõe, e não era claro (slow blow/fast blow?) qual o tipo de fusível colocado junto aos condensadores. Só havia uma forma de esclarecer estas duvidas: escrever para a própria Lyngdorf. A resposta demorou uns quinze dias porque o técnico responsável estava de férias, mas quando chegou, chegou completa e impecável. Uma palavra de sincero agradecimento à Lyngdorf. Tal como tive oportunidade de lhes dizer, a troca dos fusíveis em nada diminui a qualidade dos equipamentos.

Admitindo porém que os outros fusíveis do CD1 não interfeririam (estou para ver ainda!) tanto no som quanto o da zona de alimentação, virei as atenções para o amplificador. Mas como não aconselhavam a alteração das amperagens, e o tal fusível junto aos condensadores era/é de queima rápida, uma opção de que a AMR não dispõe, andei dias e dias a “investigar” outras marcas, procurando sobretudo testemunhos que pudessem estabelecer comparativos que me ajudassem no processo de escolha. Qualquer das outras marcas é bem mais cara que a AMR. Mas considerando os benefícios, mesmo um investimento de 50 ou 60 euros num fusível faz ainda assim todo o sentido para quem como eu já investiu uns bons euros em equipamentos. Isto considerando o efeito dos AMR, onde o investimento é mesmo residual em face do ganho. E a minha escolha para o amplificador (SDA) recaiu nos Synergistic Research

http://www.element-acoustics.ca/products.php?cid=7&sid=25&tid=&sort=&pid=1870

Já estão encomendados mas ainda não chegaram porque havia ruptura de stock. E só lá para a segunda semana de Março. Cá estarei para vos reportar as diferenças. A expectativa é grande, confesso.

Mas qualquer que seja a diferença que vier a constatar no amplificador, o meu testemunho é absolutamente inequívoco: os fusíveis podem muito bem ser o elo que tanto procurávamos! O passaporte para uma viagem em 1ª classe. A porta para o maravilhoso mundo do high end. (1) Aconselho a todos, independentemente do custo dos seus equipamentos. Nenhum audiófilo a sério pode ignorar este acessório (2) Os fusíveis são o alicerce obrigatório para quem quiser construir um edifício sonoro a pensar na qualidade. Os fusíveis são a minha ultima descoberta, mas já se assumiram como o meu maior fascínio, já subiram ao pódio das minhas prioridades em áudio. Se os cabos são a ultima fronteira, os fusíveis são de certeza a primeira. Pelo custo, porque não experimentam?  Shocked 

(1) High end para mim tem que ver com performance não com preço
(2) Ignorem as opiniões de quem vos disser ou aconselhar o contrário. Não pescam nada disto. Mas não pescam mesmo. E se vos atirarem com um qualquer curriculum na cara, então é garantido. Muitos anos nisto sem chegar a lado nenhum geram desencanto e ressabiamento.

Foi a Parte II, não foi a ultima parte  I love you

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40 Re: APRESENTAÇÃO E...DESPEDIDA ? (SPOCK) em Sex Mar 07, 2014 2:29 pm

Como neste tempo de espera não podia ficar quieto, e o tema tem sido motivo corrente de conversa entre amigos, um deles, também sempre receptivo a experiencias, resolveu trocar o disjuntor do quadro eléctrico por um sistema de fusível. Entusiasmado, fartou-se de insistir comigo para o fazer também. Realço que aqui não estamos a falar de nada que seja xpto. Tudo material vulgar, adquirido numa igualmente vulgar loja de artigos eléctricos.

E?  What a Face 

Pois… foi mais um passo na direcção certa. Embora com as diferenças não tão vincadas como na substituição dos fusíveis dos equipamentos (leitor e pre), a verdade é que o efeito foi exactamente o mesmo, ou seja, maior separação instrumental, timbres mais correctos, gama de frequências expandida para baixo e para cima, com os pratos de uma bateria a surgirem cada vez mais, diferentes entre si, mas igualmente mais presentes. Presentes no sentido em que, em alguns discos, somos surpreendidos com o percutir constante que antes, simplesmente não estava lá (os de pé por ex)! E o tom metálico, que sempre persegui e que agora sim finalmente obtive! Fantástico. Por cerca de 5 € de custo, este up grade é mais um obrigatório!  Wink 

Agora será que se experimentarem vão notar? Não sei. E eu noto porquê?
Ora aqui está uma bela questão.

Para continuar já a seguir (pelo menos enquanto não chegam os outros fusíveis)  Laughing

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41 Re: APRESENTAÇÃO E...DESPEDIDA ? (SPOCK) em Sex Mar 14, 2014 3:00 pm

Não, não tenho nenhuma grande revelação para fazer!

Não, não me considero com ouvidos de oiro!

Não, não tenho o melhor sistema do mundo!

Agora, o que eu posso ter de melhor em relação a muitos audiófilos, pode ser de facto a sala e a disposição (quase) óptima do sistema. E no entanto a dita sala não tem nada de especial nem sequer qualquer tratamento acústico. A única preocupação audiófila de raíz coisa foram as dimensões. Estamos a falar de cerca de 8 m x 5m x quase 3m de pé direito - para o tecto falso em pladur. É naturalmente uma sala mobilada, e que conjuga em si dois espaços: sala de estar e de jantar. A sala de estar, onde obviamente fica o sistema, ocupa cerca de 2/3 do total. Passa perfeitamente no teste das palmas…  Suspect  e é tudo. Ou talvez não. Poderei acrescentar que o soalho é em madeira de boa qualidade, bem isolado, não por preocupações audiófilas, mas porque quis evitar aquele chocalhar de alguns pavimentos flutuantes onde cada passada é acompanhada do seu eco. Com uma carpete bem espessa por cima, provavelmente consegui, de forma não premeditada, “neutralizar” a sala sob o ponto de vista sonoro. E neutra é talvez a palavra certa, como já alguns visitantes audiófilos tiveram oportunidade de referir.
Depois a localização do sistema. As colunas distam da parede traseira cerca de 1,2 metros e o sofá de escuta fica sensivelmente a 3 metros das colunas. O sistema fica ao centro, mas as colunas ficam avançadas em relação ao móvel que o sustenta, afastadas entre si cerca de 2,8 metros. Nada fica entre as colunas e o ponto de escuta. Havia inclusive uma mesa de centro que eliminei porque a minha filha, quando mais pequena, tinha por esta uma atracção especial. Como os seus 4 vértices me assustavam constantemente, resolvi desfazer-me dela. Lateralmente, uma das colunas fica a cerca de 80 cm da parede, enquanto outra praticamente não tem parede. A parede atrás da coluna esquerda faz um redondo e termina a uma distância de quase 1,5 m. Depois, mais afastada, a parede do corredor que tem mais 1,2 de largura. Ou seja, a coluna da esquerda está quase em open space. Temos assim reflexões laterais mínimas e traseiras quase inexistentes, uma vez que atrás do sofá fica o espaço destinado a mesa de jantar, encarregando-se os grossos cortinados do fundo da sala de fazer a “última absorção”.

Holbein Meneses (outra vez ele – ok, eu leio), diz no seu regresso a revista Audio nesta sua última edição o seguinte: “Transportando esse conceito para o sistema electromecânico de reprodução do som musical, depreende-se que o bom arranjo físico dos aparelhos na sala CRIA formantes que vão influenciar na reprodução, assim como cada peça do sistema do som musical gera os seus próprios e peculiares formantes. Por sua vez os formantes do sistema interagem com os formantes da sala, consubstanciados nos fenómenos da acústica e da reverberação” Ele sabia que eu ia escrever sobre a minha sala e quis ajudar-me! Realço o sublinhado (meu) acerca do "bom arranjo " dos aparelhos na sala. É de facto fundamental, razão porque tenho muita dificuldade em validar opiniões de quem comete erros crassos desse ponto de vista. Há de tudo: colunas encostadas as paredes, por vezes mesmo enclausuradas entre paredes e móveis, com distancias entre elas e entre elas e o local de audição ditadas também pelo mobiliário, com sofás à sua frente, sem qualquer toe in; por sua vez também os equipamentos sao encafuados em móveis para se tornarem “invisíveis”, uns em cima dos outros etc, etc. Claro que, para mim, como já sabe quem tem a paciência de me ler, a disposição óptima dos equipamentos engloba um conjunto de outros cuidados básicos em matéria de electricidade, vibrações e transporte do sinal.

Dito isto, sempre me pareceu e continua a parecer que, fundamentalmente, quando ligo o sistema, é o sistema que oiço. A quase ausência de interferência da sala, é fundamental para a percepção de todas as nuances da musica reproduzida e por conseguinte, todas as alterações de performance do sistema. Talvez daí advenha a desvalorização que tenho tendência para fazer da importância da(s) sala(s) no desempenho dos sistemas. Provavelmente falo de “barriga cheia”. Mas não vale a pena o excesso de modéstia. O meu sistema em PVP ronda os 11.000 € e esta é já uma quantia apreciável. Por este valor um sistema já tem obrigação de tocar bastante bem. Tem, não tem?  clown  Mas como todos sabemos, não há uma relação directa entre preço e desempenho. Não faltam por aí equipamentos pouco transparentes, cujo comportamento pouco muda independentemente do que lhes está associado. Analisem pois muito objectivamente o que têm. Não precisam de fazer o teste com cabos ou fusíveis. Troquem a fonte de sinal. Há diferenças ou não? Troquem o amplificador? É precisa muita atenção para perceber as mudanças? Então algo não estará bem. O principal suspeito é sempre o “mordomo”, o mesmo é dizer, as colunas. Se vos parece que tocam bem, mas não mudam de desempenho quaisquer que sejam as alterações a montante…   Rolling Eyes 

Ah, e oiçam com atenção. Oiçam mesmo com atenção. O treino é fundamental. A escuta também se treina. Eu não tenho ouvidos de oiro. Tenho ouvidos treinados.


... mantenham-se atentos que a todo o momento podem chegar os fusíveis para o amplificador  Laughing   Laughing

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42 Re: APRESENTAÇÃO E...DESPEDIDA ? (SPOCK) em Qua Mar 26, 2014 7:59 am

Chegaram!  cheers 

Demoraram mas chegaram.
Logo após a compra, recebi um email da loja on line dizendo que o stock estava em ruptura e perguntando se preferia esperar ou a devolução do dinheiro.
Preferi esperar, sendo que nesse tempo fui tendo contacto regular e simpático na pessoa de Mr. Edward, razão porque queria deixar o testemunho de uma loja de confiança para quem queira comprar a distancia.

http://www.element-acoustics.ca/products.php?cid=7&sid=25&tid=&sort=&pid=1870

Já agora: encontrei entretanto um tópico sobre fusíveis que li de fio a pavio (coisa rara) no HT fórum:

http://www.htforum.com/vb/showthread.php/165975-Fusiveis-HIFI-Tuning

Estarão todos aqueles que experimentaram (e foram muitos) enganados?
A boa maneira brasileira, a forma como alguns expressaram a sua satisfação dá até vontade de rir. Um deles diz mesmo que ficou “animal”.   affraid 

Leiam que eu lá para o fim de semana já terei certamente alguma coisa para acrescentar desta experiencia com os Synergistic Research  Wink 

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43 Re: APRESENTAÇÃO E...DESPEDIDA ? (SPOCK) em Sab Mar 29, 2014 10:52 am

Não tenho ainda uma opinião definitiva, mas até ver o entusiasmo… não é nenhum.  Crying or Very sad 

Som com mais “punch”, mais rápido e com maior detalhe mas um pouco mais congestionado e sem grande beleza harmónica. Arriscaria dizer que estamos perante um fusível em prata. E eu fico cada mais incondicional do ouro!  tongue 

Será preciso rodagem? Eu até acredito nisso mas com os AMR o efeito foi absolutamente fantástico e imediato. Assim sendo começa a faltar-me a paciência para tempos de espera por melhorias de desempenho. Suspect 

Mas uma coisa vos garanto: a direccionalidade nos fusíveis existe mesmo. Imediatamente após a troca, o som ficou péssimo, com agudos totalmente recuados, quase apagados e uma ressonância espúria e esquisita na gama média, facilmente perceptível sobretudo nas vozes. Quase como um eco. Numa comparação com a imagem, era como aquela duplicação de contornos a que se chama “fantasma”. Mau demais. Depois de ler o tópico do HT Forum a que já fiz referência, fiquei a cismar na questão da direccionalidade e nada tinha a perder. Eh pá, que diferença!  sunny  A direcção conta de forma inequívoca. Mas não o suficiente para poder considerar estes fusíveis uma mais valia inequívoca em relação aos de origem. De qualquer forma por agora vou deixar estar e vou ouvindo música. Quem sabe daqui por algum tempo terei opinião diferente.
Claro que para evitar o efeito da habituação, antes de emitir qualquer opinião definitiva, terei o cuidado de voltar a colocar os de origem e comparar como deve ser.
Não esquecendo que estamos a falar de fusíveis diferentes em equipamentos diferentes. Mas de facto longe daquela magia sentida com os AMR.

Já volto.

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44 Re: APRESENTAÇÃO E...DESPEDIDA ? (SPOCK) em Qui Abr 17, 2014 2:02 pm

Descrevendo então um pouco mais pormenorizadamente esta experiencia…

Consistiu na troca de 2 fusíveis: um de queima lenta (slow blow), 20*5 mm, 4 amperes, situado na zona de alimentação, e outro de queima rápida (Fast blow), 32*6 mm, 15 amperes, situado junto aos condensadores. Considerando o preço, a ideia era comprar/experimentar apenas um, e só posteriormente, caso resultasse, optaria então pela compra do segundo. No entanto, em face de uma experiencia tão positiva com os AMR, alguns relatos francamente positivos recolhidos aqui e ali na net, e também numa logica de economia de custos (portes), optei por mandar vir os 2 de uma só vez. Depois da longa espera a que já fiz referencia anteriormente, por não existirem em stock, a expectativa era enorme confesso. Agora mais a frio, depois da experiência, não creio que tenha sido pela intensidade da expectativa, que a desilusão aconteceu. Em função dos resultados obtidos com os AMR, esperava mais de facto e, pelo preço que custam os SR, julgo até ser legítimo esperar mais. Mas atenção que os SR não substituíram uns fusíveis quaisquer. Nestas zonas que referi, o aparelho traz de origem uns fusíveis de marca Bussmann, com corpo cerâmico. Não sei se leram o atalho que deixei lá atrás (http://singaporehifi.blogspot.pt/search/label/Fuses ), mas no comparativo os Bussmann também entraram, tendo sido este o comentário:
Bussman Ceramic Fuse (Negligible Cost)

Shoestring budget? Consider the Bussman ceramic bodied fuse, which should be available from either your local hardware store, or electronic supply house. Compared to a generic glass bodied fuse, the Bussman adds a slight lift in both transparency and control. The soundstage is also moved backwards for an increased sense of depth. It's a no brainer for the cost
”.

Ou seja, a Lyngdorf preocupou-se com os fusíveis, colocando fusíveis de qualidade mas de preço absolutamente módico. Que não resistem a uma comparação com os AMR (no leitor CD1), mas que resistem na comparação com os SR (por sinal muito mais caros que os AMR). Agora que voltei a retirá-los, não tenho duvidas que os SR são mais rápidos, mais detalhados e mais resolutivos. Há uma clara sensação de perda de velocidade e “desembaraço” do sistema, agora que voltei aos residentes. Mas por outro lado há uma transparência perdida que voltou, uma sensação de “presença” recuperada. Os SR tornam o som um pouco bidimensional e menos correcto timbricamente, “nivelando-o”  scratch  em termos de micro dinâmica. Torna-se difícil de explicar. Existe mais detalhe mas a extensão e o decaimento das notas não é tão bom. O som endurece um pouco.
Pese embora o que ficou dito, parece-me ter havido uma melhoria no desempenho desde o primeiro momento da sua colocação. Pelo menos foi o que me pareceu. Mas não estou em condições de afirmar categoricamente que foi a “rodagem”. Aliás, em matéria de rodagem, apesar de no meu percurso audiófilo ter constatado categórica e inequivocamente a rodagem em três 3 momentos/equipamentos distintos (1) -colunas Sonus Faber; Leitor de CD´s Marantz SA7001; cabos Analysis Plus Oval 9-, confesso que neste momento, não sei se por falta de paciência, um equipamento ou acessório tem de fazer a diferença logo de início. Se depois melhorar tanto melhor, passe o pleonasmo. Dito isto, cerca de 3 semanas após os ter colocado, acho que de facto alguma coisa melhorou, mas não o suficiente para continuar a insistir. Voltei assim aos de origem e as diferenças constatadas deixaram-me a pensar que talvez valha a pena procurar a “3ª via”, uma outra tentativa com uma outra marca que possa aportar um efeito semelhante aos AMR, ou seja uma melhoria em toda a linha, com mais velocidade e resolução sem perda de transparência. Com os fusíveis de origem o som voltou a amaciar, mas passou a ser clara uma certa lentidão e inferior resolução que antes não notava. É por isso que vale sempre a pena experimentar coisas novas, até para podermos perceber o que está realmente em falta. Percebemos o que nos faltava quando passamos a ter. Em face deste retorno às origens, também ele insatisfatório, resolvi fazer uma experiencia: deixar ficar apenas um dos fusíveis da SR. E, como eu já tinha notado aquando da sua colocação faseada, que o fusível que mais contribuíra para esta “secura” do som tinha sido o de queima rápida que fica junto dos condensadores, resolvi experimentar apenas com o da zona de alimentação. Este como que se limita a  “amplificar” as características do som, injectando-lhe força. E esta solução revelou-se, por agora, a melhor. Voltou a rapidez e a resolução, sem que o som ficasse demasiado seco para tirar o prazer da audição. No final, penso que em sistemas com alguma tendência para a obesidade, os SR poderão ser up grade muito interessante.
Mas, embora o assunto fique para já encerrado, penso que será inevitável no futuro dar uma outra hipótese a uma outra marca. Mas tem de ser um tiro certeiro porque este ainda saiu pro carote. Ou isso ou escrevo para a AMR exigindo a fabricação das amperagens que preciso ! jocolor 


(1) Houve outros equipamentos adquiridos novos mas apenas nestes que referi me atrevo a afirmar a pés juntos a evidência da rodagem. No Marantz então foi “brutal”  Laughing  Laughing. No início era impossível ouvir vozes, tamanha era a sibilância. Três semanas depois de muita musica instrumental, as vozes soavam… eh perfeitas  pirat  tongue

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45 Re: APRESENTAÇÃO E...DESPEDIDA ? (SPOCK) em Sex Maio 16, 2014 4:01 am

Bom dia
Há coisas do diabo !andava a ver fotos e cheguei ,após anos de travessia do deserto...
Então como vai?


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46 Re: APRESENTAÇÃO E...DESPEDIDA ? (SPOCK) em Sab Maio 17, 2014 4:43 am

artofnoise escreveu:Bom dia
Há coisas do diabo !andava a ver fotos e cheguei ,após anos de travessia do deserto...
Então como vai?


Isto está a ficar um diário de bordo hifi ...kkk

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47 Re: APRESENTAÇÃO E...DESPEDIDA ? (SPOCK) em Dom Maio 25, 2014 4:07 am

Ora vivam !!
Ha uns tempos que nao vinha aqui.

Saudacoes a ambos.

Aparecam mais vezes para nao andar aqui a falar sozinho.

Ah, e nao se acreditem em tudo o que escrevo.



Um abraco

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48 Re: APRESENTAÇÃO E...DESPEDIDA ? (SPOCK) em Seg Jun 09, 2014 5:01 am

Talvez a explicação seja desnecessária, particularmente para quem esteja a acompanhar este diário de bordo  Wink  desde o início, mas já agora clarifico que o “não se acreditem em tudo o que escrevo” significa apenas: questionem, duvidem, EXPERIMENTEM! Não significa que eu relate coisa diferente do que vou experimentando e acreditando. Mas aquilo em que acreditamos num determinado momento pode muito bem deixar de ser verdade num momento seguinte em função de outra(s) experiencia(s) e/ou outro(s) contexto(s). Por isso as minhas “verdades” podem ser mutáveis. E se eu próprio tendo a colocá-las em causa, como podem elas ser irrefutáveis ou definitivas?  scratch  Um exemplo concreto: desde há um mês a esta parte que o amplificador está a trabalhar com um cabo de alimentação sem blindagem. Ora até agora tenho sido um defensor acérrimo do uso de blindagem. Mas a diferença introduzida no som fez-me voltar a questionar esta abordagem.  Será que vou concluir como Jorge knirsh http://www.byknirsch.com.br/artigos-12-06-audionews98.shtml , que os “cabos de força” não devem usar blindagem? Não sei. Houve de facto uma maior abertura no som, mas por outro lado tudo ficou mais flat, sem que as nuances da música sejam tão evidentes, sem que seja tão perceptível a intenção do musico. Explicando intenção também com um exemplo, diria que deixou de ser tão perceptível a diferença na força / ataque que um pianista pode imprimir a cada nota. Já lá vai cerca de um mês e ainda não avancei para a experiencia que pretendo fazer de modo a tirar este assunto a limpo. Mas a vida não é só áudio e não ando todos os dias em experiencias, ao contrário do que possam pensar. Nada disso. Aliás, até já me vai faltando alguma paciência, sobretudo pelo labirinto tortuoso a que elas muitas vezes conduzem. Em matéria de cabos por exemplo, compreendo agora muito melhor a dificuldade dos fabricantes: desde encontrar o melhor condutor, descobrir a melhor geometria de construção, aplicar ou não blindagem, etc. combinando tudo isso com critérios de flexibilidade, segurança, e até, porque não, de estética.  Sleep  Quem não tem cão caça com gato, daí que eu lá vá fazendo e desfazendo, fazendo e desfazendo. E as vezes parece que estou tão perto… Mas tudo seria mais fácil se, liberto de restrições orçamentais, pudesse simplesmente escolher dentro das diversas opções já disponíveis no mercado.
E sim, já estou a falar novamente de cabos e a prometer voltar a falar neles em breve quando concluir sobre o uso da blindagem (ou não) em cabos de alimentação. Mesmo que seja para engolir o sapo de admitir que afinal é melhor sem blindagem. E por falar em cabos de alimentação, já vos disse que actualmente os considero como os mais influentes no som?  cherry  Sem stress, voltaremos ao tema. Até lá, vou tentar experimentar outros acessórios, e não só, que os amigos me fazem chegar cá a casa. Quando digo não só, estou a pensar num pré amplificador que está por aqui à espera de ser devidamente ouvido. Mas também estão por aqui para ouvir uma régua e uns cabos de interligação. Aos amigos que continuamente me fazem chegar estes brinquedos o meu sincero obrigado. Tão sincero como as minhas desculpas pela demora na audição, na opinião, na devolução! Não está fácil. Depois de um cansativo dia de trabalho, quando finalmente consigo um pequeno momento para mim, facilmente cedo à pressão da música que veementemente reclama o lugar que é e sempre foi seu por direito, não sobrando por vezes nem tempo nem disposição para experiências áudio. Na escuridão quase total, no silencio quase total, ouvir “One Night Only” de Barbra Streisand, deixa-me emocionado e com um conjunto de sentimentos contraditórios. O sistema avançou em qualidade o suficiente para não perdoar o avanço na idade da cantora, mas ainda assim é com as lindíssimas canções desta senhora, interpretadas como só ela consegue, que, na paz nocturna, me reconcilio com a música e as emoções que ela nos transmite. Quando o rock já não me faz vibrar como outrora, as boas gravações de jazz não parecem suficientes para compensar alguma falta de emoção do género em si e a clássica exige outra capacidade do sistema para reproduzir todas as sensações que comporta, no fundo, quando nada parece satisfazer-me, regresso ao mais básico da música: uma boa voz cantando lindas melodias. Barbra Streisand é sempre um porto de abrigo a que regresso com frequência. Embora este concerto me deixe triste. Todos envelhecemos (a alternativa é muito pior  What a Face ), mas não deixa de ser um pouco triste sentir que a frescura daquela voz magnifica já se foi. Quem a quiser sentir tem de procurar os álbuns dos anos áureos. Mas adiante que este não é o tópico do que ando a ouvir em música mas do que ando a fazer em audio. E como os mais atentos já poderão ter reparado, já coloquei à venda os 2 fusíveis Synergistic Research, sinal que já retirei ambos do amplificador, voltando aos de origem. Concluindo este assunto, direi claramente que esta marca fusíveis, no meu sistema, no contexto da minha sala, não é para os meus ouvidos. Como já disse anteriormente, se tivesse sido a única experiencia com fusíveis, provavelmente a desilusão impedir-me-ia de procurar mais. Mas como com os AMR aconteceu exactamente o oposto, vou ainda tentar uma outra marca. Qual não sei. Daqui por uns tempos voltarei a dar atenção a este tema e decidirei.

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49 Re: APRESENTAÇÃO E...DESPEDIDA ? (SPOCK) em Dom Jun 22, 2014 4:37 am

Qual é afinal a importância dos ditos acessórios no contexto de um sistema áudio? A conversa, sempre polémica em fóruns, não deixa de acontecer mesmo entre amigos que comungam o mesmo gosto. E quase sempre entronca na discussão mais abrangente sobre o que é verdadeiramente importante em áudio. É inevitável. Lá atrás já citei os 50% de importância atribuídos pelo audiófilo grego à electricidade  cyclops  ou os 30 % atribuídos por Jorge Knirsch.  Rolling Eyes  Mas a electricidade é apenas um dos factores. Quanto pesam então todos os factores externos aos componentes activos, capazes de influenciar o desempenho de um sistema áudio? Bom, retirando da equação os componentes activos (*) que possam eles próprios dar solução, entre outras, a questões como o isolamento de vibrações, interferências e alimentação optimizada, usando, por exemplo, duplo e triplo chassis, compartimentação das diversas secções, fontes de alimentação separadas, etc, eu arrisco dizer que os acertos por via de acessórios e tweaks pode de facto significar bem mais de 50% da qualidade do som reproduzido.  Sim, bem mais de 50%.  Susto  Lá atrás, aquando de uma experiencia falhada com os cabos de coluna, penso que não o referi, mas o momento da sua audição coincidiu com a vinda cá a casa de um amigo audiófilo, o qual pouco tempo depois de colocarmos os novos cabos sobre os quais eu fazia recair grande expectativa, me disse: “não leves a mal mas ficou um som de 500 €!” Claro que em matéria de cabos de coluna voltei à primeira forma, mas obviamente fui sempre perseguindo a melhoria em outros aspectos como aqui tenho relatado. De modo que, quando cá voltou algum tempo depois, tinha eu na altura acabado de mudar os fusíveis do leitor e do pré, não hesitou em dizer que, não só a diferença em relação ao que tinha ouvido da última vez era do dia para a noite, como estava mesmo muito bom. Lá está, do medíocre ao bastante bom com exactamente os mesmos componentes activos. Quando se percebe a importância dos acessórios torna-se difícil parar porque as diferenças catapultam-nos para um estado de uma certa euforia pela descoberta do que é realmente importante. E os acessórios são realmente importantes. E nem sei se devo incluir no grupo dos “acessórios” os famigerados cabos de ligação, uma vez que não há sinal que chegue às colunas sem eles (a transmissão wireless está aqui fora da equação) e, sendo assim, julgo que é fácil de entender a importância do transporte desse mesmo sinal tão incólume quanto possível. Os áudio cépticos dizem que qualquer cabo bem construído é competente e que só mesmo os muito maus conseguem deteriorar de forma audível o som. Pois eu acho que é o contrario. Só os cabos realmente bem construídos conseguem uma entrega de sinal optimizada, melhorando substancialmente o resultado final obtido. E há medida que as coisas vão ficando “certas”, cada novo tweak pode fazer avançar o desempenho do sistema à velocidade de uma progressão geométrica e não mais aritmética. Não admira pois que o sistema ontem estivesse a tocar razoavelmente bem, e já hoje possa estar muito à frente em termos de desempenho fruto de algum pequeno (grande) detalhe de afinação. Esta atenção dada aos acessórios tem ainda outra grande vantagem: trava o desejo de up grade dos componentes activos, o qual pode ser muito, muito mais dispendioso. Sinceramente, não me “apetece” trocar nenhum componente activo, pelo menos enquanto sentir o sistema a responder e a crescer conforme as mudanças operadas ao nível de acessórios e tweaks. Pelo menos não por “upgradite” pura. Mas por outro lado, um sistema bem afinado é com toda a certeza muito mais transparente e evidencia de forma muito mais obvia a diferença entre componentes activos. Não vos parece estranho que haja sistemas que não evidenciam grandes diferenças entre fontes de sinal, supostamente de boa qualidade e concebidas apenas para áudio, e um qualquer vulgar leitor de DVD ou consola de jogos? Atendendo a que há uma linha de pensamento no áudio que defende que o mais importante é a fonte de sinal, como pode esta abordagem ser compatível com diferenças mínimas entre fontes de sinal? Alguma coisa tem de estar mesmo muito errada num sistema que não revela diferenças entre fontes de sinal, e de nada me interessa o preço dos seus componentes. Para alem de questionar a qualidade intrínseca de um sistema destes, provavelmente o que faltará será o cuidado com o acerto fino e o acréscimo de transparência que se obtém com o uso dos tais acessórios.
Voltando assim aos pequenos tweaks que podem fazer grande diferença, vou dar-vos um exemplo recentíssimo: os meus cabos de interligação Ortofon têm uns “drenos” que durante algum tempo mantive em contacto com o chassis do leitor a que estão ligados. Isto depois de durante muito tempo nem sequer os ter conectados a lado nenhum, dado nenhuma diferença substancial ser perceptível. Pois bem, a conselho de um amigo, resolvi ligá-los directamente à terra de uma tomada eléctrica usando para tal um fino fio com o comprimento necessário para tal, no caso cerca de um metro. Bem… a resolução do sistema subiu uns furos valentes, ficando patente a importância de eliminar o fenómeno da intermodulação, fazendo escoar os campos electromagnéticos que se formam na passagem da corrente.
É nestas alturas que chego a conclusão inequívoca que o mundo progride e avança graças a uma pequena minoria de pessoas que se dedicam com paixão aos mais diversos assuntos e vão investigando e descobrindo. Se a evolução estivesse dependente da turba, ainda não tínhamos deixado a idade média e o obscurantismo de então. O caso da audiofilia é paradigmático. Talvez por não haver um cunho científico “oficial” a validar as descobertas de alguns “carolas” do áudio que por conta própria vão ultrapassando os fenómenos em que continuamente esbarram, tantos se permitem duvidar e até escarnecer do que desconhecem. De forma mais rude ou mais elaborada, abundam as tentativas de achincalhamento dos que vivem este hobby com interesse e paixão. Mas há uma coisa que eu continuo a tentar perceber sem sucesso: o que leva tanta gente a participar em fóruns e a preocupar-se com os fenómenos com que não se deparam, que supostamente não existem, e a perder tanto tempo a tentar negá-los? Será só pelo aparente prazer da contradição? Se algum fanatismo e alguma obsessão podemos detectar num audiófilo empedernido, o que dizer do anti audiófilo? O anti audiófilo é muito mais combativo e resiliente que o audiofilo. Nunca desiste. Porque ele tem uma missão. Ele está do lado bom da audiofilia e quer mostrar o caminho a todos os que se perderam ou podem vir a perder-se nas encruzilhadas do áudio. Ele é o mensageiro da verdade, o exterminador das trevas, o profeta da luz. Por isso ele coloca-se a si próprio no exterior do círculo audiófilo para aí, perfeitamente escudado, ousar determinar os limites da audiofilia sã.
O que eu sei é que há uns tempos atrás, numa demonstração de um sistema de muitos e muitos K numa loja da especialidade, quando se ouvia Arco Luz de Renaud Garcia Fons, o demonstrador dizia com grande franqueza: “confesso que ainda não ouvi isto a tocar francamente bem em nenhum sistema”. De facto o grave produzido pelo contrabaixo era grande mas não era grande coisa. Difuso e confuso. E eu, após este pequeno/grande salto, coloco o álbum e apetece-me convidar esse lojista para vir ouvir. Que limpeza. Que textura. Que emoção!

(*) Poderemos considerar o SAM um acessório? Mais do que isso, será o acessório que se prepara para tornar alguns acessórios obsoletos?

http://wwwmáctivo.hificlube.net/pt/artigos/reviews-testes/devialet-sam.aspx

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50 Re: APRESENTAÇÃO E...DESPEDIDA ? (SPOCK) em Sab Jun 28, 2014 6:36 am

Questiono-me se consigo ser claro no relato das diferenças de performance por força deste ou daquele tweak. Neste ultimo caso, tenho uma comparação que vos dará uma imagem perfeita da diferença obtida. A ligação dos drenos do cabo Ortofon à terra de uma tomada eléctrica equivaleu a retirada das grelhas da frente dos altifalantes das colunas. Eu acho que nenhuma coluna se revela verdadeiramente com as grelhas colocadas. Elas existem para proteger do pó, mas devem ser retiradas para ouvir musica. O efeito da sua retirada para quem o (re)conhece, é o de uma limpeza do som, com um maior grau de detalhe e transparência. E foi exactamente isso que aconteceu com esta ligação à terra.

Alguns defendem que há colunas que são concebidas para serem ouvidas com as grelhas. Não é essa a minha opinião.
Uma marca que quase sempre se apresentava (até agora recentemente) com a “burka” colocada, era a Wilson. Provavelmente era para disfarçar a agressividade de que padeciam  cherry . Falo no passado porque já tive oportunidade de ouvir as novas Alexia e mesmo as grandalhonas XLF, e nenhuma aspereza detectei, mesmo sem as ditas grelhas. Aliás, parece mesmo que soam muito melhor sem elas, como podem ver relatado aqui,

http://www.stereophile.com/content/dagostino-dcs-wilson-transparent-hrs-excel

Highs were a bit subdued until, at the suggestion of John R. Quick, who knows the recording, the grilles were removed from the Alexias, and light shone through. Voila!

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