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APRESENTAÇÃO E...DESPEDIDA ? (SPOCK)

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1 APRESENTAÇÃO E...DESPEDIDA ? (SPOCK) em Dom Abr 25, 2010 1:51 pm

Relembrando a primeira mensagem :

Ora vamos lá animar um pouco, com alguma conversa… Smile
Aqui fica a minha apresentação, que procurei fosse a minha mais completa e actualizada visão pessoal destas coisas do audio.
Porque no fim disto não terei certamente muito mais para dizer, arrisco falar também em despedida.

Verdade que já ando por “aqui” há algum tempo e no entanto nunca me apresentei. Isso essencialmente por 2 motivos: 1º porque “no início” não era hábito os foristas apresentarem-se, exporem o seu sistema. Não havia nem o espaço próprio para o efeito nem havia “nexessidade”. Em 2º lugar porque desde há muito (desde sempre No ???) que vinha sentindo o meu sistema como “provisório”, aguardando o momento oportuno, até em termos económicos, para fazer o up grade “definitivo” Question Julgava eu porque afinal, a ironia trocista deste hobby parece estar em mais longe ficar quanto mais nos aproximamos do objectivo, mas isso fica para depois.
Perdido o momento apropriado para falar de mim ou do meu modesto sistema, qualquer momento serviria é um facto, não fosse o desencanto progressivo com os fóruns e o crescente alheamento dos mesmos. Só um momento novo e desempoeirado (por enquanto) como aqui se vive, me faria voltar a uma participação mais activa, de renovado interesse, capaz até de pela 1ª vez me fazer falar sobre o meu sistema. Admito desde já, não estou ainda satisfeito com o seu desempenho, pese embora tenha vindo paulatinamente a melhorar a cada up grade feito. E se o desempenho tem francamente melhorado mas a insatisfação continua, penso que tal se deve provavelmente ao facto do grau de exigência ir acompanhando a evolução e travando o passo a uma satisfação mais forte e permanente. Confesso que procuro tudo. Não me basta o equilíbrio morno que já tive em tempos. O sistema tem de “tocar” com propriedade nos extremos de frequência. Mas sem ser agressivo, nem sequer cansativo. Com bom nível de detalhe e resolução, mantendo sempre uma boa separação entre instrumentos entre si e entre instrumentos e vozes, estas últimas fundamentais para mim. Sem cercear a dinâmica, condição vital para sentir a musica. A macro mas igualmente a micro, por forma a que as nuances sejam bem perceptíveis e sejamos capazes de sentir o ritmo como certo. E isto numa escala convincente, até porque tem de tocar alto. Tocar bem “baixinho” não serve para mim. E como se não bastasse, ultimamente procuro talvez o mais difícil: o respeito pelo que está gravado nos discos Suspect . Profundidade de palco, ecos, ambiência, tudo contribui para percebermos melhor o que está gravado. E quando assim acontece verificamos que afinal a gravação nem é assim tão má quanto julgávamos. Quando um sistema deixa perceber a intenção do técnico de som, então está lá, no ponto. Isto pode parecer algo de estranho para muita gente, mas é algo que já experimentei ouvir em outros sistemas e muito ao de leve no meu. E será que vou conseguir isto tudo com as SFaber Question Laughing já estão vocês a perguntar. Pois, a ver vamos. Falarei delas mais á frente.
Mas como vêem estou longe de resumir tudo à questão timbrica. A minha abordagem em matéria de reprodução electrónica de música, a emoção que lá procuro, é mais do que honestidade timbrica. Isso é para mim uma visão redutora da alta fidelidade, pelo que prefiro falar em high end, não por snobismo, mas porque high end encerra em si o conceito do culminar de uma determinada abordagem na técnica de reprodução sonora, o que abre caminho para diferentes formas de fidelidade. São poucas as pessoas a intuírem este conceito, mas folgo muito vê-lo reflectido no pensamento de um Senhor que assina num outro espaço como TD124. Um conhecedor, um projectista de áudio que se atreve a dizer que a finalidade da alta fidelidade não é reproduzir o real mas sim criar outras realidades, sonoras obviamente tongue . Respondem-lhe com um silêncio cortante e eu pergunto: mas não é óbvio? Ou não será até o objectivo ultimo da dita alta fidelidade, superar a própria realidade ? Superar sim. Não o faz já aliás nalguns aspectos?
Claro que este conceito abre lugar a um sem numero de possibilidades, deixa campo aberto para a proliferação da subjectividade, esse medonho espantalho que tantos agitam, mas que não assusta esse outro grande Senhor, do conhecimento, do pensamento e da escrita, que dá pelo nome de Holbein Menezes. Tal como eu, ele procura a alta fidelidade á emoção. A expressão é minha, por isso aqui o laivo de presunção do ele tal como eu e não eu como ele. Quem anda nisto pela musica percebe claramente. Como o percebem os técnicos de som (os bons, dos outros não reza a história) que nos deixaram/deixam gravadas para sempre algumas obras primas para todos poderem usufruir da magia da musica, enquanto forma de arte maior. Será por isso que hoje eu continuo a gostar do desempenho em crescendo das minhas SF, mas não desdenho do outro requinte que umas Amati Aniversario podem naturalmente aportar, não renegando nem escondendo o prazer de ouvir o equilíbrio tonal de umas ATC, ou o gozo de ouvir umas Proac D38 no seu melhor; ou a tremenda dinâmica e abertura de umas Focal 1025, ou mesmo o poder telúrico e o fascínio que as dificílimas B&W 802D podem igualmente fazer-nos sentir, isto para falar de sistemas de amigos, sistemas com diferentes sonoridades, que muito prazer me dá ouvir. Quando o sistema está equilibrado e “afinado” e a música fica “certaI love you , para usar a expressão de alguém, ficamos sempre mais próximos dela mesmo quando as abordagens dos diferentes sistemas significam igualmente diferentes visões (intencionais ou não pouco interessa) dos seus criadores.
Não me revejo pois numa abordagem final e única para a qual todos os equipamentos deveriam tender, e reconheço que me fazem alguma comichão as tentativas, ainda que inconscientes de imposição de um certo pensamento único. Fruto também ou até sobretudo de grupos de opinião fechada que se criam e que não deixam lugar a outras formas de ver e pensar, sobretudo ouvir Question o audio.

Ao contrário de tantos e tantos sistemas acabados que todos os dias nos são apresentados na net e que são o alimento das opiniões mais definitivas e das certezas absolutas sobre áudio por parte dos seus detentores, o meu sistema, confesso, é cada vez mais ?? um sistema imperfeito e inacabado. Não escondo obviamente a minha perplexidade perante essas opiniões e esses sistemas acabados, pois constato com surpresa que há quem tenha dedicado uma vida inteira a estas coisas da musica reproduzida em casa e continue cheio de duvidas, enquanto outros, acabados de chegar por vezes, já têm todas as respostas Shocked . A meu ver há aqui qualquer coisa que não joga bem. Parece-me, assim à distância, que tal resulta de graus de exigência menor, de algum deslumbramento naif, de alguma superficialidade de análise. Mas…
Confesso que não alinho muito no discurso técnico, por um lado porque “burro velho não aprende línguas”, por outro porque me parece claramente que se entra por um labirinto de onde vejo outros a quererem sair. Mas sobretudo porque ando nisto por causa da música. Pode parecer um paradoxo, na medida em que também eu já relatei alguns estranhos fenómenos com que me fui deparando no decorrer da demanda pela melhor reprodução sonora possível, mas a verdade é que só a musica me preocupa. Para mim o áudio é apenas o meio e não o fim.
Já o disse em tempos, a razão porque alinhei nestas conversas sobre áudio foi / é porque soube e ainda sabe bem encontrar “aqui” tantos e tantos outros a partilharem esta mesma paixão pela música e pela sua reprodução caseira.

até já Exclamation

Cont. …

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51 Re: APRESENTAÇÃO E...DESPEDIDA ? (SPOCK) em Ter Jul 01, 2014 2:46 pm

Desde o momento em que ouvi diferenças pela troca dos cabos de alimentação que pressenti que a electricidade tinha importância. Mas confesso que valorizei sempre mais a questão do controlo das (micro)vibrações. Muito mais ainda depois de ter notado os ganhos no som pela mais eficaz imobilização dos cabos, sejam eles de alimentação, de coluna, ou mesmo de interligação. Sim, não basta elevar os cabos de coluna do chão para evitar a poluição do sinal transmitido. Há que assegurar que o cabo vibra o menos possível, minimizando assim o efeito de oscilação à própria passagem da corrente. Daí que ainda não percebi (e não vou perceber) se actuando sobre as vibrações estamos a “facilitar/melhorar” a passagem da corrente, ou estamos a actuar na própria electricidade em si. Provavelmente é um misto de ambas as coisas, ou seja, minimizar os efeitos das vibrações permite ao sinal eléctrico fluir sem interferências e simultaneamente a formação da onda mais perfeita. Vem isto a propósito de uma, ou devo dizer três experiencias recentes que me levaram a considerar a electricidade como o factor numero um para um som de alto nível. Nada que outros já não tenham concluído como bem sabem, mas eu, considerando a minha experiência pessoal até agora, acho que apenas tinha intuído a verdadeira importância da mesma, e não garanto que não esteja ainda e só apenas a meio do caminho e da descoberta. Suspect  Não, não vou falar (ainda) dos cabos de alimentação. Vou voltar a falar-vos de… fusíveis.  pirat Lá atrás penso que ficou claro que fiquei “encucado” com este objecto, apesar do fracasso da experiencia com os Synergistic Research. E eu não descansaria enquanto não conseguisse um up grade no amplificador idêntico ao conseguido no leitor e pré. Mas depois do fracasso com os SR, não queria investir uma verba que pudesse constituir um duplo e significativo mau investimento e desencanto. Depois de alguma leitura, a opção acabou por recair nos AHP

http://www.element-acoustics.ca/products.php?cid=7&sid=25&tid=&sort=&pid=638

Apenas o de queima lenta de 4 amperes, uma vez que a marca não dispõe de oferta para queima rápida, ficando-se por isso a experiencia pela troca de apenas um, nomeadamente o que fica na entrada de corrente electrica. Mas, como já disse lá atrás, considero que é o de queima rápida, situado junto dos condensadores, que mais altera o som do amplificador. Definida a opção, avancei para a compra. Et voilá!  tongue  Não dispondo do último grau de transparência e neutralidade dos AMR -que continuo a considerar uma verdadeira pechincha audiófila-, este fusível teve um efeito muito semelhante. A primeira nota para um notório amaciamento do som, em boa parte devido a um aumento do corpo, sem no entanto haver qualquer perda ao nível das altas frequências. Bem pelo contrário. Num fundo muito mais silencioso, as altas frequências apareceram mais presentes, definidas e cristalinas que nunca. O grave que antes se ouvia melhorou. Mas o grave que antes se ouvia, descia apenas até uma determinada frequência (não me perguntem qual que os meus ouvidos não medem). Ora acontece que, apesar de não muito definidas é verdade, ao nível do grave passaram a insinuar-se outras frequências (subsónicas?) que para além de conferirem outra espessura ao som de uma maneira geral, melhoraram também os timbres, contribuindo para um alicerce mais sólido, nomeadamente com clássica. Em resumo, uma melhoria nítida em toda a linha, a justificar plenamente o investimento. Mas a experiencia não se ficou por aqui, e por isso falei, não em uma, mas sim em três experiencias. Quais foram as outras duas? Continuando na senda dos fusíveis, e depois de ter experimentado com sucesso a troca do disjuntor do quadro eléctrico por um porta fusível, havia que experimentar a troca do dito. Arrisquei na mesma marca.

http://www.ebay.com/itm/Original-16A-AHP-Sicherung-10x38mm-Fuse-fur-Klangmodul-III-vergoldet-gold-plated-/171350345137?pt=DE_TV_Video_Audio_Sonstige&hash=item27e546c5b1

E foi muito bem arriscado. Notem que não vos falo de diferenças para as quais é preciso apurar o ouvido, permitindo-nos mesmo duvidar se existiram de facto. Falo de diferenças óbvias aos primeiros segundos de audição. E que tipo de diferenças? Exactamente do mesmo tipo. Melhoria do som em toda a linha, com um ganho evidente da transparência e da capacidade do sistema de tocar cada vez mais alto com menos distorção. Um enorme mar de tranquilidade é talvez o melhor resumo do efeito dos fusíveis. Notem que não estou a confundir esta tranquilidade com perda de harmónicas ou informação. Antes pelo contrário. O detalhe e a informação parecem aumentar porque acontece uma verdadeira limpeza no som. Numa analogia, estou a lembrar-me que quando conduzo, nem sempre ligo de imediato os limpa para brisas aos primeiros pingos de chuva porque acho que ainda continuo a ver bem. Quando mais tarde o faço, apercebo-me como tudo à minha frente ficou de facto mais nítido. É, digamos, a esse tipo de limpeza que me refiro. Li um comentário num fórum internacional de alguém que dizia que a troca dos fusíveis lhe permitiu obter de aparelhos a transístores, o som macio que habitualmente só conhecia associado às válvulas. Ora aí está mais uma boa imagem do efeito aveludado que os fusíveis conferem ao som. Mas como já vos disse, foram três as experiencias. A terceira provavelmente já adivinharam qual foi. Se o fusível faz diferença, porque não o porta fusível?  scratch  Só comprando o saberia. Esperar tirar alguma conclusão das opiniões escritas na net é uma tarefa (quase) impossível. Se for em fóruns então, o cepticismo de alguns, qual erva daninha, quase sempre inquina as conversas. Em revistas da especialidade e em blogs, também não abunda informação suficientemente fundamentada pela experiencia e inequivocamente credível. Nas revistas os testes privilegiam sobretudo as marcas mais sonantes e não conseguem evitar um certo sabor publicitário, enquanto em blogs nos deparamos frequentemente com relatos de experiencias isoladas, onde o “pareceu-me” deixa tudo em aberto. E a partir do momento em que começamos nós próprios a experimentar e a comparar, passamos a filtrar melhor a informação que nos chega. Por exemplo, se procurarem informação genérica sobre fusíveis high end vão encontrar inúmeros atalhos que vos conduzem para sítios onde amiúde aparecem bem referenciados os Synergistic Research. Ora eu quanto a esta marca fiquei vacinado, daí que vos confesse o meu pé atrás em relação a críticas, sejam elas positivas ou negativas. E então em matéria de porta fusíveis, para ser franco, numa busca não exaustiva é certo, não encontrei mesmo nada. Assim sendo, não me restava alternativa a experimentar eu próprio. E já agora fazia todo o sentido apostar na mesma marca (AHP).

http://www.ebay.com/itm/Original-Ahp-Sound-Module-III-For-Fuse-10x38mm-Fuse-Holder-Gold-Plated-/171338074153?pt=UK_Sound_Vision_Other&hash=item27e48b8829

Meussss Amigoszzzzzz. Eu não sei se experimentando primeiro o porta fusível, seria igualmente no segundo momento, o da troca do fusível, que iria notar o maior impacto. Isto considerando a minha teoria de que, à medida que as coisas vão ficando mais certas, cada novo acerto parece criar ainda maior impacto e gerar forçosamente um maior salto qualitativo que o passo anterior. A tal progressão geométrica da performance de que falei anteriormente. A verdade é que fusível e porta fusível são neste momento para mim Yin e Yang, são duas faces da mesma moeda, dois objectos que se complementam e que devem ser adquiridos em simultâneo sem receio. Recomendo a compra a todos. Um passo que mais tarde ou mais cedo todos os audiófilos deverão dar. E sendo assim, porque não mais cedo? Mesmo quem esteja ainda num patamar de entrada em matéria de sistema, e eventual e aparentemente possa não notar grandes ganhos imediatos, eu não hesito em recomendar este passo pois é minha plena convicção que conseguido o acerto das questões relacionadas com a corrente eléctrica, as diferenças entre componentes activos tornar-se-ão mais evidentes, permitindo assim melhores escolhas no futuro. Eu hoje não me atrevo a emitir juízos sobre muitos dos equipamentos que passaram cá por casa porque admito não os ter ouvido nas melhores condições para uma avaliação justa.
Para que fique claro o meu fascínio por estes objectos mágicos que são os fusiveis, digo-vos que a “busca” não vai terminar aqui. E reparem que a experiência, para além dos banais, já conta com Bussman, AMR, Synergistic Research e agora os AHP. Este é o tipo de trocas que a minha bolsa ainda vai permitindo e ao menos vou ficando conhecedor das ofertas do mercado. Claro que vou ficar por aí com alguns despojos, mas esse é o preço que felizmente posso pagar para obter esse conhecimento. Outros fazem-no com equipamentos activos, o que é bem mais dispendioso.  drunken 
A terminar, e em reforço da questão “acessórios”, não posso deixar de me regozijar com o facto de afinal não estar só nesta caminhada. Deixo-vos com este atalho para um depoimento interessante

http://digilander.libero.it/agostino.manzato/audio/reportage/secret/secret.html

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52 Re: APRESENTAÇÃO E...DESPEDIDA ? (SPOCK) em Sab Jul 19, 2014 7:31 am

As primeiras impressões valem o que valem em áudio. Sou um confesso apologista de um tempo de convívio duradoiro com os up  Question grades efectuados para uma aferição mais correcta da sua valia. Eu já aprendi o quão fácil é sermos enganados. Mas à medida que vamos ganhando experiencia, ou julgamos que vamos ganhando experiencia, há uma tendência para afrouxar a vigilância e ligar novamente o modo de julgamento descontraído e imediato. E quando damos conta fomos novamente enganados. pale Eu não fui verdadeiramente enganado com estes fusíveis, até porque logo no início, as tais primeiras impressões foram as que puderam ler lá atrás, tendo eu dito: “Não dispondo do último grau de transparência e neutralidade dos AMR…” e “Para que fique claro o meu fascínio por estes objectos mágicos que são os fusíveis, digo-vos que a busca não vai terminar aqui”.
Dito isto, passado este tempo, estava já a notar, mais em algumas músicas e particularmente em instrumentos de cordas, uma tendência para um certo “escurecimento” do som. Este caracter um pouco mais opaco continha em si no entanto um enorme paradoxo: é que estes fusíveis foram um verdadeiro foco de luz sobre o palco sonoro, permitindo iluminar os mais recônditos recantos do espaço, real ou virtual (re)criado na gravação. Os mais pequenos sinais sonoros como o respirar do artista, o folhear da pauta, a tosse do espectador a boca do palco ou as conversas mais ou menos em surdina dos últimos lugares da plateia, surgiram com maior evidência nuns casos, e surpreendente novidade noutros desde o 1º momento do uso destes fusíveis. Ora isto é revelador do acréscimo de transparência que estes fusíveis trouxeram ao sistema, sendo tão inquestionável a sua mais valia quanto estranha a tal ligeira opacidade que o tempo foi desvendando com a audição de mais e variados discos. Transparência não encaixa com opacidade. São dois conceitos antagónicos.  tongue 
Palavra que estava eu a cismar neste dilema, tentando perceber o que ligeira e ocasionalmente me estava a importunar no som, quando me entra em casa um protótipo de um novo cabo de alimentação desenvolvido pelo meu amigo Jorge Tavares/Hardiophile que agora dá os primeiros passos enquanto profissional do audio, tendo já registado a sua própria marca sob o inspirado nome de Audiofidem. Eu já vos disse que ando menos propenso a experiencias, mas mudar um cabo de alimentação é algo que nada custa, pelo que foi imediata a sua colocação. No leitor. E apenas no leitor foi testado devido à menor flexibilidade do cabo que aponto desde já como o (único?) ponto negativo. A novidade deste cabo prende-se “apenas” com a tipologia de construção, na opinião do Jorge o factor primeiro para o desempenho e que eu subscrevo. Mais importante que o próprio condutor usado. Ainda antes de mo enviar, o Jorge já me tinha falado deste cabo com um enorme e genuíno entusiasmo, tendo referido que o seu efeito (multiplicado pelo numero de equipamentos a que foi aplicado), foi um dos mais significativos up grades de sempre  cheers  do seu sistema. E que consistentemente revelou as suas qualidades em outros dois sistemas de outros tantos amigos. Agora era a minha vez de experimentar. E sabem o que vos digo? Que não entendo como há quem não note diferenças!  cherry Apesar da ligação ter sido feita no leitor, a imediata sensação que se tem é que foi o amplificador que ganhou mais uns watts de potência! Sem mexer no potenciómetro, o volume sonoro percebido claramente aumenta, insuflando a esfera de som que nos envolve com os sons a surgirem mais soltos e projectados para fora das colunas. Continuando a ouvir, torna-se também evidente a melhoria da resolução pela maior facilidade com que as passagens mais complexas são “descodificadas”. Mas o maior ganho surge sobretudo pela muito maior estabilidade do palco sonoro, tornando-se “visíveis” os lugares de cada instrumento, daí resultando uma percepção estéreo superior. Ou seja, o véu que agora vinha notando, desfez-se qual teia de aranha que se limpa. Como se afinal os fusíveis estivessem somente a evidenciar um ponto fraco num outro elo da cadeia. E eu até pensava que já tinha conseguido fazer um bom cabo de alimentação. Que não sendo mau, não resistiu na comparação com esta nova proposta do Jorge. Este cabo deu novamente vida à música. Como já referi atrás, o único senão deste cabo é a sua baixa flexibilidade, pelo menos em distâncias curtas que exijam uma dobragem mais acentuada. Quem usar 1,5 ou 2 metros de cabo de forma (quase) linear, certamente não vai ter problemas de maior a esse nível. Cada vez que experimento um novo brinquedo produzido pelo Jorge, recordo-me sempre do primeiro Batman e daquela frase do Joker/Jack Nicholson, aquando da cena do salvamento da donzela no museu: “where does he get those wonderful toys?”

Posso assim concluir que afinal nenhum problema estava nos fusíveis? Não sei. A característica de transparência em relação a detalhes e ambiência de gravação é inequívoca e isso parece-me ser uma qualidade inegável. Agora não deixo de pensar que funcionam um pouco como um filtro e que alguma da limpeza óbvia da corrente eléctrica, se produz à custa de alguma alegria da música. E aqui, para além da importância da corrente eléctrica, começo a intuir também a dificuldade de conseguir a solução adequada. Começo a perceber porque muitos audiófilos se queixam e acabam por rejeitar muitos sistemas de filtragem disponíveis no mercado. Fala-se muito do “lixo” existente na corrente eléctrica, mas, ao que tudo parece indicar, quando se deita fora esse lixo, parece que também se deitam foram algumas harmónicas importantes, e que eu me atrevo a classificar como as harmónicas da alegria  Laughing  Ou como referi lá atrás, citando uma artigo da Hifi News, o ruído parece ter afinal um papel importante a desempenhar. Haverá forma de nos livrarmos da água do banho sem perder o bébé?  drunken

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53 Re: APRESENTAÇÃO E...DESPEDIDA ? (SPOCK) em Dom Jul 20, 2014 9:31 am

Enquanto uns falam, falam, falam…  Laughing  Wink outros FAZEM. Outro meu amigo que também gosta de meter mãos à obra é o Manel1. Posso identificá-lo pelo nick name até porque já se inscreveu neste fórum. Também por isso vai daqui um abraço especial para ele. É um perfeccionista dotado de conhecimento (saber-saber), mas com habilidade manual e domínio de técnicas que o habilitam também na área do saber-fazer.
Esta a introdução mínima necessária para vos falar dos pés de apoio feitos por ele, designados de VCS (Vibration Control System).
Sobre pés de apoio e a sua influência no desempenho sonoro, já tive a minha conta. Podem ler aqui

http://audiocinemaemcasa.forumeiros.com/t82-o-que-eu-penso-da-influencia-dasmicrovibracoes-1-parte
http://audiocinemaemcasa.forumeiros.com/t83-o-que-eu-penso-de-vibracoes-2-parte-do-apoio-das-colunas-aos-restantes-equipamentos
http://audiocinemaemcasa.forumeiros.com/t84-o-que-eu-penso-devibracoes-3-parte-o-ovo-de-colombo
http://audiocinemaemcasa.forumeiros.com/t85-o-que-eu-penso-devibracoes-4-parte-amortecimento-versus-isolamento

Como podem constatar pelo fim da 4ª e ultima parte (acho que agora estou a escrever a 5ª  cyclops ), as minhas experiencias acabaram por não ser conclusivas, tendo eu referido que obtive “os melhores resultados de sempre” com os últimos apoios em que usei apenas metal, tendo notado o grave a “não interferir tanto timbricamente”. Mas quando de repente experimentei usar uma base de granito por baixo dos equipamentos e notei ganhos muito mais homogéneos, imediatamente abandonei a dificílima procura da neutralidade em matéria de pés de apoio, concentrando-me unicamente nas bases, deixando que os equipamentos assentassem nestas através dos seus pés de origem. Erro crasso. Afinal de contas se já tinha notado diferenças conforme os diferentes tipos de pés que fui construindo (ainda que algumas vezes essas diferenças não se traduzissem em melhorias em todo o espectro), como podia ainda assim continuar a confiar nos de origem?  drunken  Pois, mas foi quando a paciência e a habilidade para mais falharam e decidi concentrar-me nas bases, esquecendo os pés. Porque os pés pareciam ser um verdadeiro quebra cabeças, ora melhorando a informação nas altas frequências mas endurecendo globalmente o som, ora aportando mais ou menos grave, com maior extensão ou maior secura, sendo sempre difícil, muito difícil, encontrar o ponto de equilíbrio. Por isso todo o mérito desde já a quem o conseguiu!  bounce  Mas só à segunda. Tive igualmente a oportunidade de experimentar a 1ª versão e, ainda que marginalmente, não deixei de notar a ligeira tendência deste tipo de dispositivos para esticar a informação nas altas frequências, deixando um ligeiro vazio, ou melhor dizendo produzindo um certo recuo da gama média. Mas agora esta segunda versão… Desde logo apresentam uma construção diferente em que as zonas de contacto com os equipamentos são feitas em metal diferente e mais largas que o restante corpo central cilíndrico que une ambas. Com uma qualidade de acabamento fantástica, estes apoios estão desde logo… lindos!  king 

Ora vejam aqui!

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Mas falemos da sua beleza interior. Para tão espectaculares resultados, alem da maior superfície de contacto, dos 2 tipos de metal empregues (ou devo dizer 3?), há que salientar um outro importantíssimo elemento diferenciador em relação à primeira versão: uma finíssima película de silicone ? aplicada a cada uma das bases e que no fundo faz o contacto com os equipamentos e moveis. De existência quase imperceptível, numa primeira análise só damos conta dela pelo toque. Pelo menos sem óculos, pois a visão depois dos 40 já não é a mesma!  Crying or Very sad 
Então e que tipo de diferenças no som podemos notar? É fácil. Tudo fica MAIOOOR, mais definido, mais óbvio. Mas tudo em simultâneo, sem predominância ou esbatimento de qualquer zona de frequências. Alem disso melhora e muito a imagem estéreo. Imaginem três vozes a cantar. Antes dos apoios percebe-se que é mais do que um cantor, mas é como se estivessem em fila com os outros dois claramente atrás do cantor principal. Colocados os VCS é como se os dois de trás se deslocassem e ficassem cada um ao lado do cantor principal. Um bom disco para notar este efeito é “Missing… presumed having a good time” dos The Notting HillBillies, um disco com a participação de Mark Knopfler. Com os VCS a separação entre vozes torna-se fácil de notar, fácil de seguir individualmente, natural. Pela primeira vez, uns pés de apoio (e não estou só a referir-me aos feitos por mim), melhoraram a informação ao nível das altas e baixas frequências, sem o contrapeso do recuo da gama média. Pelo contrário, o som fica enriquecido em informação, mas muito mais linear, permitindo assim audições mais prolongadas sem fadiga. Como se tivesse sido retirada uma boa percentagem do tal "lixo” existente na corrente eléctrica e que nos assombra permanentemente. Chamem-lhe “lixo”, chamem-lhe “jitter”, chamem-lhe o que quiserem. O som fica mais… “analógico”?  Suspect  Sim, fica. E este efeito considerando apenas o uso dos VCS num equipamento, já que apenas tive disponível para experimentar um conjunto de 3 apoios. Imagino usando em todos. Aliás, gostei tanto do efeito, que estava capaz era de substituir literal e definitivamente os pés de origem por estes. O problema é que, para aceder a alguns dos pés de apoio de origem, seria necessário desmontar quase todo o interior dos equipamentos…

Estes pés de apoio vão em breve estar em comparação directa com outros de marca. Não sei qual vai ser o veredicto, mas eu aposto nestes VCS.  clown

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54 Re: APRESENTAÇÃO E...DESPEDIDA ? (SPOCK) em Seg Jul 21, 2014 5:05 pm

Obrigado pelo testemunho, Spock.
Não vou falar dos VCS, mas sim de dispositivos de controlo de vibrações em geral.

Os últimos sistemas que tenho experimentado acabam por proporcionar a qualquer sistema muito melhores condições para que os equipamentos possam mostrar aquilo que valem, a par das melhorias que uma boa corrente eléctrica pode trazer a qualquer sistema, as vibrações devem ser alvo de preocupação para quem pretenda levar o seu sistema a um nível superlativo de desempenho.

Algumas das melhorias que este tipo de dispositivos proporcionam e que se podem detectar com facilidade, são uma superior focagem de voz e instrumentos, permitindo ainda assim que todo o campo sonoro que envolve os instrumentos se manifeste ainda mais intensamente, os timbre são mais correctos e permitem que a música se manifeste de um fundo mais negro, sem no entanto haver perda de informação e há um acentuar da dinâmica do sistema.

Contrariamente ao que eu inicialmente pensava, este tipo de dispositivos é benéfico e os resultados são audíveis mesmo quando colocados em equipamentos de preço acessível, no entanto, em sistemas mais resolutivos os resultados podem ser surpreendentes.

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55 Re: APRESENTAÇÃO E...DESPEDIDA ? (SPOCK) em Sab Jul 26, 2014 11:48 am

king  Manel1

Continuando a saga...

Para o aperfeiçoamento do sistema é fundamental saber onde está (estão) o(s) elo(s) mais fraco(s).  lol!  Nessa perspectiva, com o mero intuito da experimentação, o Manel1 fez ainda o favor de me emprestar outros dois outros brinquedos. Falo dos monoblocos P1 da Arcam, os quais, no seu sistema, passaram recentemente para o banco dos suplentes.  jocolor Pois é, para quebrar a rotina dos acessórios, vou agora falar de componentes activos! Aleluia, dirão alguns de vós! Seja…  flower 
Não escondo uma particular curiosidade em relação a estes equipamentos devido ao facto de jogarem desde longa data na equipa principal do meu outro amigo Jorge Tavares e, tanto quanto sei é claro, não se vislumbrar que venham a ser substituídos tão depressa, na medida em que têm resistido a comparações com outras amplificações de outras marcas, algumas até de sangue azul como é o caso da Krell e da Chord, por exemplo. Tendo surgido a oportunidade de os ouvir, porque não? Claro que é preciso alguma prudência de modo a evitar o perigo do eventual despertar da vontade adormecida de troca de componentes activos.  Cool Mas seria estultícia ter a oportunidade e não a aproveitar. E de facto seria uma oportunidade perdida para aferir do que me esta(va) a faltar. Não resolvendo ainda a questão da música clássica, nomeadamente a recriação de grandes massas orquestrais, tudo o resto este par de amplificadores fez melhor que a amplificação stereo residente. Deixem-me no entanto dizer que quanto às grandes orquestras, o problema pode até nem estar na amplificação. Admito que provavelmente só sentirei o gozo de ouvir uma grande orquestra recorrendo a colunas de 3 (ou mais) vias. Recentemente tentei explicar esse gozo a um outro amigo audiófilo de uma forma muito simples: trata-se apenas de querer ter 80 ou 100 músicos na sala, nada mais nem menos que isso! Quanto à comparação da performance com a amplificação residente, considerando que o custo individual em novo dos monoblocos da Arcam era quase o dobro do meu Lyngdorf, a ninguém deverá surpreender o melhor desempenho dos gémeos da Arcam. Ou pelo menos não devia. Mas como já sabemos, nisto do áudio, nem sempre preço mais elevado é garantia de desempenho superior.  Evil or Very Mad  Neste caso, nenhum stress. Assim é que deveria ser sempre.
Eu disse algures no início deste meu "diário de bordo” que quando um dia optei pela solução pre + power em substituição da tradicional versão integrada na amplificação, o pensamento que me ocorreu foi sobre o que tinha andado a perder até então. Acrescentei ainda que isto me fazia acreditar que a simplificação que muitos defendem no áudio, passa muito mais por separar os componentes e suas funções e não por ter tudo reunido numa caixa só. Provavelmente, e ainda segundo essa intuição de que fiz eco logo no início, reforçada agora por esta experiência, separar as fontes de alimentação, deverá constituir de facto mais um passo na direcção certa. Pelo menos esta experiencia com estes monoblocos veio reforçar esta convicção, desde logo porque desde os primeiros segundos foi óbvia uma maior separação stereo, daí resultando um palco sonoro mais definido e estável. Com mais poder por coluna, os sons libertaram-se definitivamente das caixas transdutoras, passando a ecoar pela sala com uma facilidade que passou a permitir audições muito mais satisfatórias a muito menor volume. Daqui resulta uma escuta muito mais confortável, a lembrar-me a audição ainda relativamente recente das novas Wilson Audio XLF. Há algum tempo que não ouvia colunas dessa dimensão e foi uma experiência que me permitiu recordar a comodidade de poder ouvir a 4 ou 5 metros de distância das colunas sem qualquer esforço e, dada a escala, tranquilamente poder captar todos os pormenores da música, desde os arranjos que a ornamentam, até à beleza tímbrica individual dos instrumentos. Esta facilidade da reprodução tem que ver sobretudo com outra capacidade de atacar as baixas frequências, com o groove adicional que confere outro corpo aos instrumentos, e por conseguinte, uma escala mais realista. Bem sei que no caso de colunas da dimensão das que referi, o tamanho das caixas e dos altifalantes usados estão em relação directa com a volumetria do grave percebido. Mas para mim ficou provado que a amplificação tem também uma palavra a dizer nesta matéria. Por estas e por outras é que, como também já disse anteriormente, considero o grave o nó górdio da alta fidelidade. Entre essas outras está o facto estranho mas claro do melhoramento quantitativo e qualitativo do baixo afectar igualmente a qualidade… do agudo. What a Face Há dias vi isso mesmo ser dito por alguém, ainda que um pouco timidamente, salvo erro no congelado fórum hifi, a propósito da adição de um subwoofer a um sistema stereo. Mas é exactamente isso que acontece. Influenciando por consequência tudo o resto, daí resultando mais um ligeiro passo em frente na procura da mais correcta reprodução tímbrica dos instrumentos, sendo obvio o acerto no contrabaixo e nítido no piano, por exemplo.

Após uma semana de convívio, nada tive a apontar a estes Arcam. Que provavelmente melhorariam ainda muito com cabos de corrente à altura, uma vez que, devido ao facto de serem dois e ao seu posicionamento no meu móvel, acabaram por ser ouvidos com cabos de corrente banais. Daí que não hesite em recomendar a sua compra por quem ande à procura de amplificação high end a preço acessível. Sendo um produto descontinuado, penso que quem porfiar consegue obter um casal de P1´s a um preço acessível na NET.

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56 Re: APRESENTAÇÃO E...DESPEDIDA ? (SPOCK) em Dom Ago 10, 2014 8:53 am

A magia existe mesmo? Mas o que é isso da magia que acompanha o Homem desde tempos imemoriais? Será a magia apenas o fruto da vontade do Homem de superar as suas limitações e transcender a realidade que o rodeia, com expressão prosaica corrente em diversas áreas, desde a prestidigitação até às nobres artes como o cinema? Ou haverá algo de mais substancial na magia, nela e através dela procurando o Homem imitar/reproduzir os poderes dos deuses? Ou será que simplesmente temos rotulado de magia o que não compreendemos e a magia se vai lentamente dissolvendo à medida que o conhecimento avança?  Rolling Eyes 
Seja como for, o que seria afinal deste mundo sem a magia de acreditar… na magia? Se o sonho comanda a vida, o mesmo se pode dizer da magia, pois não são afinal os sonhos mágicos? Mesmo não acreditando, creio bem que todos almejamos por qualquer coisa de mágico nas nossas vidas, um momento de contacto com o transcendente, com o inefável. Acho que é por isso que tanta gente gosta de música. Mais do que um caminho para, a música é uma forma de espiritualidade de que até um agnóstico como eu sente necessidade. A música faz a ponte e estabelece a comunhão com o divino. Daí a importância maior da audiofilia! king Mergulhar no amago da música é garantir um contacto mais próximo com esse divino, é preencher esse espaço de espiritualidade, é aprofundar a comunhão com a vida. Procurar o nirvana através da música é, a meu ver, uma busca que faz todo o sentido. A excelência da reprodução musical não é mais do que o meio para melhor fluir em nós essa voz do divino e melhor estabelecer esse contacto.  

Eu já tinha lido e ouvido falar e conhecia a existência de produtos de limpeza e desmagnetização de CD´s. Mas eu, que até acredito em várias coisas mágicas em audiofilia,  drunken  nunca foquei a minha atenção o suficiente neste tipo de produto para fazer a sua aquisição. Não foi nunca uma questão de custo. Foi talvez uma questão de descrença. E mais uma vez foram os amigos mais vigilantes que vieram despertar-me desta indiferença nociva. “Tens de experimentar. Aí vai. Limpa o CD de ambos os lados

Depois de experimentar eu continuava a não acreditar. affraid  A não acreditar que a diferença fosse tão óbvia. A não acreditar que a diferença fosse tão grande. A não acreditar no que andei a perder ao ignorar e não utilizar este acessório de custo módico. Que limpeza no som! Que ganho em transparência. Que sensação de presença física de cantores e instrumentos! Que melhoria tímbrica. Que espacialidade! Que detalhe! Que naturalidade! Que… magia! Ou será apenas ciência? Se acharem que a ciência por trás de um produto destes é duvidosa, vão então pelo lado mágico, mas não deixem de experimentar.

Dito isto, falta só identificar o produto. Existem outros à venda e vários de marca audiófila. Naturalmente vou identificar aquele que experimentei com tão bons resultados. E vou identificá-lo porque constato que, embora não seja um grupo muito numeroso, existe quem leia o que escrevo, e assim sendo acho que são merecedores que eu “abra o jogo” como a partir de agora decidi fazer.
Ei-lo. Experimentem sem preconceitos

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57 Re: APRESENTAÇÃO E...DESPEDIDA ? (SPOCK) em Sab Ago 23, 2014 4:37 am

HIFI TUNING  bounce 

Acabado de chegar: Ainda dentro da cx.

2, 3 dias e já vos conto se foi desta  bounce 

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58 Re: APRESENTAÇÃO E...DESPEDIDA ? (SPOCK) em Dom Ago 31, 2014 4:54 pm

Pois, desculpem mas foram precisos mais de 3 dias Suspect

Vamos lá então falar do fusível Hifi Tuning...

Experimentar esta marca estava claramente previsto. Era quase inevitável passar por ela face as criticas maioritariamente positivas que se podem ler em vários debates na net sobre fusíveis. Mas a urgência da experiencia foi ainda maior em face da viva recomendação de 2 amigos.
Foi assim com grande expectativa que coloquei o fusível Hifi Tuning no amplificador. E sinceramente, o resultado ficou aquém da expectativa. Aliás ultimamente tenho discordado de alguns amigos em matéria do efeito que alguns acessórios produzem no resultado final, ou seja, no som. Mas esta é a discussão que gosto e que vale a pena travar. A troca de impressões sobre o efeito deste ou daquele acessório, ainda que diametralmente oposto, pode ser muito importante no diagnostico do que esta verdadeiramente mal no sistema. O problema pode até nem estar no acessório em si e o seu efeito remeter-nos para um outro elo mais fraco na cadeia. Quando algo resulta num sistema de um amigo mas não resulta no meu, ou vice-versa, fico sempre a pensar sobre o que pode realmente causar este efeito. Ainda recentemente, o uso de um determinado material no tratamento das vibrações resultou muito bem no meu sistema, trazendo mais grave, mais densidade e mais espessura ao som, e no entanto esse mesmo material, no sistema de um amigo, causou o efeito adverso de empolamento do grave, descompensando e escurecendo o som. Por isso cada um deverá ainda assim experimentar no seu sistema. Como li algures num blog audiófilo há uns tempos atrás, realço que as MINHAS opiniões são o expressar do resultado percebido no contexto do MEU sistema, na interacção com a MINHA sala, percepcionado pelos MEUS ouvidos! E não seria coerente comigo mesmo, com quem me lê e muito menos com os meus amigos, se não expressasse tranquilamente essas mesmas opiniões, ainda que divergentes.

Dito isto, quem conhece e reconhece as diferenças entre cobre e prata? Há quem não prescinda do cobre pelo suposto maior rigor tímbrico, da mesma maneira que outros não dispensam a maior rapidez e resolução trazidos pela prata. De uma forma simplista poder-se-á provavelmente dizer o mesmo de válvulas e transístores. Ou de fontes analógicas e digitais. Ou seja, há inequivocamente uma componente de gosto pessoal indissociável desta análise. Uma coisa posso garantir, o fusível não é mau cherry Eu sei que dizer isto é pouco, por isso vou tentar esclarecer um pouco melhor embora não seja fácil. Desde logo não notei qualquer problema nas altas frequências. Nos tais debates onde estes fusíveis são tema de conversa, há sempre um ou outro audiófilo que se queixa de algum excesso nos agudos, resultando um som demasiado vivo, podendo mesmo tornar-se cansativo com o tempo. Sinceramente não notei nada disso. O som é globalmente limpo, bastante rápido, detalhado e resolutivo. Talvez essa sensação possa ocorrer por alguma falta de grave que foi o que notei em relação ao fusível substituído. E essa ligeira magreza, traduz-se num som com um palco menor e um pouco mais recuado, timbricamente menos apurado. Apesar de terem uma sonoridade menos aberta, continuo a preferir os AMR e mesmo os AHP. Para o meu ouvido, no meu sistema, a música soa mais correcta, mais coerente. Há um maior silêncio de fundo de onde os sons emergem mais perceptíveis porque ligeiramente mais separados entre si, o que, associado a um grave mais carnudo, confere aos instrumentos um maior acerto tímbrico. Há uma maior sensação de paz e harmonia musical, simplesmente deixando a música fluir com as 2 marcas que referi. De certa forma, apesar de um certo roll off nas baixas e altas frequências, sou capaz de até preferir mesmo os baratíssimos Bussmann que equipavam de origem os Lyngdorf. Se com o Synergistic Research o som ficava agressivo (embora ainda tenha de voltar a confirmar este efeito dando talvez mais tempo de rodagem ao fusível), com o Hifi Tuning o som fica cru e algo insipido, ainda que talvez mais detalhado do que com qualquer outro. Acredito que num sistema onde abundem as tão faladas harmónicas pares, este fusível possa cair como uma luva. Vou dar-vos uma outra imagem. Todos conhecem pessoas que tomam café sem açúcar. Dizem mesmo que só assim se pode apreciar verdadeiramente o café. Pois eu digo o contrário. Na minha opinião, o açúcar reforça e realça o verdadeiro sabor do café. Assim com os fusíveis.

Não posso deixar de evidenciar um aspecto importante deste comparativo entre fusíveis: não houve comparações mano a mano com os AMR dado que a marca não tem a amperagem recomendada para o amplificador. E tendo produzido um efeito tão correcto no leitor e no pré, aí vão permanecer insubstituíveis pois não vou gastar dinheiro nestas outras marcas sobre as quais tenho já uma ideia clara da sua sonoridade. Dito isto os AMR continuam de longe a ser os meus preferidos, seguidos dos AHP cujo efeito é muito semelhante embora com uma tonalidade um pouco mais escura. Os HifiTuning são bastante abertos, mas é uma abertura que classificaria de falsa, na medida em que não me trazem a verdade da musica. No meu sistema, o espírito da musica não flui com este fusível. Daí que os Bussmann sejam uma opção a ter em conta para quem quiser substituir os vulgares fusiveis de vidro por outros bem melhores e de custo ridículo. Quanto aos SR, esses, apesar de fazerem algumas coisas boas, provocam um desequilíbrio que talvez não justifique o investimento, mesmo em comparação com os mais banais. (embora ainda tenha de lhes dar uma segunda oportunidade)
Dito isto, se no fim desta busca, nenhuma das outras marcas até agora experimentadas no amplificador me satisfizer em pleno, admito colocar um AMR de amperagem ligeiramente superior à recomendada.
Por último, diria que mais uma vez pude confirmar a direccionalidade dos fusíveis e, pela primeira vez, PARECEU-ME existir também um efeito de rodagem tendo o som melhorado progressivamente em relação ao 1º impacto. Habituação apenas? Creio bem que não. De qualquer forma, mesmo já com alguma rodagem, como já disse antes, no meu sistema, o espírito da musica não flui com este fusível.

Mas ainda há mais algumas marcas para tentar… lol!

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59 Re: APRESENTAÇÃO E...DESPEDIDA ? (SPOCK) em Sab Set 20, 2014 5:35 pm

Nesta altura estarão alguns audiocépticos (se é que há algum a ler-me  Suspect) a pensar: bem feito  pirat "Eu/nós bem que dizíamos que fusíveis é um caminho que não faz nenhum sentido seguir, até porque não tem saída, não passando de mais um devaneio típico dos audiofools”.  

Bem, uma pessoa pode dar a volta ao mundo para no fim chegar a conclusão que não há terra como a nossa e que não quereríamos viver noutro sítio. Mas para fazer esta afirmação é preciso ter feito a viagem, certo?  Rolling Eyes E mesmo assim regressamos enriquecidos pelo que vimos e assimilamos. É assim mesmo que me sinto. Valeu a viagem (banais; Bussman; AMR; Synergistic Research; AHP; Hifi Tuning). Que ainda não acabou! Fusíveis são um maravilhoso mundo novo que acabei por descobrir, com a surpresa de por vezes terem tanta ou mais influencia no som do que a troca de um componente activo. De tal forma que uma boa parte do fascínio produzido é simultaneamente um factor de desilusão, isto é, alguns fusíveis acabam por ter uma sonoridade muito própria, o que os torna bem diferentes uns dos outros. Se por um lado gera perplexidade, também gera esperança: a esperança do fusível mágico, com a sonoridade certa, poder existir What a Face. Mas em que consistiria essa sonoridade certa? Hipoteticamente, estaríamos a falar de conseguir reunir as qualidades dos melhores, sem acentuação de nenhuma o que equivaleria a ser neutral. Num fusível, essa neutralidade traduzir-se-ia pela simples capacidade de permitir à corrente eléctrica fluir sem interferências nem constrições. Mas, nos fusíveis como no resto, será essa neutralidade absoluta uma quimera?  Crying or Very sad Perseguir esta ideia de um som limpo, sem corantes nem conservantes, onde tudo se revelaria com naturalidade é perseguir o próprio santo graal sonoro em si, correcto? Porém, quando se fala de algumas das grandes marcas de fabricantes de equipamentos áudio, mesmo quando se enaltecem as suas qualidades, imediatamente se lhes associa uma sonoridade particular identificativa e distintiva. O que em boa verdade é a antítese de neutralidade.  cherry Onde nenhuma assinatura parece ser permitida é em matéria de cabos, esses incómodos condutores de sinal. Os áudio cépticos gostam particularmente de os acusar de serem um foco indutor de colorações, sempre lembrando que o ideal seria existir o não cabo. Mas em boa verdade este conceito pode e deve estender-se a todos os componentes de um sistema de áudio.  É a incessante busca pela neutralidade e consequente eliminação da assinatura sónica facilmente identificável que devemos procurar em qualquer componente, seja ele activo ou passivo. Mas se tantos ainda não a encontraram em inúmeros componentes de (re)conhecidamente  Question maior importância que um simples fusível, não será esta busca verdadeiramente infrutífera? Um fusível é um elemento “infinitamente pequeno” na cadeia de um sistema áudio, mas, a ser verdadeiramente incolor, teria de conter em si mesmo o ADN desse tal santo graal que tanto procuramos. Ora, não tendo eu sequer a certeza de que esse ADN já tenha sido descoberto em qualquer equipamento ou componente de maior curriculum e reconhecimento mais consensual pelas provas já dadas no mundo da electrónica áudio, porquê encetar essa busca ao nível do fusível? No
Qualquer que seja o patamar a que nos estejamos a referir, penso que é este tipo de questão, isto é, a demanda por algo que ainda não se encontrou e cuja existência é apenas uma hipótese teórica, que faz com que muitos, com conhecimentos mínimos para tal, metam mãos à obra e dediquem o seu tempo e paciência a tentar (re)inventar velhas e novas soluções que permitam obter os resultados que tanto procuram e não encontram disponíveis no mercado.

E se fosse esse o vosso caso e durante uma qualquer experiencia sentissem o som do vosso sistema evoluir para desempenhos francamente diferentes mas sem que nenhum vos satisfizesse, não vos apeteceria partir à descoberta de algo novo, algo que de uma forma absolutamente isenta vos levasse ao encontro com o som puro, cristalino e completo que nos/vos motiva? Não estou a referir-me a procurar mais e melhores graves ou agudos. Estou a falar de um novo grau de transparência que permitisse distinguir perfeitamente cordas de aço de cordas de nylon; ou que a um conhecedor permitisse identificar a marca da viola eléctrica ou do piano utilizados; que mais do que tornar inteligível uma frase até agora indecifrável, permitisse ouvir a rouquidão da voz que com que é proferida; que permitisse sentir a majestade e a dimensão de um orgão de igreja; ou que até, perante a maviosidade inédita de um som de violino nos/vos levasse a procurar no folheto a confirmação de estarmos perante o som raro de um… Stradivarius! bounce

Se encetassem esta busca ao nível do fusível e no fim descobrissem qualquer coisa de especial, o que fariam? Se de facto sentissem estar na presença de um embrião da mais fina linhagem sonora, portador do ADN da neutralidade absoluta, autêntico portal quântico para uma outra dimensão de resolução e transparência, que nome/marca lhe dariam? Eu digo-vos: AudioMagic! cheers

A aquisição deste fusível foi um segredo muito bem guardado! Isto porque nem aos amigos mais próximos contei. Afinal de contas, caso a compra fosse um fiasco, o impulso de gastar mais de 100 dólares por um fusível, não precisava de ser público, certo? Como iria eu dizer aos meus amigos que me deixei influenciar pela publicidade a um líquido supostamente mágico onde o fio condutor fica imerso, para, entre outras coisas, reduzir o efeito vibratório à passagem da corrente? drunken Pois parece e é de facto incrível. Reconhecem aquele som líquido, sedoso e luxuoso que esporadicamente espreitamos em sistemas high end, e que nos deixa ansiosos e pensativos sobre o que estará na origem de tal requinte e quanto será preciso um dia gastar para dele poder usufruir? Pois, estes fusíveis são o verdadeiro luxo sonoro tornado acessível.

Quem quiser acreditar, acredite! Eu já não preciso de acreditar. Tenho a certeza!
Yeeeeeeesssssssssssss! geek

Já vos digo onde comprei: uma loja on line de confiança com um serviço impecável. Se quiserem comprar, podem comprar aqui

http://store.jaguaraudiodesign.com/audio-magic-premium-super-liquid-fuses/

Ah, é verdade, eu não fiz por menos: modelo Super !!!! lol!

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60 Re: APRESENTAÇÃO E...DESPEDIDA ? (SPOCK) em Ter Out 28, 2014 2:28 pm

Quando leio uma crítica de áudio, procuro inevitavelmente nas entrelinhas a real impressão com que o autor ficou do equipamento testado. Parece-me muito comum os críticos profissionais procurarem enaltecer os pontos fortes de um equipamento, omitindo ou abordando rápida e superficialmente aqueles outros aspectos que fariam diminuir o interesse dos leitores no dito equipamento. Por exemplo, é vulgar encontrarem-se elogios a determinados equipamentos pelo seu nível de detalhe, mas poucos se atrevem a referir se o mesmo se torna ou não insuportável em audições prolongadas. Da mesma maneira, muitas são as vezes que se elogia o conforto da audição, mas nem sempre é dito o quanto esse conforto é conseguido à custa da vida e alegria da música.

Mas há críticas inequívocas. Há críticas onde o entusiasmo de quem escreve fica patente da primeira á ultima frase. São críticas entusiásticas e entusiasmantes. Independentemente de podermos até discordar e questionar o gosto pessoal de quem faz a crítica, a verdade é que se percebe quando o entusiasmo é genuíno e os elogios são sinceros (do ponto de vista da honestidade intelectual de quem escreve). O expoente máximo desse entusiasmo, acho eu, acontece quando o crítico gosta tanto de um produto que acaba por adquiri-lo.

Pois bem, eu não sou nem pretendo ser critico nenhum, mas ainda assim e para que conste, os VCS do Manel1 já cá cantam. Literalmente, cantam  bounce. Um segundo conjunto se seguirá em momento oportuno, lá pelo Natal talvez. Acrescento apenas que, se a memória auditiva não me trai, e provavelmente devido ao acerto produzido pelo fusível da Audiomagic, o impacto dos VCS foi agora superior ao primeiro momento em que entraram cá por casa. O que me confirma que o impacto de um acessório é tanto maior quanto maior o grau de acerto do sistema.

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61 Re: APRESENTAÇÃO E...DESPEDIDA ? (SPOCK) em Qui Out 30, 2014 2:34 pm

Viva Spock

Obrigado pelo seu testemunho. Este modelo já está em fase de fabrico em larga escala e antes do final do ano deverá estar disponível em algumas lojas da especialidade. Oportunamente estará também em funcionamento o site onde poderão encontrar informação acerca deste e outros produtos, bem como informação relevante sobre soluções para melhorar o desempenho do sistema de cada um.

Um abraço

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62 Re: APRESENTAÇÃO E...DESPEDIDA ? (SPOCK) em Qui Dez 11, 2014 3:44 pm

I´ll be back cherry

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63 Re: APRESENTAÇÃO E...DESPEDIDA ? (SPOCK) em Dom Mar 15, 2015 5:54 pm

Cá estou de novo como prometido Laughing  Cool

Todavia, fazendo jus ao título do tópico e quase 5 anos depois de o ter iniciado, é talvez tempo de lhe por termo. Mas prometo fazer o durar o final… Considerem apenas que estamos no princípio do fim.
As experiências áudio, mote deste diário de bordo, têm continuado a suceder-se embora bastante espaçaaaaaadas temporalmente, daí também este longo interregno. Seria pois natural fazer-vos aqui um resumo dessas últimas experiências e dos avanços conseguidos. Lá chegaremos inevitavelmente, mas até como nota introdutória eu quero aqui trazer uma leitura recente de algo escrito já em 2008 por Holbein Meneses num fórum brasileiro. Transcrevo a seguir as palavras do mestre (como tantos o classificam), sendo meu o sublinhado:

Tivera eu escrito sobre as experiências que fiz e que não lograram sucesso, com certeza o número identificador das edições do "Jornal de 1 artigo só" teria alcançado a casa dos 300, ou mais. De algumas falei mas da maioria achei por bem calar. Sei que se aprende com os erros embora também saiba que nem todos os erros ensinam; pelo contrário, alguns atrasam. A premissa maior que movia e ainda move meu interesse pelas experiências é a desprazerosa constatação de que ainda está longe de a reprodução eletrônica do som musical doméstico ser a alta-fidelidade do evento original público. Que está a faltar, era e é a indagação que me não larga jamais. Intui mui cedo que não era tanto por causa dos meios eletrônicos até então empregados, nem pela qualidade dos componentes. Trocando-se-lhes por outros de especificação militar ou hospitalar, por exemplo, alterava um pouco a qualidade sônica do meio eletrônico mas não dramaticamente. Teria, pois, que haver um “fator determinante” que todos desconhecíamos.  E do qual ninguém ainda nem sequer desconfiou; e parece que eu queria ser o primeiro, vaidade à mostra.
Ora, se pensarem bem e lerem-me pelo que valem minhas palavras, saberão que em muitos momentos achei que vislumbrara a "pedra filosofal"; porque resolvera, no que tange aos meios de replicação, ser heterodoxo senão "radical". Pensava: o outro lado pode ser o lado oculto da Lua. Quando o outro lado dera sinais, em tal ou qual circunstância, de que "é por aqui" regozijava-me e punha a boca no trombone. Esperançoso. Confiante. Vaidoso. Mas cismarento: será mesmo? E também não sou mentiroso: só falo do que sei, aprendi ou experimentei.
Muito obrigado. Holbein Menezes
".

Bem este texto, assim como muitos outros que Holbein escreve, dá “pano para mangas”. Holbein suscita em mim sentimentos contraditórios, ora de partilha de convicções, ora de rejeição de conclusões. Mas sempre de grande admiração e respeito, não tanto pela sua vetusta idade, antes pela sua profunda cultura e robusto  intelecto. Mas sobretudo por essa paixão indescritível pela música e pela missão que empreendeu na busca da sua melhor reprodução possível. E é mais uma vez esta razão ultima, que me leva a transcrever e comentar o texto acima, do qual retenho particularmente a referencia a esta procura do “factor determinante” de uma reprodução de excelência, da “pedra filosofal” da audiófilia.  Touché! É exactamente isso que também tenho igualmente procurado. Por tentativa e erro, com avanços e atrasos como diz Holbein, e sempre, sempre sem mentir, ainda que as verdades de hoje possam amanhã ser apenas fumo. E vou usando este espaço para, a cada nova descoberta, ir também colocando a “boca no trombone”, a cada vez acreditando que estou mais perto. E sinceramente acho que estou mesmo. Ao ponto de me permitir a ousadia de afirmar que, mesmo não percebendo nada de electrónica, já vou entendendo um pouco de audio. Mas  atendendo á complexidade das inúmeras variáveis envolvidas, não tenho duvidas que este terreno é feito de areias movediças onde as mais leves certezas se afundam muito mais rapidamente do que a pesada ignorância que sobre este tema se abate constantemente.

cont.

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64 Re: APRESENTAÇÃO E...DESPEDIDA ? (SPOCK) em Sab Mar 21, 2015 6:08 am

Mas vamos então ao que interessa e o que me interessa de facto enfatizar é esta referencia de Holbein Meneses ao “factor determinante”  Exclamation  para uma reprodução de excelência. Eu já tinha dito algo de semelhante anteriormente, na conversa sobre fusíveis, quando falei  da busca do ADN do som. Mas poderá existir realmente algum factor (ou factores?) de capital importância para a qualidade da reprodução sonora? Eu, desde o 1º momento da percepção de diferenças sensíveis no som pela simples troca de um qualquer cabo de interligação, que intui ser o transporte do sinal tanto ou mais importante que o seu processamento (descodificação e amplificação) no interior dos equipamentos. E como quem me lê sabe, na ignorância do saber para conceber ou modificar equipamentos e na impossibilidade de poder chegar aos de maior fama em matéria da qualidade do processamento do sinal, tenho dedicado toda a minha atenção e cuidado ao seu transporte, área onde me tenho atrevido a intervir. E tenho conseguido bons progressos. O que significa obviamente que, depois de tanta experiencia, tenho a minha opinião formada sobre os tais factores decisivos para a excelência da qualidade reprodução doméstica de musica. Estou convencido que o meu sistema toca para alem do valor individual dos seus componentes activos, os quais situaria na gama média baixa(*) com excepção talvez das colunas que foi uma pequena loucura cometida já lá vão 2 anos, fruto de uma oportunidade imperdível. Isso resulta das tais intervenções que, por tentativa e erro, tenho implementado ao nível da preservação da integridade do sinal até à sua chegada às colunas. O que não significa que a electrónica não tenha qualidade. Aliás, há naturalmente um patamar mínimo de qualidade dos componentes que é indispensável. Como reconhecer essa qualidade mínima? Pois, comigo ainda é de ouvido. Sempre foi. A comparação com outras propostas é fundamental, assim como saber o que se procura. Esta ultima questão, sendo também muito subjectiva, é na realidade fundamental. Eu, a partir do momento em que passei a escutar um equipamento tentando captar a sua característica sonora e o seu desvio em relação à desejável neutralidade, passei a fazer escolhas mais acertadas sob o ponto de vista do objectivo que persigo. Por exemplo, antes de comprar o CD1, passaram cá por casa outros bons leitores de Cd´s. Apresentavam todos um nível de resolução e detalhe interessantes, mas em todos eles eu notei a existência de um certo véu que interferia com a clareza de apresentação que eu procurava. E apesar da frieza inicialmente sentida com o CD1 (e progressivamente corrigida), de longe preferi a limpeza e frontalidade da sua apresentação, à sonoridade mais pastosa dos outros. Voltando ao tema, quais são então os factores que considero fundamentais para a franca melhoria da reprodução? Bom, esses factores já foram identificados por muitos pelo que não tenho nenhuma descoberta fantástica para vos relatar. Mas vale a pena relembrá-los e são eles:

- (micro)vibrações
- interferências EMI/RFI
- electricidade?

Começando pela última e explicando o ponto de interrogação. Não falta quem considere a questão da electricidade a mais importante de todas. E quantas soluções não existem no mercado, supostamente para melhorar a qualidade da seiva do sistema. Voltando a citar Holbein Meneses, ou não estivesse a construir o meu texto à volta da sua citação acima transcrita, ele próprio chegou a ter o sistema alimentado a baterias, acreditando ser essa a forma mais pura de a gerar. Outro grande audiófilo brasileiro, Jorge knirsch, atribui-lhe 30 % de importância na prestação de um sistema. Um famoso audiófilo grego (o vídeo ainda anda por aí disponível na net) considera a electricidade 50% do som. Então e que importância lhe dou eu? Enormíssima no que respeita à sua influência no som, mas com uma diferença de abordagem que quero precisar. Fruto de experiências recentes com cabos de alimentação, tendo agora a concluir que a electricidade é fundamentalmente influenciada pela combinação dos dois primeiros factores -vibrações e interferências-, e são essencialmente estes agentes poluentes que a fazem diferente. Ou seja, de acordo com esta convicção, não faria sequer muito sentido colocar a electricidade como um dos 3 elementos chave para um som de qualidade porque não parece ser a corrente eléctrica per se a produzir diferenças. Mas por outro lado, existe outro factor influente e que é inerente ao próprio metal condutor. Também ao nível da alimentação electrica a distinta sonoridade do cobre versus a prata se faz sentir. Mas para além do tipo de metal influenciar de facto, muitos são os testemunhos de audiófilos vários (onde também me incluo) de que a diminuição da resistência pelo aumento da secção é igualmente determinante. A passagem dos cabos de rede de 2.5 mm para 4 mm foi um óbvio up grade. Essencialmente direi que uma electricidade “poluída” com vibrações espúrias e interferências EMI/RFI pode comprometer em absoluto o desempenho do mais caro dos sistemas. Daí que, e em resumo, num processo de simplificação de análise, não me repugne que possamos falar da corrente eléctrica como um factor independente capaz de influenciar o som de um sistema.

(*) Confesso a minha dificuldade em estabelecer a diferença de patamares entre sistemas. Lembro-me que lá pelos idos anos oitenta, durante a minha juventude, sonhei durante muito tempo com uma aparelhagem que mais tarde acabei por conseguir e que me custou então cento e tal contos. Ora isto hoje correspondia a menos de 1.000 €. Consegue-se um bom sistema por menos de 1.000 €? Admito que sim. Mas estamos claramente a falar de um sistema de entrada. Então um sistema em que cada componente tenha um custo à volta dos mesmos 1.000 €, pode ser classificado como gama média? E onde começa a gama alta? Considerando os muitos milhares de euros que um sistema dito high end pode custar, onde podemos estabelecer os patamares/gamas? Ah, claro, a diferenciação devia estabelecer-se pela qualidade e não pelo preço, mas aí nem saberia por onde começar.

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65 Re: APRESENTAÇÃO E...DESPEDIDA ? (SPOCK) em Dom Maio 03, 2015 3:22 pm

Bom, como está na altura de começar a despedir-me, termino como comecei em termos de convicções, ou seja, acreditando piamente que o maior segredo do áudio esta na transmissão e preservação do sinal (dentro  I love you  e fora dos equipamentos). A diferença em relação ao início é que hoje esta convicção é muito mais forte porque se tornou muito mais clara e muito mais…eh… racional. Ou seja, fruto das experiencias realizadas e teorizando à volta dos resultados obtidos, estabeleci um conjunto de premissas que invariavelmente conduzem a melhores resultados quando aplicadas na pratica. Ou seja, não tendo propriamente encontrado a ciência por detrás dos factos, encontrei e identifiquei os factos que de forma categórica influenciam a preservação e transmissão do sinal áudio e a qualidade final daí resultante. Não se enganem: se ouvirem um sistema com um bom desempenho sem grandes ou mesmo sem nenhuns cuidados ao nível da alimentação e transmissão do sinal, acreditem que com esses cuidados a qualidade final seria muito, mas mesmo muito superior. Um exemplo fácil de fazer perceber a importância da transmissão do sinal: lembram-se daquela brincadeira que todos fizemos em miúdos e que consistia em unir 2 copos com um fio de vários metros, permitindo a alguém falar de um lado e outra pessoa ouvir do outro? E qual é a premissa fundamental para funcionar? O fio tem de estar (bem) esticado. Pois é, para a frequência passar é preciso que estejam criadas as condições para isso.

Se algum proveito estas muitas linhas que este tópico leva escritas desde 2010 podem ter, que seja o de despertar quem as lê e não acredita(va). Porque até já mesmo alguns engenheiros (finalmente  Exclamation ) parecem estar a despertar para a verdade emergente do imenso ruído à volta dos cabos e outros acessórios. Como se pode constatar aliás num dos mais interessantes e credíveis projectos de critica áudio (na minha opinião) que se podem encontrar por essa net fora http://www.highfidelity.pl/@main&lang=en . Nesta ultima edição, no teste dos amplificadores Naim Statement  http://www.highfidelity.pl/@main-548&lang=en , pode ler-se que a marca, não só lançou uma linha de cabos, como o fez atendendo a enormes cuidados ao nível do controlo das vibrações, evidência de que a abordagem à questão da transmissão do sinal está a ser vista com outros olhos pelos seus projectistas. Ali pode ler-se:

Although Naim is an “engineering” company, and those usually don't “believe” in cables, something must have changed in their approach….Large, although rather light (aluminum) plugs are designed as a decoupling device to prevent vibrations from one product being transmitted to another. It also stops airborne vibrations picked up by the cable being transmitted to the product it is connected to.“
 
Aliás esta questão de uma diferente e (quase) revolucionária abordagem ao áudio, começa a ser identificada por muitas pessoas como um factor determinante na afirmação e sucesso de novas marcas, como podemos ler aqui http://www.hifilive.es/2015/04/24/avm-ovation-sa-8-2-ovation-pa-8/  

Tengo algunos amigos que opinan que las grandes marcas, las que han perdurado en esta larga trayectoria de la Alta Fidelidad, son las que ofrecen los mejores productos y los más fiables, pues cuentan con excelentes equipos de ingenieros y con una larga trayectoria investigadora. Parte de razón llevan, pero yo no creo que sea del todo cierto. Pienso que a veces es mejor una idea revolucionaria, capaz de cambiar muchos de los planteamientos anteriores, de abrir un nuevo camino que se traduzca en una mejora palpable, antes que en un esquema ya usado y repensado

Bem sei que o sentido dado no texto é mais amplo, e no entanto, para mim, operar uma verdadeira revolução no audio não passa por nenhuma grande descoberta ao nível da descodificação e processamento do sinal, antes passa por  finalmente dar a devida atenção à sua preservação e integridade ao longo de todo o seu percurso. Ah, mas isso já foi feito dirão alguns de vós.  cyclops  Afinal quantas marcas de cabos existem? Pois, mas não é essa a questão. Para além de que a proliferação de fabricantes não é por si só garantía de qualidade, a questão passa por ter uma visão integrada de todos os factores que podem impedir um bom desempenho.  Por exemplo, o melhor cabo pode ficar irremediavelmente comprometido com umas fichas de menor qualidade. Ou a (tremenda) influencia dos cabos de alimentação pode ser quase imperceptível a menos que o sinal chegue integro às colunas, sendo para tal necessárias ligações de excelência entre equipamentos, e entre equipamentos e colunas. Então é claramente necessário conjugar todos estes factores. O sistema tem de ser visto como um todo. Como podem ler aquí http://www.monoandstereo.com/2014/02/lessloss-dfpc-reference-power-cable.html , as prioridades já estão a mudar para muita gente. Publicidade à marca em causa à parte, sugiro a leitura integral do texto cuja atenção nos capta pelo elevado grau de sinceridade que é percebido. Mas apesar da sugestão para a leitura integral não resisto a transcrever estas passagens: “My listening priorities changed somewhat over the past several years, but especially in the past two. In the past few years, I've become much more critical with regards to audio products which go over and beyond extreme pricing to reach unfathomable, even ridiculous sums. There are simply too many fake, half-finished and overpriced products available today. Many do little or nothing when it comes to actual audio performance. And if this zoo were not bad enough, stepping into it further into the very beehive of high-end audio cables, things can become even more ridiculous.
I have already exhausted the importance and obvious influence of power cords. There is no point in returning to the basic question of: Do the last 2 meters really matter? With such a demanding task one needs the proper tools. The tools of the trade to start with are definitely the power cables. I am definitely not the first to say this. Without getting proper electricity which is capable of serving the A/C power without loosing dynamic potency or altering it in any deficient way, you can simply forget high-end performance of audio reproduction. As I've often wrote, a well designed power cable can make more difference than any other cable in a high-end audio system.  I've often described how power cables make the most noticeable difference in high-end audio systems. While interconnects, speaker and digital cables offer a certain shift of performance, power cables give the most obvious impact. This is easy to prove and hear.
” Isolando o texto da marca em causa (que não conheço), concordo a 100%. E concordo e reforço sobretudo a afirmação de que sem uma alimentação capaz, não se consegue uma performance de verdadeiro high end. Nesta questão da electricidade já deixei o meu ponto de vista de que ela está sobretudo relacionada e é influenciada por vibrações e interferências mas, seja como for, os cuidados a ter com a seiva do sistema são absolutamente fundamentais. Não é demais insistir neste ponto de vista já que tantas são as vozes que, por pura ignorância, por essa net fora, todos os dias tentam abafar opiniões similares, gritando mais alto de modo a massificar uma espécie de fé niilista que a lado nenhum conduz. Mas lá fora como cá dentro, parece-me, já se nota no entanto um certo e progressivo esvaziamento destas opiniões que mais não são do que um mero exercício de escrita onde os seus autores se comprazem a auto justificar o que não têm, o que não ouvem, o que não percebem. São assim o expressar de uma não experiencia, sendo por consequência, para mim, não opiniões. Os anonymous áudio cépticos deste mundo, movidos por uma voracidade autofágica, acaba(ra)m por provocar o desmoronamento dos espaços onde tanto gosta(vam) de fazer alarde da sua ignorância. Ainda que eu considere que tenham desempenhado um papel importante por esse mundo fora, provavelmente tendo feito reflectir e inflectir muitas marcas cujo percurso assenta(va) mais em elaboradas manobras de marketing do que na qualidade dos produtos que concebiam. E pois no silêncio dos blogs, muito mais que na confusão dos fóruns que o verdadeiro conhecimento sobre áudio se transmite.  E agora poderão alguns de vós perguntar-se “Ah e tal, está tudo certo em relação ao anonimo que comprou umas colunas novas e veio para a net escrever de cátedra como se já soubesse tudo sobre áudio, mas que dizer dos engenheiros e projectistas que também desdenham de cabos e acessórios e se riem de questões como vibrações e interferências?”  Pois, em relação a estes também termino como comecei: nada me surpreende mais do que esses projectistas nunca terem deparado com tais fenómenos ao longo dos anos que dedicam ao áudio. Provavelmente fazem parte daquela linha que agora se vê surpreendida com o  retrocesso dos seus produtos por contrapartida da afirmação de inúmeras novas marcas, desafiadoras do status quo do áudio. Não tenho a mais pequena dúvida que, mesmo no meio profissional, tem andado muita gente enganada ou pelo menos movida por verdades/visões incompletas e semi deturpadas em matéria de desempenho superlativo.

Não, ainda não terminou… jocolor

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66 Re: APRESENTAÇÃO E...DESPEDIDA ? (SPOCK) em Qui Jul 09, 2015 5:32 am

Então e que experiencias foram essas que fiz com cabos de alimentação? Bom, é talvez chegada a altura de vos revelar que, até agora, os meus cabos de coluna e alimentação eram feitos do mesmo condutor, a saber, o modesto Nordost Cinemaflex bi-wire. Sim, falamos de um cabo de apenas 15 euros o metro que destronou outros bem mais caros. Já vos disse que esta busca não tem propriamente a ver com preço? Falando então dos Nordost, acrescento que na ligação às colunas ainda se mantêm, embora com uma construção caseira que passou pela separação e isolamento individual de cada um dos 4 condutores. Por sugestão de um amigo, desde há muito que também os cabos de alimentação eram feitos com este mesmo condutor, tendo constituído um inequívoco up grade em relação aos “standard”, atrevendo-se a ombrear com propostas bem mais caras que cá por casa foram passando. Respondendo a cada nova experiencia em matéria de tipologia de construção, permitiram-me perceber quão estranha e labiríntica pode ser esta questão da alimentação eléctrica. Há coisa de meio ano talvez, convencido que tinha algo de interessante entre mãos, resolvi um dia levá-lo até casa de um outro amigo audiófilo que usava, para além de Van Del Hul e Furutech, um cabo diy com base num cabo de coluna da Kimber. E foi precisamente este último que experimentámos substituir e, para minha surpresa, o sistema arriou. Claro que eu tinha de experimentar aquele cabo no meu sistema. E quando o fiz de imediato percebi que o Nordost Cinemaflex acabara de ser destronado. Apesar do tom um pouco sobre o escuro trazido pelo Kimber, a melhoria em toda a linha era evidente. E não seria eu capaz de melhorar ainda aquele desempenho aplicando a este condutor o que já tinha aprendido nas experiências com o Nordost? Pois estas minhas últimas experiencias que falta relatar, passaram precisamente pela teimosia de procurar a melhor tipologia de construção, capaz de diminuir vibrações, interferências e cross talk. Eh voilá! Lembram-se do meu entusiasmo algures lá atrás quando adquiri os fusíveis Audio Magic? Nessa altura o efeito foi tão notório que eu disse que a análise compartimentada por agudos médios e graves deixara de fazer sentido. A harmonia resultante, o equilíbrio foi de tal forma que apontar melhorias ao nível das frequências seria sobrevalorizar a parte em relação ao todo. Claro que é isso que fazemos a maior parte do tempo. Fazemo-lo até nos depararmos com esta coerência, esta linearidade, esta integração desarmante dos sons. E eis que o mesmo sucedeu com este cabo.
Durante estas experiências procurei também responder de forma definitiva à questão do uso ou não de blindagem, já que desde há algum tempo que andava “cismarento”, como diz Holbein, francamente dividido entre o seu uso ou não. Blindagem que, recordo, Jorge Knirsch não recomenda em absoluto em cabos de alimentação, admitindo porém o seu uso em cabos de coluna e considerando-a obrigatória em cabos de interligação. Ora que a blindagem em si podia/pode ser nefasta, já eu tinha percebido há muito. Mas para evitar alguns desses efeitos perniciosos, aprendi a aplica-la afastada dos condutores. No entanto o tempo encarregou-se de me mostrar tratar-se de uma solução incompleta. E trabalhosa, já que aplicar a blindagem a alguma distância requer algum engenho para não aumentar desmesuradamente o diâmetro do cabo e perder em estética e flexibilidade do mesmo, tornando aliás bem mais difícil a sua adaptação a maior parte das fichas Schuko e IEC. E qual a distância adequada para escapar ao efeito que me parece ser resultado do reflexo e reintrodução no sinal das perturbações provocadas pelo campo electromagnético gerado? Pois se eu estivesse a fazer cabos no intuito de os comercializar tinha de me preocupar à exaustão com esta e outras questões. Mas nesta fase, já um pouco mais liberto de preocupações estéticas que travam o passo, resolvi fazer uma experiencia simples para tirar as teimas: agarrei num rolo de fita adesiva de alumínio e, colando um pouco na ficha macho, enrolei depois em espiral até à ficha fêmea, mantendo mais ou menos o diâmetro do corpo das fichas como diâmetro do enrolamento. Ou seja, bem longe do condutor obviamente. E esta simples experiência bastou para trazer de volta um muito maior contraste entre os diversos tons, melhorando a definição tímbrica e a percepção da ambiência da captação, evidência de que também o acerto de fase era agora superior. Portanto a aplicação despreocupada de alguma blindagem era/foi suficiente para colocar uma pedra sobre este assunto: a blindagem era/é obrigatória para conseguir um som tridimensional onde as nuances fazem a diferença entre uma audição interessante e o puro gozo. Mas, como já disse antes, para escapar aos efeitos nocivos da sua aplicação não basta o afastamento em relação ao(s) condutor(es). Para uma correcta aplicação, a diferença está… na ligação à terra! E mais não digo. Experimentem!

Então e quais serão os passos seguintes que irei dar, uma vez que continua a não estar prevista nenhuma troca de componentes activos? Já não virei aqui relatar o efeito, mas tenho grande fé na construção de uma régua, absolutamente simples, na qual vou colocar os mesmos cuidados inabaláveis em matéria de isolamento contra interferências e vibrações. Provavelmente vai ser feita em granito. Com tomadas relativamente vulgares, embora a curiosidade seja grande em experimentar um qualquer modelo de marca audiófila, pese embora não haja muitas opções e as que existem não sejam nada baratas. Com tão bons resultados com o novo condutor ao nível da alimentação, poderei vir a equacionar também o up grade aos cabos de coluna. O investimento é relativamente comportável já que falamos de preço por metro não muito diferente dos Nordost. Outro meio passo que irei dar, porque o outro meio já está dado, passa pelo desacoplamento dos transformadores no interior dos chassis dos equipamentos. Já feito no leitor de Cd´s. A seguir seguir-se-á o amplificador. No leitor, não sendo uma diferença transcendente, notou-se! Mas acredito que no grande transformador do amplificador a diferença se vá notar muito mais. Também já não virei aqui testemunhar o resultado. Deixo-vos apenas a dica. Mais uma vez experimentem vocês próprios. Olhem para o v/ sistema e pensem onde pode estar uma fonte de vibrações e interferências e imaginem a forma de melhorar. Avancem para o lado prático. Concretizem. O custo em termos monetários será porventura sempre marginal em face do que poderia custar-vos um up grade de um ou de vários componentes activos.
Finalizo então, agora sim, meio a brincar meio a sério, com um conjunto de perguntas as quais dou a minha resposta, ou melhor ainda, a minha resposta no momento actual. Manter-se-ão amanhã as verdades de hoje? Algumas certamente que sim.
Fiquem bem e desfrutem de boa música com um excelente som porque tem de facto outro sabor!

Cabos influenciam?
Num sistema wireless não.

Cobre ou prata?
E porque não ouro? Aprecio a rapidez da prata mas tenho preferido cobre porque noto um maior rigor timbrico.

Blindados ou não?
Sempre com blindagem, mas nunca a tocar ou muito próximo dos condutores.

Em todos os cabos?
Em todos. Principalmente nos de alimentação.

O último metro conta?
Não é o último, é o primeiro. É por isso que conta. E basta menos do que isso!

Elevar os cabos do chão é uma maluquice?
O chão vibra? E vibrações influenciam? Então a resposta é… óbvia.

As fichas e terminais influenciam?
Porque não haveriam de influenciar se o sinal também passa por eles?

Não é melhor usar cabo nu?
Onde for possível, sim.

E a questão da oxidação?
Ainda não tive os mesmos cabos o tempo suficiente para os notar oxidados!

Bi cablagem também resulta?
Resulta. E não é só para os fabricantes que desta forma vendem mais.

E bi amplificação?
Lá chegarei um dia!

Bases debaixo das colunas, resultam?
São obrigatórias. Por alguma coisa a maior parte das colunas já traz agora umas bases desacopladoras integradas na sua concepção.

E de que material?
Um misto de granulado de borracha e uma pedra de granito fazem maravilhas.

E debaixo dos equipamentos?
Idem

E por cima?
Nada. Quando muito um pequeno peso ao meio do equipamento para evitar a vibração da tampa.

Fusiveis fazem diferença?
O sinal não passa também por eles?

E essa coisa do spray anti estático para limpeza de CD´s resulta?
Indispensável.

Transístores ou válvulas?
Entre Constellation Audio e VTL venham as colunas e escolham.

CD ou Vinil?
Não tenho gira-discos.

CD ou ficheiros?
Eu continuo a porfiar em obter alta resolução nos CD´s. Mas acredito que a desmaterialização faz parte do processo evolutivo da espécie (linguagem binaria).

Qual o componente mais importante?
Umas boas colunas com uma boa amplificação, fazem brilhar uma fonte mediana. Já uma fonte de topo nunca fará milagres se as colunas forem incompetentes.  

É possível um sistema tocar bem qualquer tipo de música?
Deve. Qualquer sistema que não o faça não está verdadeiramente afinado.

O que é mais importante: o sistema ou a sala?
O sistema. Culpar a sala soa-me a… desistência.

De todos os tweaks estranhos, qual o que não resultou?
Pintar o bordo dos CD´s. E já experimentei com todas as cores. Compromete a dinâmica.

Que tipo de música se deve usar para afinar o sistema?
Musica com predominância de piano, contrabaixo e guitarras basta. Esqueçam as vozes. Afinem pelos instrumentos e depois oiçam vozes apenas para confirmarem a dicção e inteligibilidade.


Em resumo: não se deixem enganar. Coloquem tudo em causa. Claro está a começar pelo que aqui leram. E mesmo que 99 vozes digam diferente de uma só, em áudio existe a possibilidade de ser a maioria a estar enganada.  
Experimentem.
Até sempre!
cheers

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