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AUDIOSHOW 2014

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1 AUDIOSHOW 2014 em Dom Nov 09, 2014 3:40 pm

Este ano fui ao Audioshow!  Cool

Estive indeciso quase até à última porque, para além do cansaço de fazer inúmeros quilómetros num só dia, é preciso fazer contas. Sobretudo ao combustível e às portagens. Mas confesso que as vedetas anunciadas foram decisivas para me decidir a ir, na medida em que provavelmente terá sido uma oportunidade única. No balanço acho que valeu a pena. É sempre reconfortante confirmar que estamos no caminho certo da mesma forma que é sempre útil perceber onde estamos e o que falta ainda percorrer. Daí que a minha perspectiva era mesmo ouvir com muita atenção tudo o que me soasse melhor do que tenho em casa, tentando captar os pontos fortes de cada sistema.

Deixo aqui as minhas impressões, de ordem perfeitamente arbitraria com excepção dos dois ou três sistemas que vou deixar propositadamente para o fim.

Até já!

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2 Re: AUDIOSHOW 2014 em Seg Nov 10, 2014 12:01 pm

Vamos lá então começar.

E já que tem de ser por algum lado que seja pelo hotel. Há de certeza razões muito fortes que o coração desconhece e que levam a insistir neste péssimo local. Desde logo o incómodo de andar a “saltar” do hotel para as “cavalariças” e das “cavalariças” para o hotel.  Para não falar das salas em si, dos corredores… Enfim, apesar de tudo é melhor do que não ter audioshow. Embora muitos audiófilos possam de facto não o merecer como já li algures.  cherry
As fotos são péssimas mas, com a ajuda dos amigos, espero posteriormente actualizar com fotos mais decentes.


Exaudio


Não fora eu saber como tocam bem umas ATC SM40 (modelo anterior) e não seria com esta apresentação que ficaria comprador. O som não sendo mau, nada tinha de cativante. O grave poderoso que se espera de uma caixa selada estava praticamente ausente, e aquela limpeza cristalina que procuro no agudo também não andava por ali. Claro que quando os extremos de frequência não estão bem a gama média ressente-se e o som torna-se desinteressante e… passamos à próxima sala.

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3 Re: AUDIOSHOW 2014 em Seg Nov 10, 2014 12:09 pm

B&W + Rotel(não fixei o representante)


Não desgostei. Parece de facto confirmar-se que a B&W acertou finalmente com os crossovers, ao ponto de transformar pastores alemães em cisnes (lembram-se da analogia?). Cisnes ainda é um exagero claro, pelo menos nestes modelos intermédios, mas penso que foi a primeira vez que a gama média não soou “amarela” como o altifalante de Kevlar e a voz humana surgiu inodora em matéria de cheiro “electrónico”. Vá lá!

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4 Re: AUDIOSHOW 2014 em Seg Nov 10, 2014 12:14 pm

Monitor Audio + Primare

Do pouco tempo que ouvi fiquei claramente com a sensação que o sistema, não fazendo nada errado, não fazia igualmente nada merecedor de nota. Flat e sem “chama”.

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5 Re: AUDIOSHOW 2014 em Seg Nov 10, 2014 12:23 pm

Supportview

Vamos lá a ver. Eu não duvido que a alta resolução possa ser o futuro. Acredito que, com o tempo, até eu e mais alguns velhos do restelo que teimamos em adquirir a música no seu suporte físico, inelutavelmente nos iremos render à desmaterialização. E nessa altura, atendendo ao progresso previsível, iremos provavelmente ficar absolutamente surpreendidos e boquiabertos com a performance alcançada, e até daremos por nós a pensar no que andamos a perder e porque resistimos tanto tempo. Isso sucederá porque entretanto a linguagem digital vai continuar a ser aperfeiçoada e tempos virão em que nos trará a música até nós de uma forma que até agora nem sonhamos ser possível.
Ah? Isso já acontece hoje? Onde? Ainda que assim possa ser, na duvida, não se deve cometer o erro de matar uma apresentação com algo que ainda não está suficientemente maduro e/ou onde há ainda uma grande separação entre trigo e joio por fazer.
Dito isto, deixei-me estar nesta sala durante 4 músicas para firmar e confirmar a sensação clara de estar perante um sistema de um potencial enorme morto à nascença por um computador que já quer mas ainda não consegue dar-nos música. Faltava micro dinâmica e faltavam harmónicas, no fundo o que faz a alma da música. Mas o equilíbrio, a integração, o palco faziam perceber que havia ali um enormíssimo potencial. (Seria dos Ortofon? Cool Laughing tongue )

Palavra que gostava imenso de ter ouvido este sistema com uma fonte de sinal a sério.


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6 Re: AUDIOSHOW 2014 em Seg Nov 10, 2014 12:28 pm

Esotérico (Focal e Naim)

Cada vez que oiço umas Focal da gama Utopia, fico com a sensação que aquela coluna, quase diria mesmo independentemente do modelo, tem potencial para simplesmente arrasar com a concorrência. Mas porque quase nunca o faz? Pois...

Agora é quase obrigatório serem ouvidas com Naim. Naim que tem indiscutivelmente qualidade mas que não sei se chega. Também sei que em alta competição os pormenores podem fazer a diferença para um lugar no pódio. E quem me lê já sabe o que penso dos pormenores. O som era um pouco flat, sem chama nem rasgos que nos cativassem para a música. A qualidade dos fantásticos tweeters das Focal disfarçava alguma falta de harmónicas que contribua para uma certa secura do som.

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7 Re: AUDIOSHOW 2014 em Seg Nov 10, 2014 12:31 pm

Delaudio

As Raidho são lindíssimas, mas o som torna-se difícil de caracterizar de estranho que era. Detalhado mas nem por isso rico em harmónicas. Frio mas sem nunca ser agressivo. Com o ritmo e o tempo certos mas sem convidar a bater o pé ou emocionar. Nem mesmo com a GRANDE muleta dos subwoofers. Grande demais até pois faziam claramente sentir-se, não sendo a integração a melhor. Mas se mesmo assim o calor não abundava na sala, o que seria do som sem eles? Sons que não eram esculpidos a cinzel, antes a laser. Rigor científico e perfeição digital foi o que me ocorreu a ouvir este sistema. Mas conseguia viver com ele? É este som que procuro? Não. Mas fiquei com a sensação da qualidade inquestionável dos componentes pelo que talvez a associação não seja simplesmente a melhor. Com feitios tão semelhantes, talvez Esoteric e Raidho possam ir namorando mas quanto a casar tenho sérias duvidas… No

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8 Re: AUDIOSHOW 2014 em Seg Nov 10, 2014 12:34 pm

Linn

Algures no tópico sobre o meu sistema deixei uma grande crítica à Linn, tendo dito que nos últimos tempos (anos!) não ouvi nada de jeito da marca. Este ano bateu no fundo. Quando entrei na sala eram as monitoras que davam musica. Musica? Num show que se diz e se quer de alta fidelidade, não creio que esta designação seja minimamente adequada ao resultado constatado. Quem quiser melhor facilmente encontra em qualquer Fnac ou híper mercado, em sistemas de entrada não muito dispendiosos.

E meu voto para pior som do show vai para… a Linn claro!

(Bem feito, o CEO da Linn não acredita em cabos e o resultado está à vista, ou melhor… ouve-se!! Twisted Evil Twisted Evil )

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9 Re: AUDIOSHOW 2014 em Seg Nov 10, 2014 3:50 pm

Ajasom (Mackintosh)

Não fora a Linn ter-se esmerado e a Ajasom com toda aquela artilharia de Mackintosh tinha ganho o prémio de pior som do show. Aliás, se considerarmos os valores envolvidos, talvez o trofeu fique melhor entregue. affraid Com um grave ribombante e nada definido, com o sub notoriamente a contribuir para a poluição, a coisa ouvida de pé era quase intragável. Não havendo lugar no sofá, ainda experimentei abaixar-me e ver se a coisa melhorava. De facto o grave não era tão proeminente mas em contrapartida a fraca gama média/alta que se ouvia de pé piorava. Ou seria ao contrário? Já nem sei. De qualquer forma não creio que a pobreza da gama média/ alta fosse exactamente uma consequência do grave a mais. Penso, isso sim, que a integração de todas aquelas unidades era péssima, gerando um som confuso e estranho, pobre em termos dinâmicos, com um palco estranhíssimo…
Eu, que neste momento, para além de um som neutro, ando à procuro da escala na reprodução, julgo ter concluído que só mesmo umas colunas grandes conseguem fazê-lo. Mas não serão de certeza estas! A dada altura, a pedido de alguém, ouviu-se uma gravação muito má de um grupo português. Na passagem para um CD audiofilo, no primeiro impacto até parecia que o sistema tocava bem. Nada que mais 30 segundos de audição não desmentissem. Em conclusão final, acho que a Mackintosh deve deixar a construção de colunas para quem sabe. drunken

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10 Re: AUDIOSHOW 2014 em Ter Nov 11, 2014 1:41 pm

As salas Imacústica

Na sala de demonstração da Nordost nem entrei. Muita gente, muito tempo de espera. E eu não preciso de assistir a demonstrações da influência no som e das diferenças entre cabos, simplesmente porque sei da sua existência. E também não tenho quaisquer dúvidas da qualidade da marca Nordost. Não tenho mesmo, note-se.

Quanto a demonstração que envolvia Audio Research e Sonus Faber. Não tenho opinião muito concreta sobre o som porque, dada a enorme afluência de pessoas, acabei por ficar a um canto. Ainda assim, ficou-me a sensação, a mim que já fui possuidor de SF, que a assinatura sónica um pouco sombria, característica da marca, estava mais uma vez presente no modelo apresentado (Lillium). Parece-me mesmo que esta se acentua nos modelos de topo, fruto talvez dos maiores, ou simplesmente em maior numero, altifalantes utilizados para a reprodução das baixas frequências, retirando assim muita da neutralidade/naturalidade que agora procuro na reprodução caseira de música. Já não procuro um som agradável ou bonito, procuro um som neutro, na certeza de que quando chegar a essa neutralidade, encontrar-me-ei quase de certeza com o mais bonito de todos os sons.  bounce Porém, e já o disse em tempos quando ainda tinha as minhas Grand Piano, esta tonalidade escura das SF não me parece ser verdadeiramente uma fatalidade. Entre outros aspectos a considerar, sinto que com válvulas a coisa piora e de que maneira. Mas há quem pense que SF é mesmo para acoplar com válvulas. Cruzes, canhoto!  No E não fosse a agilidade e transparência que certamente os Odin emprestavam ao resultado final, e o resultado podia ser muito pior.

Quanto aos Audio Research, que naturalmente davam uma mãozinha ao colorido som do sistema, a minha crítica maior vai para o design da nova série. Como os meus olhos procuram sempre o traço da novidade, o ainda não visto, o futuro materializado hoje, tenho muita dificuldade em compreender aquilo que, PARA MIM, é um revivalismo bacoco. Se eu fosse cliente Audio Research, este desenho era suficiente para me fazer mudar de marca.

Ainda quanto a esta demonstração importa referir que a mesma começou com vinil, passou para CD e terminou com fita, tendo de facto esta última apresentação denotado um som superior aos outros dois formatos. Mas que naquele sistema e naquela posição de escuta, nada me disse. Há aliás um erro que alguns demonstradores estão a cometer e que é apresentarem gravações de CD dos anos 50 e 60. Apesar de eu reconhecer que algumas delas, que também possuo, têm algumas características interessantes do ponto de vista da ambiência e de uma certa naturalidade de captação, a verdade é que ficam algo distantes do que de melhor se consegue hoje em dia em termos de rigor tímbrico, separação instrumental, micro e macro dinâmica, características a ter fortemente em conta numa apresentação de breves minutos. É um erro crasso e que pode inclusivé mascarar as diferenças entre formatos. Posso estar errado, mas eu até acho que alguma alergia que muitos ganharam ao CD passa pelas más edições dos primeiros tempos desta tecnologia. Fazer demonstrações com este tipo de gravações é, a meu ver, um erro crasso.

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Última edição por Spock em Ter Nov 11, 2014 3:54 pm, editado 1 vez(es)

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11 Re: AUDIOSHOW 2014 em Ter Nov 11, 2014 1:46 pm

Na outra sala da Imacústica pontificavam as Wilson Audio com Dan D´Agostino. Eu há dois anos fiquei verdadeiramente impressionado com as Alexia. Noutra sala é certo. Que têm sido um caso de sucesso. Tal como os outros modelos recentes da marca. Já ouvi as imponentes e poderosas Alexandria XLF e, tirando o preço, criticar o quê? E embora a amplificação não fosse muito do meu gosto e tivesse certamente contribuído para um desempenho não totalmente conseguido, já ouvi e já senti todo o potencial de umas simples Sophia 3. As Sasha 2 parecem estar destinadas a trilhar o mesmo sucesso de toda esta nova serie da Wilson. Basta ver esta crítica na Stereophile a um sistema com Sasha 2. Uma classe à parte.

http://www.stereophile.com/content/rmaf-2014-another-class-entirely

Acredito sinceramente que o sejam. Tal como a B&W, parece-me que o acerto conseguido pela Wilson, provavelmente ao nível dos crossovers, faz com que a qualidade das suas colunas seja agora quase irrepreensível. Mas este sistema não brilhou. Ah e tal, a sala, a sala. drunken Mas se a memória não me atraiçoa, foi na mesma sala que há dois anos ouvi umas Magico com Constellation Audio, tendo esse sido PARA MIM, o melhor som do show. Mas desta vez, com este sistema, foi bem diferente. A separação instrumental não era boa, pelo que quando o demonstrador arriscou uma grande massa coral, rapidamente teve de interromper para não prolongar demasiado a agonia, convidando os presentes a deslocarem-se a loja para poderem ouvir em melhores condições. Com jazz a coisa melhorava mas não de modo a deixar ninguém de boca aberta. Summertime é um tema que não deixa ninguém indiferente, mas não ali, naquele dia, com aquele sistema. Foi aliás ao ouvir este tema que dei por mim a não gostar muito do timbre do piano e achar que faltava alguma riqueza harmónica ao conjunto, o que contribuía para um som que não era de modo nenhum arrebatador.

Enfim, a Imacústica brindou-nos inúmeras vezes com alguns dos melhores sons dos shows, mas este ano, NA MINHA OPINIAO, não correu bem.

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12 Re: AUDIOSHOW 2014 em Ter Nov 11, 2014 1:58 pm

A Pauca Sed Bona

O João Gouveia disse-me que a ideia inicial era fazer apenas exposição estática, tendo posteriormente decidido ligar as colunas sem grandes preocupações em termos da qualidade final, sendo apenas para chamar um pouco mais a atenção. Objectivo conseguido. Aliás, considerando as condições, conseguiu ainda arrancar vários elogios ao desempenho. A que não será alheia a qualidade dos produtos Pure Sound que os torna verdadeiros campeões na relação qualidade preço. Da Pure Sound falo com conhecimento de causa. Da Avid, quem sou para me pronunciar?

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13 Re: AUDIOSHOW 2014 em Ter Nov 11, 2014 2:08 pm

Diplofer

Uma das salas onde passei mais tempo, sobretudo na 2ª volta. O melhor som do show na relação qualidade preço. E não fosse a Ultimate ter ido a jogo com coisas estratosféricas e tínhamos mesmo vencedor em termos absolutos.
Há uns tempos atrás, em conversa, dizia eu a um amigo meu que as revistas francesas de áudio eram provavelmente pouco isentas. E que já estava um pouco cansado de tantos elogios e tantas estrelas para os produtos franceses. Quando ouvíamos as Apertura no sábado, esse meu amigo lembrou-me esta nossa conversa e lá me foi dizendo que, se calhar, eles os franceses, se calhar até têm razão para os elogios. Sem dúvida! Sem ter reparado no preço dos componentes na porta de entrada, eu apostava á volta de 10.000 euros para esta coluna, tal o som e qualidade dos acabamentos. Esse meu amigo apostava em 6 ou 7.000 €. Erramos os dois: 3.900 € affraid Eu digo-vos uma coisa: estou neste momento muito satisfeito com as minhas Usher, até porque elas estão a responder aos upgrades que vos tenho relatado, sinal que ainda estão longe de revelar todo o seu potencial. Não fora isso e estas Armonia passavam já a compra obrigatória. Mas, seja este modelo ou outro acima (fiquei deveras curioso), a marca está desde já debaixo de olho para o futuro. Num futuro em que a vontade de mudar algo possa surgir (a chamada upgradite), se a bolsa o permitir claro, esta marca está já no topo da minha lista. E eu sou de algumas ideias fixas. Em 2006 ouvi pela primeira vez umas Usher e fiquei de tal maneira impressionado que acabei por comprar umas.
É claro que a amplificação Burmester tinha ali certamente uma enorme palavra a dizer. Enormíssima de certeza. E aí já estamos a falar de perto de 10.000 €! A fonte, o gira discos TransRotor, voltava a preços mais terrenos (dois mil e tal euros). Da cablagem Van del Hul não fixei preço. Mas também o que interessa é falar do resultado final. Poucas vezes ouvi um sistema em que as colunas desaparecessem por completo de cena, insuflando som por todo o lado á volta delas com tamanho á vontade. Isso implica uma excelente capacidade de dispersão ao nível do tweeter, o qual neste caso era de fita e integrava perfeitamente com a unidade de médios / graves não havendo qualquer descontinuidade no som, antes pelo contrário. Tudo soava integrado e harmonioso, fazendo verdadeiramente jus ao nome do modelo da coluna. E essa armonia acontecia com uma dinâmica e abertura fabulosas. Para essa abertura contribuía também alguma ausência de grave um pouco mais profundo, mas o engraçado é que, estando a música presente no seu essencial, acabamos quase por nem notar. A não ser numa ou outra passagem mais viva, onde uma ligeira secura nos lembrava que o som não era perfeito. Mas caramba, como tive oportunidade de ouvir do sr. Paulo Inácio, ao contrário do que quase todos os outros fizeram, nem sequer foi aplicado qualquer tratamento acústico na sala. E se o som era envolvente e emocionante. Os instrumentos tinham textura. As variações dinâmicas de um saxofone eram absolutamente espectaculares. Mas foi ao ouvir clássica que pude inclusive dissipar uma dúvida muito pessoal: é possível ouvir bem clássica com uma coluna de 2 vias. O que me vai levar a tentar perceber o que ainda está a impedir isso no meu sistema. pale Uma demonstração conseguida serve inevitavelmente para comparar com o que temos e naturalmente continuar a perseguir o que ainda não temos. Assim seja!

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14 Re: AUDIOSHOW 2014 em Qua Nov 12, 2014 4:34 pm

Absolut Sound And Vision

Com o meu amigo Jorge Tavares aos comandos, ninguém espere ouvir baixinho. Cool Foi aliás com ele que comecei a preocupar-me com essa coisa da escala. Na escala o SPL conta. Ao vivo ninguém pede para ouvir baixinho. E digam lá, não é esse um enorme problema em muitos sistemas, ou seja, a incapacidade para rodar o volume sem que a distorção / compressão se comecem a fazer sentir e obriguem imediatamente a fazer o percurso inverso com o botão? Quantos sistemas, independentemente do preço, já ouviram a tocar a volumes francamente altos sem se tornarem insuportáveis? Com o Jorge o sistema tem de tocar alto. Ponto. (baixinho também note-se). Tem de aguentar muita pancada e transmitir-nos a sensação da presença do instrumento à nossa frente. E isso foi em boa medida conseguido. Nomeadamente com percussão. Que dinâmica, que ataque, que velocidade, que extensão de agudos. Do melhor que já ouvi, a qualquer preço, diria. A sensação da pele percutida, da sua textura, das diferentes tonalidades dos diferentes tambores… Muito bom. Uma profundidade de palco enorme, onde mesmo os instrumentos de segundo plano surgiam com um tremendo impacto. Num sistema cujo preço total rondava os 10.000 euros, é obra! Para este resultado contribuíam sem qualquer dúvida os acessórios utilizados. Desde os cabos Audiofidem, passando pelas bases anti vibração, até aos pés de apoio VCS. Todos eles já passaram ou residem cá por casa pelo que conheço bem o seu efeito. O Jorge, nos seus cabos, procura precisamente melhorar as condições de condutividade do sinal, diminuindo ao máximo a capacitância e efeitos de intermodulação que possam retirar rapidez e agilidade ao som, retirando-lhe assim VIDA. As bases e os pés de apoio completam este efeito. Não estou minimamente a retirar mérito à(s) fonte(s) de sinal e muito menos à amplificação que demonstraram enorme competência. Simplesmente é para mim inevitável realçar a importância sempre negligenciada dos acessórios (nestes shows nunca ninguém fala dos acessórios a não ser talvez dos painéis e tratamentos acústicos). De qualquer forma, tal como numa banda o protagonista é sempre o vocalista, inevitavelmente as colunas levam sempre a maior fatia da nossa atenção e do mérito do que estamos a ouvir. Pois estas Davis Acoustics foram as segundas francesas a surpreenderem e a seduzirem neste audioshow. Como nunca tinha ouvido nada da marca, confesso que esta me era indiferente, quiçá mais uma vez devido aqueles, visualmente intrusivos, altifalantes amarelos. Nunca eu suspeitaria que estas Nikita2, com uma volumetria generosa para umas monitoras, tivessem ainda assim tamanho peito. E a qualidade do agudo? Andam tantas marcas (como as minhas Usher) a fazer publicidade a toda uma série de materiais nobres utilizados nos tweeters (diamante, beryllium, etc), e depois surgem uns quaisquer anónimos a dar grande baile na extensão e limpeza do agudo. Private Investigations de Dire Straits atingiu picos de extensão que ainda nem cá em casa experimentei. pale

Dito isto, o sistema fazia tudo bem? Não, não fazia. Em certos temas a resolução e a separação instrumental não era a melhor e sentia-se alguma atrapalhação. Julgo que um volume menor teria sido suficiente para disfarçar. Mas o Jorge mantinha a coerência não tentando mascarar o menos bom, sobretudo porque o que o sistema fazia bem, fazia mesmo muito, muito bem.

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15 Re: AUDIOSHOW 2014 em Qui Nov 13, 2014 1:24 pm

As salas da Ultimate

A sala com as Estelon Extreme foi a primeira onde entrei. Impossível ficar indiferente a tamanhas colunas. Esculturais. Na MINHA OPINIÃO, forma e função conjugaram-se num produto de excepção. Alargam em baixo para terem mais caixa para o grave e a estrutura que alberga os altifalantes de médios e agudos desloca-se na vertical para ajuste da posição em relação ao ouvinte. Verdadeiro “ovo de Colombo” não?

Quando entrei tocava Carlos do Carmo com Bernardo Sassetti . Um álbum que conheço bem e que, relembrando quem leu no tópico do meu sistema, já foi até decisivo no momento da troca de cabos de coluna. Foi na voz de Carlos do Carmo que acabei por notar um timbre mais correcto/realista que acabou por ser decisivo no momento da opção. Pois…, eu nunca ouvi o Carlos do Carmo a cantar ao vivo (ao vivo, para que não restassem duvidas, teria sempre de ser sem amplificação). Mas quando no meu sistema experimentei ouvir diferentes tonalidades na voz, imediatamente percebi estas nuances como mais correctas e realistas. Ora nas espectaculares Estelon, a voz surgia demasiado cheia, denotando um tom quase único, consequência de um empolamento da gama média que lhe tirava alguma abertura. Que se confirmou nas músicas seguintes. É o tipo de enfase que associo, por exemplo, ao efeito de um cabo um pouco mais capacitivo. Pode simplesmente ter sido o caso. Não me atrevo a responsabilizar tão belas senhoras. De qualquer forma, este aspecto foi paradoxal e progressivamente perdendo importância dada a qualidade do resto. A um enorme requinte e fluidez sonora, associava-se um palco enorme, á escala de 1:1 como só colunas grandes conseguem fazer. Uma separação estéreo fantástica contribua, juntamente com uma capacidade enorme de revelar todos os pormenores, para nos envolver na música e deixar de pensar em graves agudos ou médios. Pelo menos até o impacto de um tambor percutido, ou a tensão de uma corda de contrabaixo, ou a vibração de um prato nos voltarem a lembrar da qualidade do que estava á nossa frente nessa matéria. De modo que dei por mim a ignorar a tal enfase que referi na gama média. Imagino se esse ligeiro véu fosse retirado… What a Face

Em resumo, absolutamente fantástico. Puro requinte, puro luxo sonoro e visual.

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16 Re: AUDIOSHOW 2014 em Qui Nov 13, 2014 1:34 pm

Quanto as Marten e os VTL...

Bom, eu podia dizer que o grave profundo era pouco limpo, pouco nítido. Seria da sala? Ou seria das válvulas? Houve aliás um momento de distração em relação ao volume, no início de um novo tema, em que o grave ressoou de tal maneira pela sala que um amigo meu disse que sentiu claramente o coração acelerar com o susto. Apesar do volume adequado, pressentia-se um poder avassalador no sistema que nesse momento de distração se libertou momentaneamente. Podia além disso dizer que, na fila da frente, sentado num extremo da dita, se ouvia praticamente apenas uma coluna, não sendo, ali pelo menos, a integração a melhor.

Mas havia algo que me intrigava mais do que isso no sistema e que me fez permanecer e que me fez voltar e por ali permanecer novamente por algum tempo. Não estava fácil perceber, tanto mais que a clássica predominava, coisa rara de se ver em demonstrações de áudio. O que estava a dificultar-me perceber os outros pontos fracos do sistema. Sim, se calhar intuitivamente todos estamos sempre á procura dos pontos fracos para depois nos podermos comprazer com o que temos em casa. Mas aos poucos lá fui percebendo. O sistema não me impressionava. scratch Quase em nenhum aspecto em particular. E porquê? Porque com tamanho aparato eu estava à espera de um majestoso fogo de artifício. Mas do espectáculo pirotécnico quase nem sinal. jocolor O que se passava era que a música fluía com tamanho á vontade que as minhas referências não tinham ali qualquer aplicação. Fosse um violino, fosse a voz de uma soprano, o som escoava como mel até aos limites mais recônditos das altas frequências. Sem asperezas, sem descontinuidades. Tudo surgia fácil. De tão fácil criava esta sensação de menor impacto. Mesmo tentando decompor mentalmente o som em graves agudos e médios não o conseguia. A integração e a resolução eram de tal modo que eu acabei por perceber que estava finalmente a ouvir musica como acho que nunca ouvi. Exactamente. De tanto VER o sistema, eu não estava a OUVIR a música. Melhor som do show? PARA MIM, de caras. Muito, muito caro? Todos o sabemos. Mas com o euromilhões era só mandar embrulhar. (ou talvez não. As Estelon ficavam melhor na minha sala… lol! )

A finalizar um agradecimento a todos (a quem organiza e a quem participa) por continuarmos a ter possibilidade de, pelo menos uma vez na vida podermos ver e ouvir “ao vivo” equipamentos que de outra forma só conheceríamos das revistas.

E não digo mais nada.

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